Drömma

aisling . dream . rêve . sogno . sonho . sueño . traum . śnić
Drömma Dreaming Logger — Coleção de Sonhos — Sonhário
dentro do dromma / en_drigo

sonhei com algo impressionante, muito, muito louco, um sonho incrivel, tao interessante que eu nao poderia esquece-lo, porque eu deveria posta-lo no dromma, quando acordasse.
/ en_drigo

na tv, aparecia o close da bunda de uma menina; era estranho, pois apesar de aparecer a linha que separa as nádegas muito nitidamente, via-se que a menina não tinha cu: uma pele lisa, no lugar dele, ficava ali escondida, entre cada uma das bandas da bunda.



sem cu, muito esquisito. ocorreu-me pensar como era o resto da menina. nesse momento, a câmera abre para um plano aberto e eu já não a vejo na tv e, sim, na minha frente. a menina não tinha cu, mesmo, e o resto do corpo era inchado, deformado, não era possivel ver as suas mãos tal o inchume e ela tinha os cabelos muito compridos, despenteados, usando-os sobre a cara, como se quisesse escondê-la.
Eixo magnético deslocado / dmtr

Os cientistas ja vinham avisando no jornal sobre o deslocamento do eixo magnético terrestre, mas já era algo normal, ninguém dava muita bola. Eles falavam que as consequencias seriam inesperadas, desde simples mudanças na coloração do céu, até catástrofes estranhas.

Uma madrugada amanhecendo, eu estava chegando na casa dos meus pais (que era quase no campo), e de repente começou a amanhecer e anoitecer muito rapido. Quando eu comecei a olhar as estrelas elas ficaram se mexendo muito rapido, pra um lado e pro outro, todas no mesmo eixo. vi que era uma especie de "terremoto" em torno do eixo magnético. Fiquei muito assustado pois eram só as estrelas mexendo, nao havia abalo sísmico nem nada.

Fui andando meio rápido pra casa, no céu se formaram umas nuvens bastante carregadas cor de chumbo com uma luz amarelada no meio. muita gente corria, fugia, se abraçava, pensavam que o mundo ia acabar, falavam em profecia.

eu cheguei correndo em casa gritando pra todo mundo acordar e assistir ao deslocamento do eixo, tão falado.

Depois da euforia eu fui tentar reencontrar algumas pessoas pra ver se estava tudo bem com elas. Comecei a conversar com alguns e me dei conta que algo muito errado havia passado.

Pra metade da população da terra haviam passado 10 anos, naquele minuto, pra outra metade foi normal.

Fiquei muito assustado, eu queria ver a Agus, saber se tinha passado pra ela um minuto ou 10 anos, e comecei a procurar na cidade, perguntando pras pessoas.

cheguei na casa onde disseram que ela morava, e me atendeu um professor magro de uns 40 anos. perguntei pela Agus e ele chamou ela.

quando ela apareceu tomou um susto ao me ver, ficou bastante apavorada, assim eu comecei a entender o que havia passado. já reconhecia algumas marcas de idade no rosto dela, e ela estava bastante diferente. Estava bronzeada, tinha uma tatuagem de dragao que ocupava todas as costas, tinha amputado os dois mindinhos, igual nas duas mãos, e passava o dia praticando uma arte marcial com dois garfos curtos.

Notei que ela estava casada com o professor. eles moravam numa casa estilo mexicana, com uns muros baixos pintados de cal, era uma casa grande e bonita. fiquei com um sentimento esquisito, não era tristeza mas perplexidade diante de fenômeno tão raro da natureza.
frank duplo / dmtr

alguem parecido com o frank jorge cantando uma musica que dizia "antes que ela esqueça o meu nome e eu, o sobrenome dela" que visivelmente tinha duplo sentido

filme embaixo dágua / li

Saí de dentro de um cinema, no meio do filme com minha colega Tai e fomos caminhar pela cidade. Acabamos indo para um condomínio luxuoso onde encontramos a Maria Fernanda Cândido. Ficamos nós três por ali, comendo algumas frutas, morangos e maçãs. Logo decidimos voltar ao cinema para terminar de ver o filme que antes assistíamos. Chegamos na entrada do cinema, que ficava no topo de um edifício muito alto no centro da cidade. Para entrar no cinema tínhamos que descer por uma escada de metal por dentro de uma caixa d’agua. Foi então que percebi que antes assistíamos o filme embaixo d’agua, por isso a imagem do filme era turva e por isso eu não me sentia bem. A Maria Fernanda Cândido desceu pelas escadas normalmente e eu era a próxima a descer, mas ao sentir meu corpo submerso, voltei e pedi para a Tai descer antes de mim. Fiquei desconfortável com essa situação e não conseguia entender como as pessoas conseguiam assistir um filme sem respirar e totalmente submersas na água em um local tão escuro. Fiquei pensativa ali no terraço do prédio, analisando se eu conseguiria. Olho para o lado e vejo o Antônio Fagundes me observando, pelo seu olhar ele fazia eu acreditar que eu tinha que fazer uma escolha: ou entrava no cinema dentro da caixa d’agua ou teria que me jogar do topo do prédio.
cpi do didi / en_drigo

o estranhamento, dentro do sonho, era tão grande e me dava a impressão de que eu estava fora do brasil - ou sei lá qual país em que eu estava - havia muitos anos. e como passara o tempo, aquilo que eu imaginava acontecido não havia acontecido de fato, mas de outra maneira. o zacarias não tinha morrido mas, parecia que insurgente, migrado para outro departamento da rede globo, tornando-se pupilo do chico anisio, fazendo as vezes do próprio zacarias, aluno do professor raimundo.

já o renato aragão figurava como candidato à presidência da república, mas como didi mocó pois - alguém me explicou - o nome renato aragão estava ligado a algum escândalo de ordem financeira, capa da revista carta capital.
Hotel Umberto / L.

Estava num congresso de design em Santa Maria. Fiquei hospedada no Hotel Umberto. Só que o hotel era lindão... uma construção antiga e cheia de móveis de época. Os quartos eram imensos e a recepcionista era a Sarah Jessica Parker.
macaco-aranha / en_drigo

uma junta, talvez de médicos, ao passo que num momento seguinte parecia ser de curandeiros, todos em branco, fez um boneco vudu do meu gato preto, chamado Mao, com as proporções de um homem adulto. o protótipo parecia feito com retalhos de borrachas de câmaras de pneus, estava acomodado em uma cadeira, sendo estudado pela junta, que voltou-se a mim para um breve veredito:"o pêndulo acusa que o chacra da pélvis está desiquilibrado". eu assenti, completando:"deve ser porque eu não mandei castrá-lo ainda, ele é muito novo." Mao, o gato, surge correndo na sala onde eu e a junta estávamos, muito suado e com as proporções de um cão labrador. eu comecei a sibilar com a boca, chamando-o, como sempre faço, e quando ele chega perto, não se trata do gato Mao, mas de um macaco-aranha.
livros no banheiro / li

um namorado me levou na casa de um amigo, um senhor de idade avançada que colecionava livros em um banheiro. Ao chegarmos na sua casa, bastante escura e com muitos móveis antigos, estava ele e sua filha, uma mulher de 40 anos. Eles nos trouxeram muitos dos seus livros que estavam no banheiro, cada livro ficava guardado em caixas de papelão. Uma das obras era o livro ‘clarissa’ do érico verissimo, uma edição inglesa ilustrada luxuosamente. Achei lindo e perguntei se ele não tinha o ‘música ao longe’, não obtive resposta. O senhor voltou ao banheiro e de lá trouxe um livro de um poeta, que segundo ele era um ancestral meu, porém o sobrenome do autor era vilanoya e não vilanova como o correto. Começei a falar da etimologia do meu sobrenome e o senhor discordava de tudo que eu falava. Fiquei irritada e saí da sala. Entrei em um corredor que me levava para um quarto e ali me escondi até o velho e sua filha sair. Fiquei embaixo de uma mesa e eles me viram e estranharam eu naquele lugar. Saí desse quarto e fui parar em um terraço, onde se avistava o parque itaimbé em sm, ali tinha uma senhora muito bonita que chorava o tempo inteiro.
ococô / en_drigo

plano, branco, infinito, e eu deitado nisso, era o meu colchão. muio grande. tão grande, que as pessoas começaram a circular (eu acho que já esperava por isso). e deitado ali, gente que não acabava mais, passando por cima, pelo lado, por todos os lados, uma multidão, e eu já com vontade de sair debaixo das cobertas.



até que alguém pisou na minha mão, eu enchi o saco e fui ao banheiro: dei uma mijada senão eterna, duradoura, do tipo que parecia não ter fim. quando fui dar a descarga, vi que ali sempre esteve um cocozão serpentinado, que se recusava a descer sanitário abaixo, lutando contra o redemoinho de águas.



e isso me preocupou. tinha uma fila na porta do banheiro e eu teria, inevitavelmente, que me responsabilizar por algo que não era meu.