Drömma

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Drömma Dreaming Logger — Coleção de Sonhos — Sonhário
sala de espera dos sonhos / apta

Sonhei que estava em um lugar que era tipo um café que era uma sala de espera dos sonhos. Você ficava lá sentado esperando o sonho chegar. A sensação que eu tive no sonho era uma mistura entre tédio e que aquilo era super comum e eu só tinha percebido naquele momento que a sala de espera de sonho era normal.
motivação / cauli

O céu tinha uma cor de raiar do dia, lilás
mais pra azulado que vermelho.
Tinha uma Lua branca, grande.
Os paralelepípedos no chão eram detalhados.

Eu estava perto da casa da vó e sentia falta dela (P)

Eu não conseguia andar por sentir falta dela
sentimento que escondo de mim mesmo,
mas agora consumia toda a minha alma

Eu tentava, juro que tentava andar e não conseguia
subir a rua que subi tantas vezes
e parecia tão fácil
mas o problema não era ela
nem a rua
era eu que sentia falta dela
e meus movimentos travavam
ensopados de tristeza
e do vazio que sobrou na minha alma

Não consegui subir aquela rua
que eu já tinha subido tantas vezes
com tanta velocidade apesar do esforço
e agora que ela se foi de vez
levou com ela essa parte de mim
que atravessava qualquer esforço fingindo não ser nada
porque agora meu esforço todo é fingir que não sinto falta dela


Autoanálise:

Nem sei por que ainda sonho com Cornélio
Parece que todos os meus sonhos lá são mais
viscerais, talvez por ter passado minha juventude lá

Esse sonho também explica minha extrema dificuldade
em trabalhar depois do término, que só agora
está curando. Sinto que esse sonho vai ser fundamental para
curar de uma vez.
Encontros / li

Encontrava KZ e CZ, ela num vestido verde e azul, sentada na escada da casa deles. sentia feliz, mas não conseguia demonstrar tal emoção.
de novo com ela / cauli

nos colocaram um castigo na gente
a gente voltou no tempo
e viveríamos juntos em outro lugar
por um tempo novamente

a gente convivia de longe e a desculpa era que pra ela o tempo passava tão devagar
castigo tão grande ter que ver aquela gente e ouvir aquela müsica que a gente já viveu
ela se sentava encolhida no chão, moletom inteiro cinza usando o capuz, com a cabeça entre os joelhos e olhar para o nada
"você sabe que pra mim o tempo passa tão devagar"
relembrei as coisas que a gente fez juntos e que faria
fiz um desenho dela de corpo inteiro com todos todos os detalhes porque o tempo tinha parado
e resolvi fugir também pro andar de baixo
fingir que me interessava por outras
me apaixonei por outras
me distrai
e eu voltava e ela estava lá
"você sabe que pra mim o tempo passa tão devagar"
cabeça entre os joelhos
olhar para o nada

você tá com a mesma roupinha, eu vi
o mesmo jeitinho de antes
o mesmo nariz
o mesmo cabelo
eu nao suporto te ver -- e desabei a chorar
(no sonho, de novo por ela,
e acordei marejado
e de novo choro ao relembrar
desse castigo de sonho)

Ônibus para casa / li

Meu marido chegou dirigindo um novo veículo que comprou, um ônibus anos 50, cor de rosa com pinturas de corações azuis. Fomos para casa e ele colocou nossa filha no porta-malas e eu subi ao seu lado. Andávamos por umavrua muito estreita, numa subida íngreme e de ré. Ele dizia que era nossa casa. Fechei os olhos para não ver o percurso. Descemos num gramado e retirei minha filha do porta-malas.
Pra ir te ver / cauli

Pra ir te ver06/02/2017 - Retirado de conversa privada

+ sonhei que eu tava viajando muitos km pra te ver
+ mas ao mesmo tempo era tipo um jogo de terror que eu tinha que enfrentar monstros terriveis durante a viagem
+ nao sei nem descrever eles direito de tao grotescos
+ primeiro eu ia de bike mas nao fui pq nao tinha luzinha pra bike. Passei nas americanas com o tainan e a gente nao achou pra comprar. Ai a gente foi em carros separados
+ ai passava por uma cidade na viagem e tinha que matar os monstros
+ dx eu tentar descrever
+ eles eram meio colossais. Um deles era tipo uma escultura da face de um tipo de deusa/demonio num paredão/buracão e eu tava dentro desse buraco
+ ai essa deusa despertou e soltou tipo um golem que veio correndo atras de mim pra me matar
+ esse golem vendo de perto tinha o rosto de uma mulher tb
+ e tinha tipo 3 metros
+ eu tive que pular em cima do golem, pular na lateral do paredão
+ e aí lá em cima eu tive que ganhar uma partida de poker trapaceando da deusa pra passar
+ eu tinha que ir até a mão dela e trocar umas cartas
+ enquanto isso eu postava umas selfies toscas no instagram bem felizinho, e nao tinha te avisado direito que eu já tava indo. Eu tava muito feliz que ia te ver
+ e olha que eu tava atravessando o inferno
Resistência / cauli

08/02/2017 - Retirado de conversa privada

+ eu era um dos líderes de uma resistência contra um governo do futuro bem 1984
+ esse governo valorizava produtividade, competitividade feroz, felicidade, tipo um socialismo de estado so que capitalista
+ todas as pessoas do meu grupo de resistência vivíamos num lugar subterrâneo, dentro de uma van branca
+ era gigantesco, mas era tudo dentro de uma van porque era nosso esconderijo e as coisas podiam encolher
+ mas as coisas estavam feias pra gente
+ pela primeira vez em bastante tempo eu tive que pegar em armas e sair do esconderijo
+ era uma arma de cor branca que tinha dois modos de tiro: veneno e tiro, mas só o veneno tava funcionando direito
+ eu saí da van e eu tava no topo da cidade, numa construção bem alta
+ então fiquei furtivamente olhando la de cima pra ver se alguém se aproximava do esconderijo
+ e tava um caos total
+ eu via agentes andando por todos os lados atirando nos cidadãos a esmo
+ eles tentavam manter o controle mais pro centro da cidade
+ então de repente eu escuto passos e entro na van
+ aí vem um dos lideres deles, todo vestido de preto e com capangas (meio tipo hitler poderoso assim)
+ e eu desesperado ligo a van e começo a dirigir ela pra baixo do prédio
+ ninguém esperava ter que dirigir aquela van
+ mas eu fiz, no desespero pra fugir
+ era tipo o topo de um estacionamento e descia quase que em círculos
+ e eu consegui escapar deles
+ mas ai eu tava naquela zona de guerra dirigindo uma van
+ com centenas de pessoas da resistência dentro
+ eu não conseguia esconder a van de maneira segura em nenhum lugar
+ eu resolvi ir para um posto de trabalho começar a trabalhar com a van guardada no bolso
+ eu encolhi ela e consegui um emprego num posto de trabalho
+ esse posto de trabalho era um lugar onde um grupo de pessoas de 20 a 50 pessoas ficavam o dia inteiro seguindo instruções e fingindo ser feliz enquanto trabalhavam
+ eu não lembro exatamente o que eu devia fazer no meu, mas tinha posto de trabalho de lavadeira, por exemplo
+ o meu era relativamente tranquilo
+ mas eu tava mais preocupado em esconder a van encolhida em algum encanamento difícil de achar
+ (as paredes eram fodas descascadas, tinha umas tvs, o lugar era aberto pra rua, parecia uma borracharia, e tinha vários encanamentos expostos na altura da cabeça, e a galera escondia coisas tipo sabonete ali)
+ eu consegui o emprego pq o supervisor do posto era simpatizante da causa rebelde e eu confiava nele
+ Aí veio a inspetora de trabalho
+ eu sabia que se ela me encontrasse ou soubesse quem eu era ela ia me torturar pra descobrir onde tava a van pra matar todo mundo
+ entao nada estava fora das possibilidades, fugir de novo ou assassinar ela
+ ela entrou no posto de trabalho com uma prancheta e foi olhando um por um
+ - Ainda bem que nao tem ninguém de preto hoje né Hahahaha
+ (eu tava inteiro de preto mas ela nao tinha me visto)
+ (tava todo mundo de pé ansioso com a inspeção)
+ Ela me viu, por último na ordem de pessoas
+ - Você é novo, vamos ter umas palavrinhas?
+ eu: Vamos
+ Eu saí do posto de trabalho e ia entrar na sala de interrogatorio dela
+ mas saí correndo, e vi que nao ia funcionar, aí parei de correr numa mesa e peguei uma caneta BIC e disse que "Corri porque precisava de uma caneta hehe"
+ E ela acreditou
+ "Mas precisamos trabalhar essas suas reações"
+ Ai a gente sentou na salinha
+ e ela comecou a me interrogar
+ pra me "conhecer"
+ - Faz quanto tempo que você trabalha aqui?
+ - Comecei hoje
+ - Quanto você ganha
+ (tentei enrolar)
+ - É uma pergunta simples quanto você ganha??
+ - Ahmmm... 3000? (eu nao tinha a menor ideia se isso era muito ou pouco naquele universo, eu queria chutar um numero bem baixo tipo um salario minimo mas nao consegui)
+ - Você ganha esse salário alto porque é amigo do supervisor???
+ - Sim...
+ (ela tava prestes a me punir e punir o supervisor quando eu comecei a falar coisas que a sociedade gosta, que justificariam a corrupção com a minha personalidade)
+ - Mas eu fiz isso pra sustentar minha família, e acho que se eu consegui um bom salário aqui significa algo bom sobre mim, só os melhores sobrevivem, imagina quando eu trabalhar em uma empresa grande, eu sempre vou estar entre os mais importantes, minha mãe é lavadeira no setor 3
+ (Aí o sorriso dela abriu pq lembra era uma sociedade extremamente capitalista que valorizava competitividade a qualquer custo)
+ Aí o sonho acabou por aí, mas eu lembro que sentia minha barriga pulsar no sonho de tao nervoso que eu tava
As mecânicas do vôo onírico - Lúcido / dmtr

Sonho lúcido, terminou a subida, estou no plano. tem um lugar com uma festa acontecendo, tipo um deck de madeira com umas parreiras e umas pessoas. sei que estou sonhando e consigo voar.

Parenteses: Muito frequentemente consigo voar, mas depois da surpresa inicial começo a perder altitude como um balão esvaziando. tento "nadar" com as mãos e os pés pra pegar impulso e não resolve muito.

Pensei em alguma coisa interessante pra fazer e escolhi rapidamente e estranhamente:
— Vou perguntar à minha intuição qual seria a maneira mais eficiente de voar no sonho. E a resposta veio instantaneamente como um insight completo que vou tentar explicar agora:

Um macete pra se deslocar bem é empurrar uma das paredes com os pés, do mesmo jeito que vc pode tentar atravessar uma piscina inteira sem nadar, somente com o impulso. Porquê uma parede?
Porque a gente está acostumado a empurrar o chão todo tempo quando acordado, e o cérebro já prediz que a gravidade vai nos puxar de volta, então seria um macete inicial, é mais facil a gente aceitar o impulso sem gravidade elegendo uma parede.

e logo depois desse primeiro vôo precisamos ir buscando objetos no cenario pra conseguir mais impulso, galhos de árvore, o teto, a caixa dágua da casa, os fios elétricos, os postes de luz. Podemos pegar mais impulso com as mãos, com os pés, mudar de direção etc.

Então as físicas do vôo no sonho, ou gravidade zero. Basicamente a gente só perde a gravidade, pode impulsionar pra algum lado mas ainda assim vamos perdendo impulso, mas podemos ganhar impulso novamente em qualquer objeto do cenário, até mesmo os mais frágeis.
Meteoro, depois VARIG Jumbo / dmtr

sonhei que estava numa casa no meio de um bairro meio descampado, olhei pra um campo pra fora de casa e vejo uma fumaça bem cinza saindo de outra casa, um incendio acontecendo bem rapidamente. umas pessoas foram correndo pra lá. Olho pro poutro lado e vejo outro lugar pegando fogo e me dou conta que está acontecendo uma chuva de meteoros.

Minha primeira reação é entrar na casa, tentar esconder debaixo da cama ou atras de algum móvel, haviam mais pessoas na casa e me ocorre em um milissegundo: qual é o lugar de "sorte" da casa? ficar junto ou separado das pessoas? ficar separado pode me fazer morrer ou talvez ser um sobrevivente, ficar junto com todos pode aproximar o destino de todos, e lembro de um documentario sobre vulcões e decido sair correndo na rua.

Dava mais medo mas ao menos eu tinha o plano de ir correndo e olhando pro céu, talvez ter tempo de tomar alguma decisão se tivesse algo caindo pra este lado.

Continuo correndo, passa todo esse tema de meteoros, ja nem lembro mais. Vejo um avião Boeing Jumbo 747 novíssimo, voando baixo e lento, pintado com a marca da VARIG, branco com dois tons de azul, um muito luminoso clarinho.
Vejo também ao lado da estrada outro Boeing idêntico no meio da grama, mas sem as asas. Como o avião está fazendo uns movimentos esquisitos no céu me dou conta que estou em um sonho, planejo em correr até a estrada ficar plana antes de tentar fazer alguma coisa (continua)
/ gruszka

o sonho se passava numa sala completamente preta, como um ponto qualquer no espaço, onde a única fonte de luz era uma lâmpada amarela que pairava sobre a mesa onde eu e meu pai estávamos sentados. eu estava consciente de sua morte, e podia me ver mais velha. aquela era a primeira vez que nos falávamos após sua partida. eu comentava com saudades que com o passar dos anos, conseguia reconhecer em mim mesma alguns de seus traços físicos com mais clareza. ele se emocionava, pegava minhas mãos e enquanto tentava engolir o choro, dizia que não era só isso que tínhamos em comum.