Drömma

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Drömma Dreaming Logger — Coleção de Sonhos — Sonhário
tempo/mr burns/inglês / mew

tempo/mr burns/inglêstinha uma palavra que se vc disesse te tornava capaz de atravessar com sua consciência pelo tempo, eu e o a. sabíamos essa palavra, olhando pra ele eu vi ela saindo de sua boca e a partir daí comecei a me sentir estranha, não sei se eu também disse a palavra, acho que ela começava com 'i', mas não era nenhuma palavra que significasse nada, acho que era mais por causa do som. senti como em muitas outras vezes em que estou dormindo como se minha consciência fosse sugada por um vórtex, é uma sensação horrível, vc está se aprofundando numa velocidade muito rápida e não tem controle de nada, e também não tem mais nada que te prenda ao seu corpo, como se vc tivesse sido abandonado no espaço-tempo, caindo pra sempre, sem esperança de sentido. pareceu pra mim que a palavra, ao anunciada, te dava um poder como aquele que é dado de presente pelos aliens no filme arrival, vc deixa de sentir o tempo passando linearmente e tudo passa a acontecer ao mesmo tempo, me deixa muito agoniada só de pensar nisso, como se toda a ilusão de estabilidade do seu 'eu' diante do tempo fosse perdida. acordei sentindo como se tivesse usado um alucinógeno na noite passada e começasse a voltar a sentir o tempo como de costume. o som lá de fora tocava de maneira diferente, muito rápida ao mesmo tempo que lentamente. no final do sonho tem um suposto insight sobre como só o afeto do outro nos prende ao nosso corpo em um determinado período tempo, e a perda desse afeto seria catastrófica para a sensação do 'eu'.
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eu e minha irmã estávamos numa casa, muitas coisas aconteceram mas a parte de que eu me lembro era que uma moça ia dar um presente pra ela como uma recompensa e minha irmã escolheu ganhar olhos de cor pastel, meu pai não gostou nada disso e eu fiquei com inveja apesar de considerar a possibilidade de que nem ficaria bom. pula pra eu vendo um boletim das notas que tirei no cursinho do p., minha maior nota era D, fiquei surpresa, não lembrava de ter ido tão mal assim, mas aí me veio uma memória que só existe na realidade do sonho do p. me dizendo que não tinha ido nada bem mas me dando esperança, tinha muita coisa pra gente trabalhar, aí penso nas notas da minha irmã, altíssimas, pra tentar me sentir melhor eu racionalizo que esse tipo de conhecimento não importa e que não media realmente a inteligência ou o valor de ninguém, mas continuo me sentindo um lixo. pula pra casa de novo e aparece lá um personagem amarelo que me lembra do mr burns dos simpsons, a única parte que me lembro dele é que na hora dele ir embora fez xixi no chão, antes dele voar janela afora eu falei pra ele ir no banheiro primeiro, o que pensando agora não faz sentido já que ele já tinha se aliviado...
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meu celular começa a tocar e eu estou incerta sobre atender, imagino que deva ser o instrutor de tai chi que eu não respondi e que ele vai me perguntar acerca da tal aula experimental, penso no dia em que r. vai estar aqui e como eu devia marcá-la pra nós dois pra eu não ir sozinha, quando atendo ouço sons de academia, mas alguém começa a falar comigo na linha em inglês, dizendo que eu sabia inglês e que era pra eu falar em inglês, começo a falar em inglês e o cara passar a me oferecer aulas de inglês e pergunta porque eu não precisaria estudar mais, eu fico meio sem graça mas ao mesmo tempo sinto um pouco de desprezo pelo cara e digo que 'i'm already pretty good at it', ele começa a divagar sobre outras coisas e diz a palavra 'buck', só que eu percebo que a palavra que ele queria dizer era na verdade 'bride', e o corrijo, ele fica meio sem graça e fala outra palavra que não faz sentido, eu digo que não entendo, ele dá uma risada sem jeito e acho que a ligação termina por aí.
tio mãe e primo / mew

meu tio c. me levando pra tomar milkshake, o meu milkshake favorito de acordo com ele, que eu gostava na infância, conversava sobre alguma coisa, acho que minha mãe estava presente, eu me sentia despersonalizada e ansiosa. pula pro meu primo no sofá falando sobre a separação dos pais dele, como era estranho não saber o que era de quem, que casa, que carro. meu pai respondeu dizendo que no nosso caso era diferente, pq ele quem comprou tudo que eles tem, mas que certas coisas tinham que ficar com minha mãe. eu observando de longe pensei que não conseguia me identificar com a história, não conseguia me identificar com meu primo, não conseguia me identificar com ninguém, porque eu não consigo dar sentido pra nada que aconteceu na minha vida.
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minha mãe na banheira da casa dos meus avós dizendo que jamais havia batido ou brigado com a gente, eu e minha irmã contestando, ela dizendo que ela não merecia o que a gente faz com ela, ela diz algo que me irrita e eu dou um tapa na cara dela, depois minha irmã diz algo que me irrita e eu dou um tapa na cara dela, daí minha mãe usa isso contra mim, eu era tão ruim quanto ela, ela ri, e faz cócegas no meu pescoço, e dói, e eu penso que foi por isso que aquela sensação me foi passada no pescoço antes, em um sonho anterior, ou quando estava acordada, não tenho certeza, mas teve algo que veio antes que também envolvia meu pescoço.
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eu e o w. iríamos fugir, estávamos num lugar cheio de carros, não sei se eu queria fugir com ele.
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três caras corriam atrás da gente com metralhadoras e atiravam em mim sem parar, mesmo depois de eu estar morta, a aflição de estar sendo perfurado de novo e de novo.
irmã / mew

minha irmã chegou pra mim e virou de costas e disse que estava doendo abaixo da nuca dela, eu olhei e vi que estava bem vermelho e disse que era uma queimadura do sol, ela não aceitou esta resposta e disse que falou pro meu pai e ele não fez nada, ela saiu mas depois deu meia-volta porque o corpo dela começou a ficar cheio de bolinhas vermelhas como se fosse catapora, eu disse que era uma alergia e que era pra ela pegar o anti-alérgico, mas aí começou a sair sangue dessas bolinhas, fiquei preocupada por não saber o que era.
avô / mew

estava com a minha familia, ouvimos o barulho do meu vô tropeçando, meu pai, meu tio e por último minha tia foram correndo ver o que tinha acontecido, eu sabia que era algo muito ruim e não quis ver. depois de um tempo minha tia voltou, eles tinham chamado a ambulância então achei que ainda estava vivo, mas minha tia falou que ela viu ele vendo a vida dele passar por seus olhos antes de falecer, e que em sua imaginação agora ele estava livre pra brincar na neve em nova york. eu fiquei muito triste e comecei a chorar pensando que nunca mais teria a oportunidade de perguntar coisas pra ele sobre sua vida que eu nunca havia perguntado, e me sentindo culpado por nunca ter tido a curiosidade. depois de um tempo fui num quarto onde estavam meus tios, acho que minhas lagrimas ja haviam secado mas eu queria aparentar estar chorando ainda. por alguma razão agora me vem a imagem de uma árvore. nesse ou em outro sonho em seguida ainda com minha família nós estávamos num clube de campo afastado da cidade onde tem muitas árvores, é meio vazio lá, especialmente quando começa a virar a noite.
ambivalencia / mew

ambivalenciasonhei que eu e b. trocavamos mensagens e eu pedia desculpa por ter parado de falar com ele e diziamos que estavamos com saudades e eu disse que iria visita-lo, no sonho acho que eu sentia falta dele mas na vida real ele me atordoa pelo quanto ele fala e pelas coisas que ele fala tambem.
/ mew

eu estava no quarto da g. vendo o guarda-roupa dela, tinham varios cintos coloridos fininhos de cores diferentes, elas eram vibrantes e infantis, assim como todas as outras pecas do guarda-roupa. eu pensei que talvez cada fileira daqueles cintos fosse de um membro diferente da banda ja que eram muitos e na minha concepcao no sonho era padrao da banda sempre estarem usando esses cintos, mas isso nao acontece na vida real. depois eu passei a olhar pros shorts dela, como a cintura e as pernas dela sao bem finas os shorts eram da sessao infantil, eu fiquei com inveja dela por conseguir comprar roupas na sessao infantil, o primeiro short que eu vi tinha um personagem de um desenho ou video game estampado e na hora que eu o olhei eu o reconheci, mas agora acho que esse personagem nem existe. ele era verde. tudo era muito colorido ali. pensando agora o quarto parecia ser o quarto antigo da minha irma, que uma hora se tornou meu quando a gente trocou.