Drömma

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Drömma Dreaming Logger — Coleção de Sonhos — Sonhário
uma câmera no meio do tiroteio / cau

uma câmera no meio do tiroteioFui num congresso/encontro universitário. Cheguei atrasado ou só "acordei" no sonho em certo momento que já estava lá. O lugar que ficamos hospedados era um predinho institucional de uns 3 andares na beira de uma favela. Tinham alguns amigos do curso lá: Gusta, Lou, Daf... então deduzi que fosse algo relacionado a arquitetura. Conversei com elxs e senti um clima de festa, lamentei não ter trazido uma garrafinha daquelas cachaças especiais que faço. Percebi que não estava com mais algumas coisas que precisava pra dormir por la. Perguntei pra um professor quando o ônibus iria voltar pra eu poder buscar mais coisas (o ônibus voltava diariamente). Lá pelas 23h. Nessa fui falar com Lou, perguntei se ele ia também ou se precisava de umas coisas. "Não cara, vou ficar por aqui, a Ka ta aqui e a gente ta se pegando de novo". Que locura! Demoro, então depois eu volto com a cachacinha e meus trem. Quando subi mais um andar pra checar minha mochila, comecei a ouvir tiros. Me escondi e rastejei até uma janela pra ver o que tava acontecendo. A PM tinha chegado e tava atirando nuns caras do morro. Aí começou a vir tiro do outro lado. Alguns tiros vazaram nossas paredes, umas pessoas começaram a gritar nos outros andares. Vi que tinha mais uns deitados no chão e se escondendo atrás das paredes perto de mim. Rastejei pro meio do prédio, pra não ficar de frente pra parede mais externa. Mas do meio, senti era visto por várias pessoas lá fora e me senti inseguro também. Será que ia tomar um tiro, morrer ali? O tiroteio não parava. Lembrei que tava com minha AE-1 na mochila, resolvi tirar foto daquilo tudo. Comecei pelo pânico dentro do prédio, todo mundo se arrastando e escondendo, depois mirei lá fora. Ouvimos um barulho la cobertura e depois lá embaixo. Tinha gente entrando no prédio e correndo. Uns caras do morro entraram e queriam usar o prédio pra atirar nos poliças. Decidi que ia tirar o filme da câmera. Tinha mais um amigo com uma câmera analógica, pediu ajuda pra tirar o filme. Quando vi a câmera dele ja tava aberta sendo que ele não tinha rebobinado o filme. Queimou tudo, disse pra ele. Fui mostrar pra ele como fazia e minha câmera abriu antes de eu conseguir rebobinar também. Fechei e rebobinei correndo, quem sabe salvava alguma coisa. Um cara veio correndo rindo e soltou uma bomba caseira no nosso lado. Era um charuto preto que veio rodopiando e explodiu perto de um amigo meu. Corri e tentei fugir, quando ele viu a câmera na minha mão. "Maneira essa câmera hein". Falei toma, fica pra você, só deixa eu ir embora daqui. Ele pegou, rindo, e já jogou pra um outro amigo dele subindo a escada: "saca aí, que doida". Fiquei vendo eles jogando ela pra um lado e pro outro e virei a cara, desci a escada querendo desapegar. O tiroteio parou, o pessoal levantou e saiu correndo do prédio. Lá fora tinha um monte de gente, uma gritaria rolando. "Pega minha mochila, por favor!!" "Traz minhas coisas" "Vamo embora daqui!!". Fiquei procurando minha mochila por alguns instantes, mas resolvi tacar o foda-se e sair correndo. Lá fora tinha uma multidão e acabei encontrando a Lu, minha namorada. Ela tava com minha mochila e com uma cara tranquila. "Cê tá bem??" "Tou uai, ta sendo ótimo o congresso!" "Congresso, menina, que porra de congresso, a gente tava tomando tiro, nem sabia de congresso" "Sim, umas palestras ótimas, depois te conto. Vamo embora"
Vermelho e branco / cau

Hoje, dormindo aqui no sofá no apê do meu amigo em Istanbul, sonhei que tava numa festa da galera da arquitetura. Não sei se era só gente do meu curso, mas eu conhecia um bocado deles e apesar d'eu não lembrar a cara deles, a consciência do meu sonho me dizia que eram conhecidos sim. Era noite, estávamos em uma casinha antiga bem simples com luzes amarelas penduradas e varanda com uma cobertura de folha seca de palmeira. A rua era de pedra e tinha só casas ao longo dela. Não lembro se estava tudo bem no começo, mas que em certo momento fui fazer algo nos fundos da casa - provavelmente buscar cerveja - e enquanto atravessava os cômodos, três caras me pararam. 'Ei, o que você tá indo fazer?' 'Nada', respondi. Então eles mencionaram um outro cara, que eu não gostava, e disseram que ele tinha autorizado eles brigarem. 'Pra que brigar aqui na festa? Cês não tem motivo nenhum. Fora que esse sujeito não tem que autorizar nada não.' 'A gente não liga' um deles disse, e tentou me atacar. Eu escapei deles, sem entender o que tava acontecendo. Fui buscar minha cerveja ou sei lá o que, quando ouvi uns gritos. A galera começou a ficar agitada e correr. Voltei pro interior da casa e vi que tava rolando uma briga generalizada. Copos, garrafas, mãos e pés atingindo os corpos bêbados. Aparentemente, dois grupos que nem eram rivais de nada, só gente que não se falava muito, começaram a se atacar porque um deles queria. Vieram pra cima de mim. Quebrei a garrafa de vidro que segurava e tentei me defender. Tinham uns caras com facas e pedaços de vidro quebrado. Tentei atravessar, ir pra outro cômodo e tentar entender tudo aquilo. Chutei, corri, tomei vários cortes nos braços. Fui até um quarto da casa onde tava esse cara que falou que eles 'podiam' brigar. Quando cheguei, ele e mais uns quatro que tavam no quarto pararam e olharam pra mim. Antes de eu perguntar qualquer coisa, ele disse: 'peguem esse cara ai'. Só consegui soltar 'má que porra é essa' e saí correndo. Ia empurrando gente pra passar e vendo conhecidos tomando porrada e caindo no chão, cheios de sangue na roupa, como eu também estava. Fui até a varanda na frente da casa, onde as coisas pareciam até normais, pulei pra rua. Lembrei que minha bolsinha de encontro de estudantes tava lá dentro ainda, com minha câmera, caderno e carteira. Hesitei em voltar praquela loucura, pensei em seguir sem documentos, sem câmera, mas com vida. Olhei pro lado e um amigo cabeludo tava dando em cima de uma ragazza que passava pela rua, como se não houvessem preocupações na cabeça naquele momento. Fiquei olhando, vi também uma garrafa de vodca num canto. Catei ela, quebrei ao meio, empunhei como se fosse minha espada e voltei lá pra dentro. Por sorte, vi minha bolsa no primeiro quarto que entrei, numa mesa perto da porta. Corri, empurrando mais gente que se matava. Pulei de novo a varanda, vi o cara transando com a menina num canto escuro. Os dois em pé virados pra parede não pareciam estar no mesmo mundo de sangue que eu tava. Segui andando pela rua, pensando em nunca mais voltar pra essa cidade. Iria mandar emails pedindo transferência pra outro lugar, na primeira oportunidade que tivesse. No caminho, passei por uns brinquedos de rua, umas estruturas pra se pendurar pelos braços, uns pneus e esse tipo de coisa que tem em parques e praças pra se exercitar. Resolvi me adentrar e macacar um pouco, pendurando-me nas cordas. Pra minha surpresa, um amigo que achava ter perdido na confusão estava ali, sentado nuns pneus. Perguntei se ele tava bem, ele disse 'ah, aquilo tava muito doido, não curti não, vim pra cá quando deu', com aquele típico desinteresse de Lucas, como se a gente estivesse só numa festinha da sala. 'Ow, eu vou continuar indo pra mais longe possível disso ai, se você quiser vir também pode vir', eu completei. Ele acenou que sim com a cabeça, mostrando uma expressão de 'não tou fazendo nada mesmo'.
Continuei andando sozinho pela rua, ele vindo mais atrás. Avistei a uns cem metros a casa do meu bisavô. Já era dia agora. Fui andando em direção à casa, vi o pé de goiaba branca carregado com aquelas frutas gordas e suculentas. Como de costume, o velho magrinho tava lá na varanda, esperando alguém pra trocar uma conversa casual. Subi os três degraus de escada, fui falar com ele. Dei bom dia e pedi 'bença', beijando a mão que parecia a versão velha da minha. Ele sorriu, me deu bom dia também. Conversei um pouco com ele, até meu amigo chegar. Quando chegou, vi que não era o mesmo de antes, mas o Nilton, o amigo moçambicano. Naquele mundo, eles eram o mesmo cara, pra mim pareceu normal na hora. 'Aí, esse aqui é meu vô, ele tem 102 anos'. 'Uau'. Velho Maia riu e disse: 'é, ano que vem eu vou ter 103'. Dei uns tapas de leve nas costas do véio. Fiquei feliz em conversar com ele e vê-lo lúcido, ali no meio das goiabas brancas que flutuavam e da luz do nascer do sol.
Me despedi, catei umas goiabas, fui andando pela rua. Olhei pra minha mão cortada e sangrando, segurando a goiaba branca meio comida. Acordei.



Tomatinho / Cau

Tava na cozinha de uma casinha procurando uns filmes pra fotografar a passeata/manifestação que tava rolando na rua, quando minha mãe pediu pra dar café pro tomatinho dela. Fui até a mesa, vi um tomate cereja redondinho fazer "mamãnheee". "Dá café pra ele, filho" ela disse. Achei um pouco estranho, mas não reclamei não. Enfiei o dedo no meu copo de café com leite e deixei pingar uma gota naquela bolinha vermelha. "Hummmhummmm" ele disse sorrindo.
Machados / Cau

Eu fazia estágio num setor da minha universidade que trabalhava com educação, comunicação e etc. Um dia um amigo me chamou pra trabalhar no lugar que ele costumava ir e disse que contava as horas de estágio da mesma forma. Eu aceitei e fomos. Era uma espécie de cabana estranha num canto que ainda não havia ido no campus. De vez em quando alguém passava correndo com papéis e eu ainda não tinha entendido o que tinha ido fazer ali. Meu amigo me deu uma tarefa simples e eu acabei desenhando a capa de alguma coisa. Quando já estava no horário almoço uma outra amiga apareceu e chamou a gente pra sair com ela. A chefe do estágio perguntou se não poderíamos ficar mais. Saímos assim mesmo. Fomos correndo numa velocidade fora do comum, parecia que éramos uns bichos no meio daquele mato todo. O destino era o restaurante que ficava lá perto. Quando passamos perto de uma ponte o amigo me chamou a atenção pra uma cabaninha de couro de animais e com um barranco azulado atrás. Ele disse que ali fazia inverno o ano inteiro. "Repara nas morsas que ficam ali". Corremos mais e começamos a descer bem rápido uma escadinha. Numa hora o cara soltou a mão do grupo (estávamos de mão dada) e saiu no sentido contrário me chamando pra ver a captura de algum bicho, ou algo do tipo. Corremos de volta pra parte plana do terreno, mas eu não conseguia acompanha-lo. Tinha mais um punhado de gente rodeando alguns bichos bem rápido. De repente um grupo de touros marchou em direção à confusão, tentando conter o arrebanhamento (talvez a expressão agropecuária seja outra). Foi quando eles começaram a jogar machadinhas no povo que eu percebi que eram pessoas vestidas de touro que conseguiam se portar como os bichos. Olhei pro céu. Uma nuvem de machados curtos estava caindo e alguns vinham na minha direção também. Comecei a dançar pra escapar e eles acertavam bem perto de mim. Me embrenhei na mata de novo e acordei.
Palito de Picolé / Cau

Palito de PicoléTava numa cidade estranha, pra visitar uma feira, um congresso ou algo do tipo. O lugar era cheio duns prédios monumentais, gigantes. O que eu tava parecia ter uns 15 metros de pé direito e umas colunas daquelas que precisam de umas cinco pessoas pra abraçar. De vez em quando apareciam uns conhecidos e numa dessas eu tive que ir ao banco pra pagar um livro. Quando eu tentei tirar dinheiro do caixa saiu só um cartãozinho esquisito em forma de palito de picolé. "Seu novo cartão", a máquina dizia. "Que seja", pensei. Fui pra outra fila e esperei um tempão, mas quando cheguei no outro terminal descobri que meu cartão não entrava na máquina. Fui até o caixa com gente e a mulher riu da minha cara.
ação de segunda categoria / Cau

Eu era um cara (acho que normal), que tinha um amigo húngaro, que na verdade era cubano, e tinha umas habilidades de adivinhar coisas. De vez em quando jogávamos algum esporte com o time dos africanos da escola/faculdade, não me lembro. Um dia briguei com minha irmã e ela acabou fugindo de casa (a coisa tinha sido um pouco feia). Tentei voltar no tempo pra consertar as coisas, mas mudei um tanto delas. Não jogava bola mais com os africanos, não tinha visto minha irmã crescer, meu amigo não me conhecia. Eis que aparece na história uma velha maluca/madrasta de alguém que fica complicando minha rotina e o sonho muda de gênero pra algo que ação. A velha mata alguém que tá comigo dentro do apartamento dela (eu tinha alguma relação com o lugar), eu tento fugir mas o elevador demora. De um dos elevadores surge meu amigo, que tinha acabado de adivinhar que eu tava precisando de ajuda. Então a gente pega a velha e prende ela enquanto corria em nossa procura. Não era tão velha assim não.
afogamento / Cau

Estava andando pelas ruas de uma cidade que não conheço. De repente parei e olhei para o céu. Ele tava com uma cor forte de mar, algo como um verde água, e as nuvens pareciam corais roxos que iam abrindo e crescendo, crescendo, crescendo.
Griffin / Cau

Tive um sonho terrível. Sonhei que meu peixe foi capturado e tentaram matá-lo inúmeras vezes, mas eu sempre o salvava. Quando eu me sentia seguro, eles o pegavam.

Não pude salva-lo na última vez. Escorreram toda a água dele diante dos meus olhos e eu não pude fazer nada, com meu peixinho se debatendo na terra.
Vento / Cau

Estava de pijama no alto de um prédio à noite. Fui andando até a beirada e pulei (ou caí - não tenho certeza :P). Me senti bem no começo com o vento azul tocando meu corpo, até que... Ploft!
Lobos / Cau

LobosEra noite. O céu estava azul, um azul bem escuro e claro ao mesmo tempo. Eu vagava sozinho pela cidade, só que esta era diferente e havia poucas pessoas. Ao olhar para cima, vi que a lua estava absurdamente próxima e começaram a surgir gandes montes brancos e peludos de alguma coisa. De repente, um deles se mexeu e apontou algo que se parecia com uma cabeça em direção à lua. Pude perceber que era um grande lobo sem olhos e muito peludo. Todos eles pularam ao mesmo tempo para o alto e quando voltavam causavam um grande tremor. A última coisa que lembro era um deles pular sobre mim, mordendo minha garganta e uivando para a imensa lua.