Drömma

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Drömma Dreaming Logger — Coleção de Sonhos — Sonhário
Menino / Avê

Eu estava tomando banho e um menino loiro com cerca de dez anos estava alí parado dentro do boxe com o olhar perdido. Eu sentia como se ele estivesse comigo e me acompanhava há muito tempo. Nessas noite acordei com meu gato andando sobre a cama, algo que ele nunca faz. E com sentimento de que esse menino precisava ir embora.
Miçangas de amigos / Avê

Sonhei que encontrava vários amigos em uma expo de arte. Alguns tinham recém voltado de um residência no campo e tinham um estilo de se vestir meio maio de 68 com estampa de oncinha. Todos estavam muito animados e começaram a me abraçar e dançar. Todo mundo usava pulseira de miçanga e nos enroscamos tanto que eu me sentia envolvida em muitas miçangas enroladas. Quando eu consegui desfazer o nó todo mundo sumiu. Eu fui depois num Mac Donald's coreano gourmet, peguei um Soju e falsifiquei o valor na ficha pra ficar mais barato. Depois voltei na exposição e um amigo estava pegando restos da exposição que eram mapas mundi coloridos.
Isis Rihanna e orquestra marginal / Avê

Isis Rihanna e orquestra marginalEu subia uma rua com um amigo e vi alguns moradores de rua com instumentos gigantes que eles mesmo tinham construído com lixo e coisas hackeadas. Eles faziam um som experimental, achei aquilo incrível e quis tirar uma foto, peguei minha câmera na bolsa e tive a impressão que caíram algumas coisas no chão. Quando me abaixei pra pegar o que tinha caído ví muitas contas de miçanga e pedras ametista no chão, uma mulher abaixada alí olhou pra mim e disse "alliiiiii...... ne" e eu que sabia que não conhecia ela disse pra ela que ela estava treinada na advinhação e que era uma boa bruxa pois advinhou meu nome. Depois disso, vi que minhas coisas estavam todas na bolsa e eu não havia derrubado nada. Levantei e vi a Rihanna. Ela estava linda e sensual, fiquei muito feliz de ver ela e pedi pra tirar uma foto. Ela pegou minha câmera analógica e tirou uma selfie comigo dando beijo triplo com seu duplo. Dei um beijo triplo com a Rihanna duplicada e me senti muito feliz e emocionada. Depois disso passei a acreditar que me comunico com Isis pela figura simbólica dela.
Móveis e corpos / Avê

Eu estava dentro da loja de móveis da minha prima e vi uma fila pra um vestiário masculino. Os homens estavam todos de toalha branca e tinham corpos bonitos. Meu namorado estava no meio, havia muito vapor e eu gostava de ver todos eles alí reunidos à vontade. Depois fui na porta da loja e os funcionários estavam tentando guardar todos os móveis pra dentro da loja pra poder fechar, mas não cabia tudo lá dentro. Era muita coisa, muitas cadeiras empilhadas principalmente. Fiquei com preguiça de ajudar e saí.
galpão ilha de lesbos / Avê

Era um galpão antigo muito grande cheio de montanhas de tecidos de tonalidade clara e eu fui no fim da noite. Só mulheres podiam entrar e iam lá pra rolar nos tecidos e transar. Eu estava lá rolava em tecidos macios e quando encontrava outra mulher rolando transava e era muito bom. Eu fazia posições que nem sempre fico à vontade, mas lá era muito gostoso. Amanheceu e alguns homens estavam lá fora tentando descobrir o que acontecia lá dentro, mas não podiam entrar.
corpo que sai / Avê

Sonhei que eu tinha controle do meu corpo etéreo acordada e conciente. Isso fazia com que eu tivesse alguns poderes e eu experimentava isso. Eu podia levitar e lançar braços invisíveis de energia que subiam pelas minhas costas e faziam meu cabelo balançar como uma medusa. Depois tirei uma selfie fazendo isso e fiquei pensando sobre a sensação dessa descoberta, como era algo da sobrenatureza e que eu já havia sentido isso antes sem saber o que era.
Guimarães Rosa, sexo da estrela / Avê

Sonhei que eu o P. estávamos participando de um jogo em que ocorriam várias rodadas de sexo a três e fazíamos posições malabarísticas que eram leituras de um texto do Guimarães Rosa. Lembro mais da parte com a J. quando nós duas entrelaçávamos as pernas uma de ponta cabeça pra outra, fazíamos o formato de uma estrela e ficávamos rodando em êxtase.
fantasmas e casa de bambu / Avê

fantasmas e casa de bambuSonhei que eu e minha mãe tínhamos uma casa de férias de bambu e vime. A casa tinha uns 4 andares não muito altos, parecia mais aqueles labirintos infantis com piscina de bolinha. Eu tentei subir até o quarto andar com um elevador também de bambu e vime, mas não estava funcionando direito e só ia até o segundo andar, então comecei a tentar escalar e me pendurar nas coisas. Daí minha mãe chegou com a as minhas primas pequenas, a minha vó e a minha tia falecida. A minha vó está viva mas no sonho ela era um fantasma igual a minha tia que ficava andando junto com a minha mãe. Só eu e ela víamos os fantasmas da minha tia e da minha vó que ficavam andando como se tivessem vivas, mas elas não tinham expressão nenhuma, parece que ficavam alí do lado sempre só sem saber o que fazer. Aí eu cheguei pra minha mãe e disse triste: Você ainda tá vendo elas né? Ela disse que sim. Eu disse que eu também. E nós não sabiamos muito conviver com isso.
meu amigo era um peixinho / Avê

Sonhei que meu amigo thiago tinha virado um peixinho bem pequenininho
e ele tava num aquário enorme, a gente ficava procurando ele, chamando e tal.
Aí o joão apareceu e o peixinho thiago começou a pular pra fora da água... nós falamos que ele tava fazendo nado peito.
Ele era peixe, mas podia respirar fora da água.
Eu coloquei ele em cima de prancheta pra pode se comunicar... eu escrevi Sim do lado direito e Não do lado esquerdo e perguntei pra ele: Você quer ficar fora da água junto com a gente e dar rolê? Ele saiu pulando pro lado esquerdo onde tava escrito Não. E daí eu fiquei triste.
5 energias do sol / Avê

5 energias do solSonhei que fui chamada no meu antigo trampo (que era no estado) pra trabalhar pela defesa das 5 energias que vinham agora do sol e interferiam de maneira emancipadora na mente das pessoas. A minha supervisora, que antes era uma pessoa super apegada aos cabelos, raspou toda parte da frente da cabeça e fez uma tatuagem de linha atravessando a testa.
O embalsamador / Avê

Éramos marginais de rua, leprosos e deformados num lugar sem asfalto. Minha boca era uma argola e eu dizia pra outros deformados colocarem o dedo dentro pra sentir como era, que eu tbm era diferente, num sentimento de comunhão.
Passou um ônibus naquela rua e eu entrei. Estava cheio e fiquei de pé. No meu lado um senhor negro, grisalho, com roupa simples, mas elegante. Desci do ônibus com ele e o acompanhei. Era uma grande ocupação, com muitos barracos e feiras. Ele disse que ia num velório e que era embalsamador.
Chegando lá, parei na porta, não consegui entrar. O cheiro do bálsamo era bastante forte, causava mal-estar não só pelo respiro, mas pela lembrança da morte. O embalsamador avaliava as peças do corpo já dissecadas, naquela tarde a perna completa valia dois mil reais. A família presente ouvia atentamente, mas algumas pessoas não conseguiam entrar no recinto.
O galpão branco em que o velórios foi feito hora ficava cheio, hora vazio, mas no momento da avaliação poucos quiseram ficar, seria talvez constrangedor.
Quanto valeria as peças de cada um que ali se encontrava? A flores que vi eram somente vermelhas.
O embalsamador, pelo visto, viaja longas distâncias.
viagem e urso pardo / Avê

viagem e urso pardoSonhei que eu fazia uma viagem com amigos, mas em nenhum instante pensei no destino.
Num primeiro momento, estávamos num prédio público bem deteriorado, parecia uma escola pública, as pessoas falavam espanhol, a população parecia paraguaia. A gente brincou de falar espanhol, mas ninguém sabia. O lugar estava muito cheio, as pessoas estavam sempre andando, muitos grupos grandes indo em fluxos diferentes. Um urso pardo apareceu correndo feroz por um corredor. Me perdi de todo mundo.
Num segundo momento, tínhamos que passar de carro pela beira de uma praia e a maré estava alta. O motorista era um desconhecido, mas disse que já tinha feito isso antes. Passamos, a água entrava pela janela do carro. Fiquei preocupada se não tinha estragado o rádio militar que tínhamos acoplado no porta-luvas.
Num terceiro momento, sei que estávamos já na Argentina, a estrada estava escura, conversamos sobre voltar.
Num quarto momento, nos movíamos sem carro, hávia muita sacola e coisas soltas pra carregar, cabos, equipamentos eletrônicos.
Num quinto momento, nos arrastávamos pela beira do mar, aquele que já tínhamos passado. Meu amigo disse que havia mais pra dentro do mar, numa rocha grande, uma porta numa árvore, mas pra chegar lá era preciso um barco ou algo que flutuasse.
Num sexto momento, fomos de prancha ou barco, muitas pessoas até a porta no mar. Algumas pessoas foram nadando. Chegando lá, um homem que disse que já tinha aberto a porta uma vez e tentou abrir, mas as raízes da árvore bloqueavam a abertura. Então eu vi que tinha uma porta do lado, igual àquela, mas sem raízes e ninguém tentava abrir porque achavam que estava trancada. Então eu, que era também outra pessoa ao mesmo tempo, mas também era eu, abrimos a porta e ela abriu facilmente. Era uma porta muito grande, antiga, umas três vezes o meu tamanho, tinha um trinco torneado, muito bonito. Quando abri a porta, dentro havia uma mansão enorme abandonada, a luz entrava por frestas, era um cenário muito bonito. Todos entraram rapidamente no local. Na mansão havia uma escada grande em curva pro segundo andar. Olhei pra escada e minha amiga descia dela animada por estar alí. Olhei pro outro lado e num salão grande havia um urso pardo sentado de costas e ele ainda não tinha visto ninguém. Tantei avisar as pessoas, ninguém se importava.

Nunca sonhei com urso antes.