Drömma

aisling . dream . rêve . sogno . sonho . sueño . traum . śnić
Drömma Dreaming Logger — Coleção de Sonhos — Sonhário
html tatuado / en_drigo

a menina deitada ao meu lado, nua, de costas para mim, tinha algo tatuado perto da omoplata. cheguei perto para ver e reconheci ali um código em html. fiquei espantado por alguém tatuar uma coisa dessas e perguntei, - o que é isso?

- é um hot site!, disse-me ela, sem se virar pra mim. acho que lia.

fiquei ali, pasmo, olhando pra aquela tatu com o olhar perdido... ela percebeu e explicou que ali, porém, só estavam definidas as estruturas, tabelas, tds, essas coisas.

- percebe que para imagens eu deixei img=srch *.*, e no espaço dos textos deixei vazio, também? não especifiquei tampouco o height, nem o width, sabe por quê?

- por quê?, foi minha óbvia pergunta.

- porque assim eu tenho definidas só as estruturas que quero, mas estou aberta a imagens e textos de qualquer natureza. posso ser um hot site de qualquer coisa, estou aberta a qualquer experiência...

*que papo mais hippie*, pensei. e então transamos. ela se virou pra mim, tinha os cabelos muito lisos, ora loiros, ora castanhos, e abriu muito as pernas. os lábios da buceta dela eram amarelos, cintilantes e eu fiquei fascinado por aquilo, e eu desatei a lamber.htm
*o meu destino é ser star* / en_drigo

andei por um pavilhão imenso, desses onde se jogam futebol de salão, sendo que nesse pavilhão em especial cabiam umas três quadras.

nos cantos do ginásio, havia mezaninos sustentados por arcos, ao estilo espanhol colonial. ziguezagueei pelos arcos até encontrar por ali uma mulher - minha mulher? uma futura mulher? não tinha como reconher -, deitada, sob alguns cobertores. pus-me embaixo das cobertas também.

quando percebi, estávamos ao ar livre, deitados sobre uma grama gelada - julguei ter dormido e acordado ali - e os dois cobertores já não eram suficientes, pois fazia muito frio. lutei contra as duas cobertas, pois tentava ordená-las, visto que nossos pés estavam descobertos.

- precisamos de mais agasalho, ela me disse e eu cobri a gente com o que estava a mão, um casaco de lá, uma prancha de snowboard e um ferrorama.

ela me disse, então, que cada um daqueles cobertores que usávamos tinha um nome, e esse nome seria o título de dois futuros discos meus. puxei, então, um terceiro cobertor, e ela disse que esse iria se chamava *no long boarder*.

- ah! este, então, vai bombar! já tenho uma versão em português, chama-se *margeeiro nunca mais*.
stress / li

- tinha combinado com um amigo de que iríamos na casa do diego, mas o diego era uma mistura com outro amigo que tocava com ele. Era estranho pensar que a confusão era só minha, mas eu tinha certeza q a banda dele era um trio e não uma dupla. Saí de manhã cedo para ir na casa da família de diego. Resolvi pegar um atalho e entrei em um bairro onde todas as casas tinham jardins com flores lindas. As flores dos jardins sempre combinavam com a cor da pintura da casa. Em vez de caminhar pela calçada, eu caminhava pelo quintal das casas, e inevitavelmente eu sempre pisava em várias flores. Pensei em bater na porta e pedir desculpas pelo ato, mas eu já tinha feito isso tantas vezes, eu iria me atrasar se o fizesse. Chegando na frente da casa de diego, entrei com meu amigo , abrimos as portas, todos estavam em um churrasco nos fundos. Eu precisava muito fazer xixi e antes de encontrar todos fui ao banheiro. Ali, resolvi que iria tomar um banho também. Percebi que o vaso sanitário estava cheio de cocô, transbordando e eu tentava arrumar, para q não achassem que tinha sido eu a responsável por aquilo. Enquanto fazia isso ia conversando com um amigo pelo viva voz do telefone. Demorei muito com o banho e com a descarga do vaso, já estava com vergonha de sair dali, pois o churrasco já tinha acabado. Comecei a me vestir e percebi que nesse banheiro faltava uma parte da parede, fazendo com que me avistassem da cozinha. Saí do banheiro, sem me secar e ainda me vestindo, a mãe do diego disse que tinha comprado um cachorro-quente pra mim e estava em cima da mesa. Na cozinha a carol veio me abraçar e falar que estava com saudades e pedia ‘desculpas pelo seu ciúme’. Eu não entendi e rindo, falava para ela ‘ ciúme de que, nunca tivemos nenhum interesse em comum’. Enquanto isso eu tinha que ao mesmo tempo, conversar com meu amigo ao viva voz, me vestir, comer e conversar com a família, não conseguia fazer nada.



dromma é a droga_versão álamo / en_drigo

levantei e fui ao banheiro e, no espelho, vi o rosto de um homem velho, olhando-me fixamente.

ignorei e espiei por cima da cara dele, tentando ver a minha própria, sem sucesso.

como ele continuava fitando-me, projetei o queixo pra frente, encarando-o, como se dissesse *o que foi?*

- me empreste dinheiro!, disse-me ele e percebi que a qualidade da sua voz era igual às dublagens *versão brasileira, álamo, são paulo.*

- então é dinheiro que você quer..., retruquei, dando-me conta que também a minha voz gozava da mesma qualidade, com sotaque da mooca e tudo. - veja lá o que você vai dize, pois amanhã publico tudo no dromma..., continuei.

- o que é dromma?, perguntou ele com aquela voz de bandido de faroeste.

- é um site onde as pessoas tornam públicos os seus sonhos. muitos lêem. se falar qualquer bobagem, amanhã mesmo publico isso e vão rir de você, estou avisando!

- o que é dromma?, insistiu o senhor.

- é uma palavra viking, sei lá... é das antigas..., e fiquei em silêncio, assim como ele.

- o que é dromma?, perguntou-me outra vez, com a mesmíssima expressão no rosto, e eu tive a impressão de que esta cena do espelho estava em loop.

- o drommaster diz que devemos deixar fluir a escrita e a memória do sonho, não se deve editar, premeditar, censurar, corrigir, apagar, ensaiar, sequer inventar; ele diz que não se pode analisar qualquer sonho, seu ou de outrem, sob hipótese alguma; por fim, ele disse que a manha é dormir bastante. e eu estou dormindo, agora, isto é um sonho, vou postar amanhã, já avisei!... ah! recomenda-se usar sempre o mesmo codinome.

- e qual é o seu?, perguntou-me o senhor, mudando repentinamente de pergunta.

- não drigo!, por que eu disse isso, afinal?

e o velho então sumiu da minha frente. *cagalhão, covarde!*, pensei, *não tem coragem pra postar, aposto*, e não vi o meu rosto no espelho. cogitei, será?, e se este não é o meu sonho, senão o de outra pessoa?

abri o armário do espelho, sem ver a minha imagem refletida, e pensei ter visto todos os remédios ali guardados com a marca *dromma*, cujo logo tinha o mesmo desenho da *sandoz*. mas eram *sandoz*, tenho certeza... não, era *dromma* mesmo...
O Estranho Mundo de Jack / Lola

Eu estava de volta a minha cidade natal e havia uma festa em um bar,os amigos estavam tds lá.Era uma festa de dia das bruxas e eu usava uma máscara de abóbora, igual ao rosto do Jack, de O Estranho Mundo de Jack, do Tim Burton.Me disseram que aquela noite eu trabalharia lá algum tempo, para treinar e começar no dia seguinte.A festa estava animada e me apresentaram ao dono, ele disse que gostou de mim e me olhou de um jeito sacana.O treino acabou e ia começar um show de voz e violão, qdo olhei para o palco eram dois grandes desafetos meus, e pensei, ainda bem que estou usando máscara.Um deles perguntou a uma garçonete quem era eu e fiquei torcendo para que ela não houvesse dito nada.O show era muito ruim e como o treino já havia acabado eu estava tomando cerveja, já havia tomado algumas e estava um pouco bêbada.Um ex-colega chato da graduação me reconheceu e me puxou para conversar, dei um jeito de escapulirUm dos garçons me convidou para ir comprar mais cerveja para o bar, fui encontra-lo nos fundos.Chegando lá tirei a máscara e queria pintar os olhos como sempre faço, mas não havia luz suficiente e eu não enxergava direito no espelho, a maquiagem borrava, mas insisti e consegui.De repente chegou um cara com o qual eu tive certeza de que me casaria durante td minha adolescência(qdo se tem 14 anos as nuvens são de algodão e o mundo é tudo que imaginarmos).Ele sorriu e me estendeu um álbum de fotografias.Havia fotos de várias pessoas que eu desconhecia, mas entre elas estava a Paris Hilton e eu pensei, humpf, ele sempre gostou de loiras.Passei as unhas na barriga dele e disse assim: Sabe, se eu já não fosse casada, eu juro que casava com vc, de verdade!
Tosse / Lola

Estava com tosse e os pulmões carregados,comecei a expectorar um catarro nojento,não parava mais,saía muita gosma amarelada dos meus pulmões,eu cuspia e continuava saindo aquela nojeira,comecei a cuspir algo mais sólido,era amarelo e com horríveis manchas negras,me dei conta de que eram pedaços dos meus pulmões e no sonho pensei,se eu acordar desse sonho vou parar de fumar.
Formigável / dmtr

eu sonhei q tinha o braço cheio de labirintos como uma madeira com cupim,

so q tudo cicatrizado como se fosse pele normal

corriam formigas de asa por dentro e eu ficava com coceira, ia metendo o dedo nos buracos do braco e ia rebentando alguns mas parecia borracha, pq nao tinha sangue.

fiquei com nojo e queria exterminar logo as formigas mesmo q ficasse pior o braço
colo / en_drigo

no meu colo havia uma menina, acho que ainda não tinha dois anos. era morena, os cabelos pretos eram compridos, de olhos puxados, meio-índia. ria muito. por mais que ela andasse por outros colos, sempre a devolviam a mim. ela parecia ficar confortável comigo.

eu me sentia muito feliz segurando-a.

e senti, nesse sonho, uma sensação tão agradável, que jamais havia sentido.

pensei que isso era ser pai.

mas não sabia se era ela minha filha, não havia a visto nascer.
guerras / li

assistia pela tv que havia começado uma grande guerra na fronteira da rússia.as imagens que se viam eram brutais, pessoas cortando a própria cabeça, invadindo residências, mordiam-se uns aos outros. As cenas eram apavorantes e parecia se espalhar por todo continente europeu, americano e asiático. Via-se cenas de homens árabes, com seus trajes brancos manchados de sangue e agredindo tudo o que aparecia a sua frente. Os cariocas tbm o faziam, no leblon. A guerra havia começado por descendentes de uma raça desconhecida, quase em extinçaõ. Eles tinham uma denominação complicada, q eu só identificava a parte final do nome do povo, os ‘minivos’. Fiquei com medo de ir para europa deste jeito, mas a passagem já havia sido comprada. Pensei q se eu transasse com alguém naquele momento, eu me acalmaria. Logo, surge a minha madrinha e suas duas filhas, elas diziam que meu pai estava muito doente. Saí correndo e fui me esconder em um galpão, que ficava embaixo de um coqueiro. Ali dentro, encontrei apenas pessoas loiras.
escadaria de cadeiras / en_drigo

cheguei a frente de uma parede toda branca, com um vão de onde saía uma escada ascendente, em espiral.

no quinto degrau havia uma janela e servia de entrada de luz.

cada degrau, feito de concreto, era encimado por uma cadeira.

ou melhor, a cadeira era o degrau. para subí-los, era necessário pisar de cadeira em cadeira.

a medida que subia, percebi que não se tratava de uma escada, mas de cadeiras ordenadas em espiral, de maçaranduba modeladas a enxó.

tive que dar passos largos, quanto mais alto subia.

tive vontade de descansar.

- mas essas cadeiras não devem servir pra descanso... , pensei.