Drömma

aisling . dream . rêve . sogno . sonho . sueño . traum . śnić
Drömma Dreaming Logger — Coleção de Sonhos — Sonhário
Flood / Fêrdi

My mom and I were staying by the beach. We heard there was going to be a Tsunami the next day — and decided to move to a place closer to the sea. I can't tell why but we didn't talk about it. We moved to a little wooden house. When I opened the front doors, the sea was right next to it, and you could jump from the porch into the water. It wasn't really the sea and was more like a lagoon, a Norwegian Fjord, and the water was transparent and crystalline. Suddenly Gael appeared and couldn't believe his eyes; he told me that we should go for a swim. We went. I ignored the fact that I had my wallet and my phone in my pocket. They got soaked, so I just threw them away. It was so lovely. We were swimming for a while. When we came back in, my mom was already arranging her bedroom and asked what we would eat before the Tsunami hit us.
Mini-Itália / Hannap

Sonhei que estávamos num tempo futuro. Era fim de tarde e fazia sol. Eu enviei mensagem pra Robi, convidando para irmos na mini-Itália dar um mergulho.
Mini-Itália era uma região da cidade que tinha restaurantes e uma arquitetura parecida com a Itália. A ideia era pegarmos uma praia e depois comermos alguma coisa por lá.

A Robi gostou da ideia. Me disse que estava com a Bel. As duas estavam saindo mais cedo de uma aula. Eu já estava na rua e marquei o lugar do nosso encontro. Mandei a localização pra elas e disse que havia um pombo morto super bonito pra elas desenharem lá onde iríamos encontrar.

Eu andava de tuc-tuc que era o táxi da cidade. Elas foram de metrô. Eu dei outras voltas pela cidade e quando voltei à praia elas já estavam lá e tinham feito várias aquarelas do pombo morto. As pinturas eram lindas! Eu disse que queria uma pra mim. A Roberta disse que não.

Eu encontrei a caveira de um cavalo com a mandíbula enorme e todos os dentes, alí na areia, perto do calçadão. Perguntei se elas queriam que eu trouxesse para desenharem também. Elas disseram que não. Já estavam afim de ir embora, comer alguma coisa. Meu pai apareceu na praia e elogiou os desenhos. Fomos caminhando pelas ruas, olhando os prédios e conversando.
Aniversário da Bárbara / F

Eu estava no meu apartamento antigo e desci para a piscina, tinha muito gente lá. Perguntei se era sempre assim afinal era uma quarta-feira.... Me falaram que era por causa do aniversário da Bárbara. Estava dentro da piscina e a Bárbara veio falar comigo e pediu pra eu apresentar ela pro Jaime. Subi para o meu quarto e o menino que eu tenho conversado online durante as madrugadas estava lá usando meu computador. Dei um beijo nele e disse algo em voz alta. Ele se ofendeu, disse que eu ofendi ele algumas vezes. Que não é isso que ele espera de um relacionamento. Que ele leva o natal muito a sério.
Paralisia do sono FM / Isadora

Hoje dormi à tarde e tive paralisia do sono.
Estava enxergando tudo ao meu redor e tinha uma rádio tocando, e era um programa com várias pessoas conversando sobre Ayurveda. Uma das vozes era do meu pai. Fiquei tentando me mover pra acordar, mas não conseguia. O programa estava entediante pq só falava coisas que eu já sabia. Eu pensei é claro, o sonho é meu. Ficou interessante na hora que meu pai começou a falar de culturas longínquas em que mestres mostravam sinais de realização no momento da morte, como permanecer com o corpo inalterado, sem putrefação.
Tentei mover pelo menos meu dedinho da mão, que estava bem na minha frente. Consegui mover todos os dedos e nada de conseguir acordar e começou a tocar uma música tipo de dança do ventre. Eu pensei, preciso acordar pra registrar essa melodia no meu celular, afinal essa música é minha. Cheguei a auto criticar minha composição achando a melodia simples, mas o instrumental estava bonito.
Desisti de acordar e resolvi tentar dormir de uma vez e aí fui parar em um outro ambiente, com um amigo. Começamos a conversar, mas quando a conversa começou a ficar boa acordei.
flores amarelas / Isadora

Hoje foi com a Nicole Ruta Graveolens que eu passei a noite num restaurante de Piraju que não era nenhum restaurante que existe em Piraju. E quando estava pra amanhecer saímos lá fora e tinha pouca luz batendo nas florzinhas peludas amarelas que não existem, mas eu fotografei no meu celular de sonho.
Passaram cachorros e eu e a Nicole ficamos matutando se eram cachorros ou lobos, eram uns lobos viralatas eu acho, brincando, talvez no cio.

Olhei pro céu pra ver se amanhecia logo e pensei que textura esquisita que estavam as estrelas hoje, não eram desfocadas como meu resto de miopia mostra de costume, era pertinho...
Olhei direito e nada disso era estrela não, era América Latina, era África, era Pólo Sul, e eu tava olhando assim pra lá - ou seria pra cá? - não tenho bem certeza de onde...
Plantação no cemitério, músicos e gatinhos selvagens / Avê

Eu estava com algumas pessoas que aravam a terra. Havia um termo específico pra isso que era diferente. Não lembro. Uma grande plantação. Fiquei prestando a atenção no sistema de irrigação que tinha uma lona, acho que pra não enferrujar. A menina disse que esse esguicho ia longe, e ia, testamos, bebemos água dele. Era hora de ir embora. Em direção à saída, eu, mais duas meninas e um cara. Ele fez uma pergunta-piada de mal gosto sobre nós como mulheres e eu respondi dizendo algo que isso nem pergunta era. Elas riram. Assim que saí, Fiz carinho e peguei nos dentes de um dos cães vira-latas que estavam no ponto de ônibus. O cara foi fazer a mesma coisa e o cão avançou nele, não gostava dele. Eu fiquei atiçando e controlando. Os cães vira-latas me obedeciam e tínhamos essa relação. Sorri com o canto da boca. O cara fugiu do cão e entrou de volta. Era um cemitério onde estávamos trabalhando e os cães viviam alí. Pelo sem tosa e postura de guardiões-vira-latas deitadinhos nas criptas da entrada.
Pt.2
O ponto de ônibus estava cheio agora é havia vários músicos de orquestra, com a aquela roupa preta indo embora tbm. Parecia que eu tinha ido ver o concerto, mas cheguei atrasada e não vi. Encontrei o Claudionor. Eu não via ele desde que ele foi demitido da produtora. Algumas pessoas iam de carro, outras de ônibus. Perguntei se alguém ia passar pela Pompéia e quando vi estava dentro do carro e o Claudionor dirigia. Eu não confiava nele, mas fui e repetia que podia me deixar no caminho. Perguntava se alguém ia passar pelo metrô Vila Madalena, de lá eu ia iria a pé, ninguém respondia. Conversavam entre eles.
Ele estava dirigindo e falando no celular e me perguntou como eu estava. Eu disse que fui demitida na segunda passada. Ele deu um um sorriso sem graça do tipo “fazer o que né” e eu disse “que belo momento para estar desempregada” e a palavra desempregada saiu alta e rouca. Fiquei olhando pela janela do carro mas via só movimento. Um menino de uns 18 anos sentado também no banco de traz, tocou minhas pernas e foi com a mão na minha buceta. Eu rapidamente peguei a mão dele, olhei bem pra ele e falei “ce tá louco seu idiota? Nem te conheço e sai daqui” empurrei ele pro outro lado do banco e falei mais alguma coisa me impondo.
Pt.3
Chegamos em casa. As portas de dentro estavam todas fechadas e tudo era pintado de cor ocre. Antes de abrir a Mari falava algo. Explicava alguma coisa pra essa mulher que devia ter q idade dela, cabelo grisalho e disse que era violinista. Ela estava lá no conserto e veio aqui. Disse que conheci a Angela, nossa vizinha, que a Angela antigamente tocava violino -algo que eu não sabia, apesar das varias habilidades dela - e elas tiveram um romance. Ela queria rever a Angela. Eu fui olhar a casa dos vizinhos e tínhamos o quintal do fundo como área comum. Já sonhei antes com isso várias vezes, não lembro exatamente quando e com, mas sinto essa memória.
Eu fui andar no gramado dos quintais dos fundos comuns. A casa da Angela antes estava vazia, cheia de mato e agora está toda podada e bonitinha. Uns amigos do eletrônico até pensaram em alugar. Até eu pensei em alugar, mas não ia montar uma casa do zero agora em sp, nem tinha como. Mas as casas eram muito bonitinhas e de bom gosto. Havia muitos gatinhos filhotes, lindos e saltitantes. Lembrei que antes de alguém morar naquela casa eu fui lá apenas uma vez e havia uma gangue de gatinhos filhotes selvagens, que foram abandonados e viviam ali crescendo sozinhos. Eles tinham um comportamento selvagem mesmo. Tentei passar em um caminho de plantas, mas estava cheio de teia de aranha. Peguei uma flor de lavanda e passei na teia, ficaram uns pedaços da planta flutuando. Comecei a fazer carinho nos gatinhos e peguei um pretinho na mão. Ao fazer carinho sem querer tirei uma fita do olho dele que colava um olho. Tentei colar e entrou tido dentro do buraco do olho e fiquei tentando arrumar pra ele. A fita tinha um formado de tapa olho preto e tinha um outro olho pintado por cima. Nessa hora uma frase sobre a visão veio sobre nós. Eu queria muito lembrar.
Os gatinhos selvagens agora tinham cuidados. Eles e as plantas me traziam uma beleza sem fim.
Dentro, a casa da Angela era impecável, tanto que não encontrei o quarto com infiltração que ela disse.
Pensei em começar a correr nessa área com grama dos quintais comuns, parecia uma área segura como correr dentro de casa.
primeiro sonho da pandemia / Avê

Eu vi um pássaro lindo no meio de árvores e plantas. Levantei pra ver ele melhor e eu estava em uma praia. Na minha vista estava o pássaro com tonalidade escura furta-cor, brilhava uma luz colorida. Notei ao lado alguns flamingos na praia e árvores de ipê amarelo muito floridas. Eu peguei o celular para tirar uma foto e quando enquadrei o pássaro havia pessoas na frente. Enquadrei uma cena de um grupo grande de pessoas sentadas em cadeiras de praia em roda, se divertindo entre os ipês. Eu comecei a me aproximar e lembrei que não deveria haver grupos assim na praia por causa da quarentena. E me liguei que eu também não deveria estar na praia. Eu estava no Rio de Janeiro e tentei lembrar os índices do Corona no RJ, mas não consegui. Encontrei uma amiga de SP e comentei sobre haver tantas pessoas na rua com ela. Eu estava com uma garrafa de plástico na mão e não lembrava de onde veio, mas poderia estar contaminada. Joguei q garrafa fora e fui imediatamente lavar a mão. O problema maior era fechar a torneira após lavar as mãos.
Bubba

/ bdf

eu também aprendi a palavra "cachorro" hoje.
Tanque Anfíbio / Dimitre Lucho

Data real: São Paulo, 31 de março de 2020. Brasil em quarentena por causa do Covid-19.

Data no sonho: uns dez anos à frente.
Eu estava em uma grande cidade, talvez São Paulo, inundada e reduzida a escombros. Eu preparava meu tanque de guerra anfíbio pra partir daqui. Minha mulher (uma voz que saía dos alto-falantes externos) estava organizando o tanque pra gente passar muitos dias nele. Era o nosso motor home seguro e anfíbio. Eu usava um macacão impermeável com uma grande viseira de plástico, e boiava entre os escombros recolhendo suprimentos que pudessem ser úteis pra jornada. Armazenava tudo em uma sacola flutuante com um ziplock automático. Juntava várias latas de comida, e sabia que em algum lugar por perto havia um mercadinho destruído. Eu procurava esse mercadinho pela trilha de latas de comida que ia achando. O saco ficou cheio e eu tive que voltar ao tanque pra descarregar. O tanque era amarelo embaixo e branco em cima. No teto e embaixo ele tinha claraboias de vidro para observação. Ele não tinha armas, mas era 100% impenetrável e a prova de balas. Tinha muitos acessórios de sobrevivência acoplados e LEDS pras todos os lados. Toda vez que eu voltava com uma sacola cheia de mantimentos, ele ficava um pouco maior. Minha mulher disse pra eu parar de procurar latas de comida e começar a procurar um abridor de latas. Eu vi um no chão, submerso uns 3 metros. Mergulhei pra buscar e vi centenas de corpos no fundo da água. Todos tinham um semblante de pavor horrível. Peguei o abridor de latas e voltei pro tanque. Minha mulher disse que não precisava mais, pois o tanque tinha um abridor elétrico embutido. Eu não sabia como o tanque era por dentro e estava muito curioso. Ela me disse que estava na hora de partir, eu subi no tanque e me preparei pra entrar. Ela disse pra eu deixar a roupa de mergulho num compartimento externo que faria a esterilização. Tirei a roupa, deixei no compartimento e entrei no tanque pelado, com bastante vergonha pq eu não lembrava o rosto da minha mulher. O tanque por dentro era totalmente irreal, parecia a minha casa atual em São Paulo. Não condizia com a parte externa, era muito maior. Lá dentro, tinha uma voz de mulher que saia de um alto falante. Percebi que a minha mulher era um computador. Nesse momento, soou um alarme estridente é uma luz vermelha piscante dentro do tanque. Acordei com o telefone tocando. Era minha mãe, me aconselhando sair de São Paulo por causa do vírus.