Drömma

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Drömma Dreaming Logger — Coleção de Sonhos — Sonhário
Jazz engasgado / li

Estava em Santa Maria, na segunda quadra da rua Dr. Bozano, com amigos. Eu via lugares novos w interessantes, que me animavam. Um café bom, lugar pequeno e charmoso, e logo uns amigos me mostravam uma loja de jazz. Entramos, vi que o nome da loja era "Tricky", e resolvi perguntar o que eles tinham do Dave Brubeck, mas um desconhecido chegou antes e também perguntou sobre o Brubeck. Me fiz que não ouvi e fiz a mesma pergunta, mas não conseguia falar "Brubeck" corretamente. Meu marido estava na porta sentado, me esperando.
/ gruszka

tinha viajado com amigos para um evento em outra cidade e nos hospedamos em um hotel luxuoso. em determinado ponto do sonho, fui arrastada pelos braços por um homem de meia idade até seu quarto, onde ele me encheu de comprimidos. lembro de estar vestida de bailarina. cruzando o corredor, encontrei uma amiga que percebeu meu desconforto diante a presença do homem, e me convidou para ir com ela até a festa. chegando lá, decobrimos que um de nossos amigos havia morrido de forma inexplicável. pedi o celular dela emprestado e liguei para o número dele. eu aparentava saber o que estava fazendo. após alguns segundos, ele atendeu, mas sua voz estava diferente. ele estava triste e inconformado por ter morrido, e eu estava orgulhosa e aliviada por conseguir falar com os mortos.
/ gruszka

sonhei que ganhava muito dinheiro.
Uruguaio safado / Saborga

Uruguaio safadoEu estava tomando banho nua num quintal bem arborizado que ficava num canto de uma rua sem saída (como se fosse o jardim do ap da lagoa). Era fim de tarde de um dia primaveril bem úmido e com céu encoberto. Tinham rosas lindas no jardim. Cheiro de terra molhada. Meu pai estava no lado de dentro da casa. Era uma casa térreo (como o ap da lagoa), iluminação bem amarela, aconchegante, cômodos grandes e pé direito alto. Algo de meu avô ali. Quando eu já estava tirando o shampoo vejo um cara meio distante andando de bicicleta vindo na minha direção. Eu por ser baixinha conseguia fazer com que o muro não muito alto escondesse a ideia de que eu estivesse despida. Como a minha casa era a última da rua sem saída eu estava quase certa que ele iria voltar. Mas não. Ele veio se aproximando até que os olhos dele sobressaltaram o muro. Eu vulnerável. Ele bonito. Vergonha e tesão. Mullets e gritei. Vai embora. E com minhas duas mãos tentava esconder as várias partes do meu corpo me agachando molhada e em busca de uma toalha. Ele alto, forte, moreno, com um sorriso bonito com destes da arcada inferior meio desalinhados, tinha mullets e um olhar meio Don Juan, ultra seguro de si e balbuciava palavras em espanhol. Saltou da bicicleta e parecendo que segurava uma pena colocou a bicicleta do meu lado do muro como se ela fosse ficar mais protegida e eu menos. Ele foi se aproximando como se tivesse sido convidado (não, ele não foi) e eu estivesse pronta para recebê-lo (e sim, eu estava). A minha vergonha aumentou e o tesão também. O convite silencioso foi feito por mim naquele segundo. Mas eu ainda não tinha entregue pra ele. Fui andando para dentro do meu quarto que estava conectado com o jardim. Ele veio atras de mim com uma respiração como se ja tivesse me beijado muito e estivesse pronto para o sexo. Não, ainda não havíamos os beijados, mas sim, estávamos prontos para o sexo. Mas a porta do meu quarto estava aberta e se conectava com a sala e meu pai estava ali. Eu já tinha em mente que seria um sexo barulhento, fechei a porta, desconfortável com a possibilidade de ser escutada pelo meu pai, mas já vivendo uma intimidade com um desconhecido que não vivia a tempos. Fim de tarde de uma primavera deliciosa.
Tenho medo do escuro / Sossa

Tenho medo do escuroOuço um som, um som estridente próximo a minha casa. Olho pela janela, todas casas baixas, uma rua de paralelepípedos. Vejo clarões a luz do dia, bombas e aviões. Estava no meio de uma guerra, imagino que a segunda guerra mundial. Um zunido estridente toca, agora mais próximo, corro para o porão da minha casa. Tenho medo do escuro. O porão é um lugar escuro, muito escuro, sem luz, quente. Sinto que preciso fugir, sair daquele lugar, da minha casa, daquela cidade. Mas não posso fugir, aquela é a nossa casa, e eu prometi que o esperaria lá. Ele me prometeu voltar, foi obrigado a ir servir a nossa pátria. Não posso ir embora, ele prometeu que voltaria. Os zunidos aumentam, bombas começam a cair por toda parte. Eu não as vejo, mas sei que elas estão caindo cada vez mais perto. Sinto que devo fugir dali. Mas não posso. Ele vai voltar. Lá é nosso lar. Nosso porto seguro. As bombas estão mais perto, sinto o chão tremer. Tenho medo do escuro. Tenho medo de não vê-lo mais. Fecho os olhos, abraço minhas pernas. O chão treme. A estrutura da casa treme. Um estrondo. Um peso cai sobre mim, uma dor intensa toma conta do meu corpo. Sinto frio. Não consigo me mexer. Sinto frio. Tenho medo do escuro. Sinto frio. Tenho medo de não vê-lo mais. Sinto frio. E, de repente não me sinto mais.

Acordei! Um acordar desesperado e ofegante. Era como se tivesse despertado de uma outra vida. Uma vida que se foi, deixando em mim uma marca profunda, além do medo do escuro.
/ sunoo

i looked at you in the other side of the crowd
instantly you were naked by my side
I started to touch you, and suck you
you came, it was blood everywhere
still down on my knees
i told you that was strange but i liked it
vazio / gruszka

sonhei que ganhava de presente uma moldura vazia.
Estrada estreita / li

Eu viajava de carro com LV e MS, que eram casados e um amigo muito chato, com o nome unissex, algo como Derli, que eu não entendia muito. A estrada era bem estreita e aos lados, penhascos. Vez ou outra uma roda do carro saía para fora da estrada e exigia manobra do motorista. Sentia medo.
De repente o carro era uma van e eu estava com a família do meu marido, viajávamos pelo interior da França, pelas estreitas estradas. Por cima das montagens avistamos uma linda cidade medieval no vale abaixo. Tentei pegar a máquina fotográfica para fazer fotos e nao encontrava. Quando vi, já descemos pelo vale e chegamos no centro da cidade, numa igreja enorme, linda e muito antiga. Descemos e fomos todos conhecer a igreja. Caminhei e vi uma gigante imagem de Nossa Senhora das Dores, que chamavam também de Zarco. Uma senhora muito velha e magra passou e me deu uma moeda. Mostrei para meu cunhado a moeda e vimos que tinha um mapa do Chipre. Eu e minha filha e marido Fomos esperar minha sogra na van. Comentávamos da beleza da igreja e de Nossa Senhora das Dores.
tempestade / gruszka

você morava de favor em uma casa que pertencia a minha mãe. deitamos os dois de uniforme porque teríamos aula no dia seguinte. minha cama era o único móvel do quarto e ficava posicionada perfeitamente ao centro, de modo que ao deitarmos com a cabeça para os fundos do quarto, podíamos observar as janelas sem cortina. chovia muito e você estava com medo. numa tentativa de te confortar, te abracei e passamos o resto da noite observando as sombras da rua projetadas no teto.
enchente / gruszka

o sonho se passava em um apartamento minúsculo e opressivo, que pertencia a um homem ao qual não conheço. embora fizesse muito frio, ele vestia um par de shorts e chinelos de dedo, e parecia ter pressa de ir a algum lugar.

a casa ia aos poucos se enchendo de água, ao passo que ele se tornava cada vez mais impaciente. eu disse a ele que gostaria de tomar banho antes de sair, e segui para o banheiro. tirei minhas roupas e comecei a me lavar com a água da enchente. quando terminei, ele já não estava mais em casa. ao invés disso, ele havia dado lugar a uma velha corcunda de cabelos brancos que dizia que se eu quisesse alcançá-lo, precisaria correr.

a água continuava subindo. fui até a janela e, da rua, ele acenava para mim enquanto dizia para eu pular. me despedi dele e desci pelas escadas.