Drömma

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Drömma Dreaming Logger — Coleção de Sonhos — Sonhário
Uruguaio safado / Saborga

Uruguaio safadoEu estava tomando banho nua num quintal bem arborizado que ficava num canto de uma rua sem saída (como se fosse o jardim do ap da lagoa). Era fim de tarde de um dia primaveril bem úmido e com céu encoberto. Tinham rosas lindas no jardim. Cheiro de terra molhada. Meu pai estava no lado de dentro da casa. Era uma casa térreo (como o ap da lagoa), iluminação bem amarela, aconchegante, cômodos grandes e pé direito alto. Algo de meu avô ali. Quando eu já estava tirando o shampoo vejo um cara meio distante andando de bicicleta vindo na minha direção. Eu por ser baixinha conseguia fazer com que o muro não muito alto escondesse a ideia de que eu estivesse despida. Como a minha casa era a última da rua sem saída eu estava quase certa que ele iria voltar. Mas não. Ele veio se aproximando até que os olhos dele sobressaltaram o muro. Eu vulnerável. Ele bonito. Vergonha e tesão. Mullets e gritei. Vai embora. E com minhas duas mãos tentava esconder as várias partes do meu corpo me agachando molhada e em busca de uma toalha. Ele alto, forte, moreno, com um sorriso bonito com destes da arcada inferior meio desalinhados, tinha mullets e um olhar meio Don Juan, ultra seguro de si e balbuciava palavras em espanhol. Saltou da bicicleta e parecendo que segurava uma pena colocou a bicicleta do meu lado do muro como se ela fosse ficar mais protegida e eu menos. Ele foi se aproximando como se tivesse sido convidado (não, ele não foi) e eu estivesse pronta para recebê-lo (e sim, eu estava). A minha vergonha aumentou e o tesão também. O convite silencioso foi feito por mim naquele segundo. Mas eu ainda não tinha entregue pra ele. Fui andando para dentro do meu quarto que estava conectado com o jardim. Ele veio atras de mim com uma respiração como se ja tivesse me beijado muito e estivesse pronto para o sexo. Não, ainda não havíamos os beijados, mas sim, estávamos prontos para o sexo. Mas a porta do meu quarto estava aberta e se conectava com a sala e meu pai estava ali. Eu já tinha em mente que seria um sexo barulhento, fechei a porta, desconfortável com a possibilidade de ser escutada pelo meu pai, mas já vivendo uma intimidade com um desconhecido que não vivia a tempos. Fim de tarde de uma primavera deliciosa.