Drömma

aisling . dream . rêve . sogno . sonho . sueño . traum . śnić
Drömma Dreaming Logger — Coleção de Sonhos — Sonhário
MUTAÇÃO CORN FLAKES / Latzina

Esse faz tempo. Eu tava numa festa tipo de formatura com um vestido justo e senti q começou a incomodar, apertar de um jeito estranho. Fui no banheiro com a minha mãe e ela me ajudou a tirar o vestido e eu vi no espelho que estavam nascendo em mim corn flakes presos por uma argola de metal. E doía muito quando eles brotavam até sair da pele. A parte da argola era a que mais doía. As mulheres ficaram horrorizadas e correram do banheiro ao me ver com vários corn flakes maiores do que um palmo presos por argolas no meu corpo todo. Não teve solução.
Maratona russa / Karen

No começo, era um dia comum e eu caminhava pela Avenida Paulista, rumo à Rua da Consolação. quando vi, já estava correndo e não conseguia parar. O estranho era que eu corriamovendo os pés para frente, e não para trás. Parecia uma dança russa. Da Consolação, eu dei uma volta bizarra pela cidade e subi a Brigadeiro Luís Antônio, e, quando cheguei de volta à Avenida Paulista, cruzei a faixa em frente ao prédio da Gazeta. Eu tinha acabado de vencer a Corrida de São Silvestre.
faço melhor com as mãos / en_drigo

descobri, então,

ao caminhar com as mãos

correr mais rápido

comparado aos pés.



Só me movimento

plantando bananeira.
Maratona russa / Karen

No começo, era um dia comum e eu caminhava pela Avenida Paulista, rumo à Rua da Consolação. quando vi, já estava correndo e não conseguia parar. O estranho era que eu corriamovendo os pés para frente, e não para trás. Parecia uma dança russa. Da Consolação, eu dei uma volta bizarra pela cidade e subi a Brigadeiro Luís Antônio, e, quando cheguei de volta à Avenida Paulista, cruzei a faixa em frente ao prédio da Gazeta. Eu tinha acabado de vencer a Corrida de São Silvestre.
pescaria com “cizo“ / indio

na sequencia de um sonho que não me lembro mais pela bizarrera do que estaria por vir, abro a porta de um apartamento, nas mãos um caniço, convicto da pescaria, me preparo. Na sala um velho meio gordo, ao lado o filho me falava sobre os tipos de anzois e suas especificidades. Me fazendo de entendido de tudo aquilo, olho pro meu.... um dente cizo, extraido da minha própria boca, ainda com um pedaço de osso do maxilar, dada a proeza do dentista!; o guri me olha com uma cara de que concorda com aquilo. Convicto fui ao local da pesca. O banheiro! dentro do vazo um churrasco... picanha linguiça, um vazio cortato em tiras.. olho pra tráz e o guri ja vinha falando que era a isca pro tal peixe.. Da sala o velho gritava: - De hoje ele não escapa!!

Eu ja não estava mais acreditando naquilo tudo, resolvi perguntar a quanto tempo eles estavam querendo pegar o tal peixe. O guri me responde 3 anos. Silencio e eu lanço o caniço desacreditado. Poucas vezes tinha pescado. Derepente começa a borbulhar a água do vazo... uma cutucada no caniço... o guri me olha assustado. Eu deixo o bixo correr um pouco com a linha.. e puxo... sai um peixe preto com uma aparência desagradabilissima... o velho URRA da sala! chama a mulher... todo mundo feliz com o tal peixe.. eu não consigo tirar os olhos do peixe, que parecia um surubi com uma aparencia de presunto estragado, só que preto.

O velho pega o peixe, coloca embaixo da agenda e faceiro assina um cheque. Me paga 2400 pelo ato... eu pergunto o que ele tava fazendo e ele me diz.. fica frio que eu acho que consigo um 8000 por ele no ebay!
icq `a direita no campo de visão / en_drigo

sonho constante: enquanto enxergo um mundo aparentemente normal, `a direita do meu campo de visão percebo piscar o ícone do icq. "mensagem para mim?". intuitivamente, viro o meu rosto na direção do ícone, mas o foco do meu olho nunca o alcança. o ícone permanece, sempre, no canto inferior à direita do meu campo de visão. é impossível alcançá-lo, como é impossível morder a própria orelha. e assim segue, aquele ícone flutuante, um apêndice da minha visão, piscando, eu não posso focá-lo, não posso clicá-lo, sequer tocá-lo, é mensagem para mim?
ladeira infinita / en_drigo

descia eu uma ladeira toda ladrilheira, ladeada por casas portuguesas coloniais; uma ladeira sem fim, durante um final de tarde imutável, com um por do sol estático ao pé da lomba. não escurecia e, a tal ladeira, não terminava. tive a sensação, por vezes e vezes, de um padrão de casas portuguesas repetindo-se, ora ao lado par da rua, ora ao ímpar, revezando-se. depois de horas de descida ininterrupta (acredito ter durado boa parte do meu sono, este sonho), cogitei não ser uma ladeira infinita, mas uma ladeira circular, onde descia-se sempre ao mesmo lugar para voltar a descer. a minha conclusão foi interrompida por uma igrejinha rococó, construída no meio da rua, cuja porta inevitavelmente colidi. e `a minha pancada, a porta abriu-se; e dentro dela, Alfred E. Newman (o garoto da capa da revista Mad) fazia as vezes de um homem banda, tocando bumbo, cimbals e flauta a um só tempo. a flauta, ele tocava com o nariz, pois a boca ostentava aquele imperturbável sorriso que lhe faltava um dente. olhei para cima e, na campana, badalava um sino, escurecendo o céu ao fundo.
dente/osso espiral / dmtr

faz tempo já, sonhei que os meus caninos estavam caindo, só que o mais bizarro é que a raiz era muito profunda, e parecia um osso cortado, como uma chuleta, e ainda por cima era uma especie de espiral. tirei todo ele e ficou aquele buracão. tentei colocar rapidamente de volta, pensando que assim ele podia voltar pro lugar, só que eu tinha que colocar como um parafuso, porque o buraco também era espiral, e o dente era tão grande que eu sentia ele dentro do rosto, perto do olho, saiam algumas lágrimas
noxta aber durhum #3 (anxto ihaar hramgan series) / en_drigo

e mergulhado em terra o ressoar durhum soava algo distinto, era hramgan:"anxto hramgan... anxto hramgan..." e QUE diabo isso significava, afinal? era hramgan, lodo adentro, eu nadando, vendo pouco, ou nada vendo - em realidade, eu via algumas fendas dentre a lama. e das poucas fendas, ar; do ar, luz: uma luz diferente, que não parecia do dia, tampouco da noite.
noxta aber durhum #2 / en_drigo

"noxta durhum... noxta durhum...", percebi, era o som das ondas da praia onde caminhava; e a praia, de areias movediças e mar arenoso, onde ondas de cascalho erguiam-se a nove metros do chão; e o chão, movia-se, movediço. a mim, só coube furar as ondas, essas de areia, de britas, durhum, durhum, noxta adentro, terra, enfim...