Drömma

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Drömma Dreaming Logger — Coleção de Sonhos — Sonhário
cara da morte / luísa h

sai da casa do vovo e chovia na avenida venancio, entrei num carro que era meu e fiquei bicando uma cerveja na chuva. as cores da noite eram ferrugem fuligem e no canteiro da avenida tava a laryssa pitando um palheiro. nos olhamos. ela atravessou a rua me beijou no canto da boca e se despediu. passou pela frente do edificio columbia e sumiu na fuligem da noite. fiquei sorrindo sem jeito sem entender. entrei no carro, dei a partida mas nao funcionava. eu precisa ir no hospital. vi um taxi e entrei, o taxista era um boy novo. ele comecou a conduzir soh que a gasolina acabou. e nisso estavamos num pavilhao tentando achar um carro de brinquedo de madeira pra ele continuar o trajeto. esse pavilhao estava cheio de bonecos gigantes. enquanto ele tentava arrumar uma locomoção eu peguei um objeto que estava no chão, era circular. comecei a descascar ele, fui percebendo que era a cabeça de um dos bonecos. continuei descascando a curiosidade. até que me dei conta que não era papel maché, era uma cabeça humana. e aquele lugar era um deposito de cadaveres humanos. me assutei. sai de la e fui para o espaço ao lado. era um espaço cultural hipster, encontrei amigos das antigas. eles tavam deprê. tentei trocar uma ideia com eles mas minha voz ja nao tinha som.
chuva de cor / luísa h

era um casarão bonito antigo e reformado onde pessoas e crianças conviviam , uma proposta de vivencia social muito bonita. eu e lari estavamos la em um dia de festejo, nao sei bem o que era, o pq da festa. acho que era uma celebraçao da vida mesmo. o momento da abertura da festa foi no inicio da tarde: varios baloes e bexigas cheio de tinta, glitter, purpurina foram dependurados na varanda da casa. a varanda do segundo andar dava de frente pra um gramado. esses baloes e bexigas pouco a pouco foram sendo estourados e as crianças eu lari comecamos a sorrir dancar correr com toda aquela chuva de cores em cima de nós. tambem tinha uma grande fonte de agua, que caia como uma cachoeira. depois da abertura fomos para um pavilhao onde comecariam as danças brincadeiras. o sandro do somos tava la, foi uma fala bonita, nao lembro o que ele falou mas me contemplava muito. dai a lari colocou um axé p galeri dançar, estavam todos fantasiados, umas roupas de lantejoulas , crianças, velhos tudo festejando no pavilhao. dai ja era noite, sai um pouco. o casarao ficava no centro historico de alguma cidade do nordeste. vi a lua nascendo, estava enorme e muito nitida e a marina estava ali comigo, conversamos sobre sentimentos pontiagudos e depois me despedi dela. sai caminhando e mandei sms pra lari p ela ver a lua. mas mandei errado, dai ela tava do meu lado e enviou a msg p ela mesma. e dai vimos umas fotos de mata selva com rios e correntezas.
cartomante inesperada / luísa h

fragmento do sonho: era um casarao com varias pessoas diferentes, sentei numa mesa e uma mulher me perguntou: vamos saber sua sorte hj? e nisso pensei em perguntar, mas na mesma hora ela falou: vamos saber como vc esta no amor. seguido de um gesto de assimilacao do meu campo energetico... usando a mao esquerda ela brincava com os dedos no ar. ela me disse: vc esta com o campo emocional muito intenso, vibrando, agua.
dentro da vivência / luísa h

tudo começou quando fui encontrar meu irmão a noite, a gente ia conversar sobre criação e imitação. começamos a tomar um vinho e fiquei muito bebada. No outro dia acordei e não lembrava de nada… reencontrei meu irmão e ele me deu um colar azul anil com prata. Ele disse que na noite anterior a gente tinha brigado, mas reconversamos e ficou tudo bem. Seguimos caminhando e encontramos outros amigos, entramos num bairro com casarões antigos em madeira onde moravam várias famílias negras. Uma delas nos chamou pra confraternizar com eles, foi muito legal. Eles estavam se preparando para uma cerimonia que aconteceria naquela noite. Nos convidaram para participar dos preparativos.. que eram no apartamento em que morei com minha mãe durante minha infância. Lá os irmãos da família estavam vestindo uma indumentária azul celeste com muitos brilhos suaves e um deles estava pintando um quadro para levar. Fomos até o local do ritual e me disseram que eu estava como iniciada, comigo estava uma amiga muito querida que nao sei quem é, mas o sentimento era de muito afeto e proximidade entre nós. Começamos entrando no espaço e o lugar era um hospício, eu não sabia quem era "lúcido" ou não. E uma mulher falou pra mim: vc eh nova neh, nao ta acostumada. Entramos numa sala e começaria o ritual, disseram que eu não podia estar ali. Mas continuei… me passaram água de cheiro, senti um tom amarelado se espalhar em mim. Logo uma médium incorporada me disse: vc não está se relacionando no amor de uma forma correta, mas deves seguir tentando.. Só respondi que fiquei confusa, porque ela havia sido bem densa na forma de falar isso. Saímos da sala e ficamos na parte de fora da casa. Era um lugar no meio do nada.. Saí para ir embora e encontrei um conhecido de sp, fomos caminhando juntos por uma estrada de chão batido onde tbm encontrei pita e parra, dois argentinos q conheci em jujuy. logo estavamos todos proximos de um rio com uma mata abundante. estava com a gente uma lontra e um dog também. queriamos chegar a outra margem do rio, para isso precisavamos atravessar a nado. fiquei ajudando o dog pq ele nao sabia nadar e a lontra começou a ficar braba. qndo chegamos no outro lado tirei o dog da agua e a lontra veio me atacar, ela me mordeu no punho esquerdo. mas a carinha dela já era de outra coisa, parecia queimada. ela soltou meu braço e veio em direção ao meu rosto. daí eu acordei sem ar.
pulo de ponta / luísa h

eu estava flutuando no universo e meu corpo estava num constante pulo de ponta. eu não sabia onde estava mas sabia que eu vinha de algum lugar do universo. ia passando por vários planetas, cada um com uma característica diferente (formato, composição, densidade, tamanhos). fui chegando perto do planeta terra e o corpo cada vez mais inclinado: braços abertos pra entrar na terra. depois disso eu acordo do sonho dentro desse sonho e encontro com uma xamã que conheci em minas. eu conto pra ela desse sonho e ela me diz: como é bom a gente poder estar com todas essas pessoas queridas reunidas cozinhando no acampamento. depois a gente sai pra caminhar com a família dela e da yasmine e eles falam que foi eu quem colocou a gravata na roupa do palhaço.
menstruação / luísa h

estava num bar com amigos. era um ambiente bem agradável, claro e arejado. de repente senti meu copo menstrual incomodar, tinha muito sangue, tava transbordando. fui pro banheiro, bem claro e arejado também... as paredes bem branquinhas. um segundo depois estava tudo ensanguentado, um sangue bem vermelho, vivíssimo. tinha sangue por tudo: parede, teto, chão, privada, pia, espelho. parecia que alguém (eu) tinha rodopiado com uma nanquim vermelha lá dentro. daí eu calmamente me virei pro espelho e no reflexo me vi criança, feliz e sorrindo.
pau laranja / luísa h

era um encontro de amigos do tempo do colégio e eu tava com a sensação de q tava usando strap-on por debaixo da roupa. dai eu fui conversar com um amigo meu da época e ele ficou mt querendo ficar cmg. a gente foi pra uma praça escura onde tinha mts caras se pegando afu pelos cantos, nos bancos, no chao. dai ele se virou e eu tirei a calça e eu tinha um pau de borracha laranja implantado em mim.
escorregando no ácido / luísa h

tava eu e minha mãe andando na rua de noite e eu estava de pés descalços. as luzes da rua eram todas amareladas e o chão estava úmido: comecei a me desequilibrar, tava muito escorregadio. daí eu caí. a calçada tava com um liquido roxo cintilante que escorria pros bueiros. nessa hora minha mãe sumiu e eu fiquei pedindo ajuda pra conseguir levantar pq tava dificil, nao parava de escorregar. vieram montes de meninos adolescentes me ajudar. um deles me levantou e falou: esse negocio roxo é do vazamento de ácido daquela festa de ontem.
/ luísa h

noite: não sabíamos para onde ir. nathalia e eu a caminhar por uma rua escura, a caminho de um lugar conhecido/desconhecido. passamos por uma mulher jovem e um garoto de uns 13 anos. olhei para a mina e ela direcionou algum instrumento que fez um som: do tipo tentando me evocar algo. nathalia portava um sino, dei alguns passos largos em sua frente e ela tocou o sino como uma forma de proteção, senti as vibrações baterem nas minhas costas. então chegamos ao destino: sinto que já estive ali em outros sonhos/conexões, era uma casa de magia africana mas que também parecia ter meditação e práticas espíritas. continuava indo na frente. ao abrir a porta já fui me agachando e reverenciando o espaço e pedindo licença para estar ali. o ambiente era bastante escuro, apenas umas luzes roxas com magenta. haviam cadeiras pretas de plástico, a medida que penetrava no local ia cada vez mais me agachando, como se estivesse me doando para aquilo: só que de uma maneira incontrolável, como uma obrigação. ouvia vozes de uma pessoa incorporada e me direcionei a ela. eu já estava completamente agachada, a cabeça quase no chão. só vi seus pés negros calçando chinelos. ao chegar bem perto dessa entidade minha cabeça sentiu uma forte pressão. então eu acordei com a sensação de terem sugado minhas energias. senti um amargo no peito.