Drömma

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Drömma Dreaming Logger — Coleção de Sonhos — Sonhário
tempestade / gruszka

você morava de favor em uma casa que pertencia a minha mãe. deitamos os dois de uniforme porque teríamos aula no dia seguinte. minha cama era o único móvel do quarto e ficava posicionada perfeitamente ao centro, de modo que ao deitarmos com a cabeça para os fundos do quarto, podíamos observar as janelas sem cortina. chovia muito e você estava com medo. numa tentativa de te confortar, te abracei e passamos o resto da noite observando as sombras da rua projetadas no teto.
enchente / gruszka

o sonho se passava em um apartamento minúsculo e opressivo, que pertencia a um homem ao qual não conheço. embora fizesse muito frio, ele vestia um par de shorts e chinelos de dedo, e parecia ter pressa de ir a algum lugar.

a casa ia aos poucos se enchendo de água, ao passo que ele se tornava cada vez mais impaciente. eu disse a ele que gostaria de tomar banho antes de sair, e segui para o banheiro. tirei minhas roupas e comecei a me lavar com a água da enchente. quando terminei, ele já não estava mais em casa. ao invés disso, ele havia dado lugar a uma velha corcunda de cabelos brancos que dizia que se eu quisesse alcançá-lo, precisaria correr.

a água continuava subindo. fui até a janela e, da rua, ele acenava para mim enquanto dizia para eu pular. me despedi dele e desci pelas escadas.
os velhos mortos / gruszka

sonhei que corria por um túnel de lona amarela ao lado de diversas outras crianças órfãs em trajes de banho. eu carregava um saco de pães de forma. o túnel desembocava em um cemitério, que era também um labirinto. todas as lápides eram feitas de cubas, vasos sanitários e banheiras quebradas. o labirinto seguia por aproximadamente três quilômetros e a cada mil metros havia um guarda que nos explicava em alemão que deveríamos manter a calma e não correr.

toda a situação se aproximava de uma visita guiada ao museu, de excursões de escola e viagens que nunca fiz a parques aquáticos. ao final do cemitério, estaria, supostamente, o nosso lar.
Azul / Selenita

Estava com B. em um lugar desconhecido. Parecia um corredor de universidade. De repente nos abraçávamos e era o abraço mais aconchegante do mundo. Seu cabelo estava azul. uma professora nos chamava para outra sala e nos uníamos a um grupo. continuávamos abraçados, protegidos e aconchegados. Todos nos olhavam com cara de estranhamento. A professora pedia que cada um de nós escrevesse um texto e, ao nos ver entrelaçados, dizia que B. devia escrever um artigo sobre amor na perspectiva de Hobbes. Acordei me sentindo feliz e relaxada.
Fazenda no meio / li

Estava em Porto Alegre, nos prédios da Ufrgs, pelos prédios da Engenharia e Educação. Fui fazer uma consulta médica em um posto dali. Estava com FB, e conversávamos muito. O médico que atendeu era um senhor velho, alto, com rosto retangular, charmoso, interessante e simpático, se chamava dr Thomasi. Ele me orientou a fazer vacina e falou que era num outro prédio, e me levou de carro. Desci no outro prédio, me deixando no estacionamento. Era noite e eu não conhecia o lugar e pedi para FB me levar no local certo. Caminhávamos pelos longos corredores, eu sempre atrás de FB, que estava apressada. De repente no meio desses prédios e corredores tinha uma fazenda de uma amiga de FB. Havia um gramado e uma casa antiga é uma família numerosa, com uma avó, mãe, filhos e crianças. FB sentou no muro da varanda e brincava com gatos. Eu conversei com a avó e mostrava um bebê ruivo para minha filha.
estrada que descia em 90 graus / apta

estrada que descia em 90 graussonhei com uma estrada que descia num angulo de 90 graus, vários carros não conseguiam descer e se espatifavam, explodiam ou eram engolidos pela estrada, acho que era a estrada pro inferno
Casa / lupino

Tem uma casa que eu visitei na primeira vez que eu sonhei com o centro dessa cidade. Toda vez que eu volto no centro procuro essa casa, acordo na hora que encontro. Acordado eu me lembro da primeira visita.

Um tipo de trem fantasma sem trem. Silencioso e pouco iluminado. Me lembro dos cômodos mas não lembro do corredor. Me lembro da apresentação das moças, mas ñ lembro das moças. Sem cenários pintados ou objetos assustadores. Gostoso demais.
Escola / lupino

Aleta, hoje eu sonhei com você. Infelizmente eu te perdia. Tinha um narrador e a gente tava na escola de novo. Távamos no ultimo andar, as pessoas que gostavam de som, imagem e narrativas ocupavam esse lugar no prédio e no térreo eram pessoas mais ligadas umas nas vidas das outras. Você tava com esse cara, que era o seu namorado e eu tinha essas pessoas que me diziam coisas que me deixavam tranquilo. "Tem tanta coisa pra ver e ouvir, ñ fica triste".
Passei pelas pessoas do térreo e fui passear no país vizinho, el dorado. Eles eram culturalmente canibais. Pude ver essas churrasqueiras com pessoas, algumas ja sem pedaços. Um deles era el chapo, um traficante famoso. As churrasqueiras eram montes de carvão em brasa com grelhas fincadas verticalmente no chão e os corpos ficavam de pé.
Um serviço de "dublê" de uma pessoa que já morreu / laisk

Um serviço de Foi um sonho bem esquisito. Eu estava visitando a família e era alguma data especial. Meu vô estava como há alguns anos atrás, enxergando pouco mas conversando e tal.
Aí eu me dei conta que aquilo era meio esquisito, porque meu avô já tinha falecido e não estava entendendo como aquilo era possível.
Conversei com meu pai ou alguém pra tentar entender e aí me explicaram ou entendi sem que me explicassem que na verdade era alguém "fantasiado" dele, que podia replicar a voz, movimentos, etc, mas que estava com uma pele ou maquiagem pra parecer essa pessoa. Era como um serviço para esses momentos, pra gente sentir menos a falta dele... aí me deu uma vontade enorme de chorar. Comecei a chorar e acordei chorando, com um aperto enorme na garganta e uma sensação bem estranha.
Porcelana no mar / Amora May Ananás Araujo Braga

sempre que eu durmo fora de casa eu sonho: Essa noite sonhei que estava na praia a beira mar, com o ro a fabi e a sojim ai vinha uma onda enorme e molhava agente e trazia um jogo de cha e pedaços de porcelana e um bule do mar de presente pra gente