flyli 29/06/2009 17:45
Eu, minha mãe e L íamos começar a trabalhar de comissária de bordo, já estávamos vestidas com o uniforme da empresa, que era muito espalhafatoso, parecendo os fardões da Academia brasileira de Letras. Comentávamos que o uniforme poderia ser mais discreto. Caminhávamos, pelo campus central da Ufrgs para o nosso primeiro vôo, preocupadas, pq não tínhamos recebido nenhum treinamento do trabalho. Já no avião, a tripulação nos acomodou como passageiras. Passamos por uma turbulência forte e um grupo de chineses faziam barulhos e caçoavam dos nossos uniformes.
#windtwedah 29/06/2009 05:41
comecaram a aparecer tweets no meu twitter falando sobre o vento, alguns amigos que estão em outras cidades diziam "aqui tambem não tem vento!" apareceram RT com frases em ingles sobre o que os cientistas diziam, e links pra materias que diziam que não estava ventando em nenhuma parte do mundo, que bizarramente era o primeiro dia sem vento.
fui ate a janela e notei que a cidade estava quieta, em silêncio absoluto e as folhas das arvores estáticas. o céu era laranja do anoitecer. cada vez que eu atualizava a pagina novos tweets desesperados apareceiam sobre o vento, alguns faziam piada, muitos usavam #wind. o sentmento geral das pessoas é de que estávamos vivendo o último dia.
JóiasL 27/06/2009 10:00
Estava em um vernissage de uma exposição de jóias onde serviam um buffet de primeira, com bebidas finas e comidas deliciosas. As mulheres podiam usar algumas jóias, era só ir até uma determinada mesa e escolher a jóia. Vi uns brincos de ouro branco maravilhosos. Eram pequenas argolas retorcidas unidas umas às outras. A mulher então colocou o primeiro brinco em minha orelha e eu senti o peso. Perguntei: como podem ser tão pesados?? Ela dissse: são de ouro! Eu logo retruquei: mas não deveriam ser tão pesados, logo que são vazados!!! Dê-me outros brincos... podem ser lindos, mas ninguém aguentaria usar brincos tão pesados por muito tempo.
Procurei outros brincos, mas nenhum era tão bonito quanto aqueles.
No aeroportoTina 25/06/2009 08:33
Eu estava pronta para finalmente viajar à Argentina. Ficaria lá por 4 anos estudando. Meu pai me acompanhou de Brasília até São Paulo, no aeroporto de Guarulhos, onde ficamos dando voltas até dar a hora de pegar o vôo e ir embora. Estavamos esperando um elevador. Quando ele chegou, I, saiu de dentro dele, com aquelas roupas que só ela mesma usa, sem óculos, com seus cabelos negros balançado... e ela sorriu, como raríssimas vezes o faz e disse: estou voltando para Brasília.
varandali 24/06/2009 17:14
eu caminhava por ruas de São Paulo, e todos reclamavam do frio, que eu não sentia. Cheguei no meu apartamento e comecei a preparar uma varanda, na minha área de serviço. Reparei que o banheiro auxiliar tinha o vidro da janela quebrada e tudo por ali estava sujo e úmido. Limpei um pouco e coloquei uma poltrona confortável ali, pois M havia me falado que ali era um ótimo lugar para descansar.
Pesquisas sensoriaisTuk 24/06/2009 08:05

Eu, o Marcos que trabalha comigo e mais alguém que eu não lembro fomos abordados na rua para fazermos parte de um experimento. Não lembro como venderam pra gente o experimento mas parecia uma boa e a gente aceitou.
Entramos então em um lugar muito doido cheio de salas diferentes. Uma mulher veio receber a gente, explicou que eles estavam fazendo uma pesquisa sobre a mente humana e tal e ela começou a mostrar pra gente algumas salas. Cada sala era mais estranha, mais dark, do que a outra. Lembro que quando entramos em uma delas vimos umas paredes bem escuras, a sala iluminada só com algumas velas e um cara deitado numa cama e coberto com uma coberta também de cor escura, parecendo inconsciente. A mulher disse pra gente que o cara estava passando por algumas sensações sensoriais tais e tais e que a gente não podia acordar ele. Fiquei mega assustado porque achei que eles queriam fazer aquilo com a gente e eu não queria ficar inconsciente.
Daí ela levou a gente pra uma outra sala em que a gente tinha que tomar um negócio injetável. O líquido que foi injetado era azul muito escuro, quase preto. Todos nós tomamos e começamos a olhar mais outras salas. Nisso já tínhamos subido vários andares no lugar. Eram umas escadas muito doidas, algumas delas não sendo nem escadas, mas plataformas que se elevavam sei lá como, porque eles não tinham eletricidade.
Enfim, chegamos em uma nova sala e nesse momento percebi que minha pele estava mudando o tom pra ficar meio azulada e eu começava a sentir tontura. A mulher falou que deveria ser assim mesmo. Nessa nova sala tinha umas duas camas, várias velas espalhadas e a parede parecia que alguém tinha coberto ela com cera de vela vermelha. O outro cara que estava com a gente já estava super azul e tinha desmaiado, enquanto o Marcos estava quase inconsciente. Eu me sentia melhorando, a cor azul sumindo da minha pele e a tontura passando; fiquei olhando o que ia acontecer. Nisso a mulher pegou o Marcos e deitou com ele na cama. Eles ficaram rolando na cama e o Marcos fazia uns barulhos MUITO bizarros, como se ele estivesse tentando falar alguma coisa e não conseguia. Eu conseguia pegar uma ou outra palavra dele de vez em nunca, e percebi que em certo momento ele falou "contato" e em outro momento ele disse "to entendendo tudo". Eles começaram a parecer muito estranhos lá rolando na cama, como se tivessem virado fantasmas e eu via na cara deles, às vezes, flashes daquele primeiro cara que eu vi inconsciente. Entendi que pelo jeito eles estavam fazendo algum tipo de contato com ele.
Depois disso, como eu estava me sentindo bem, comecei a fugir. Pensei que se eles não tinham eletricidade e a mulher naquele transe não ia ter jeito de ninguém saber que eu estava fugindo, mas comecei a fugir e logo ouvi, como se fosse em um megafone, a mulher dizendo "Tem gente fugindo" e ela dizia isso bem calmamente. Fiquei doido pra sair logo, mas era bem difícil refazer ao contrário as escadarias, plataformas, subidas, descidas que a gente tinha percorrido até chegar onde a gente tava. Percebi que em alguns lugares que antes só tinha as plataformas e eu iria ter que pular, agora tinha escadas. Deus está me ajudando a fugir, eu pensei.
No fim das contas ninguém me pegou na fuga e consegui sair na rua, que era lá no bairro Veleiros em São Paulo (capital). Fui até o ponto de ônibus (nem tem ponto lá onde eu saí, mas tudo bem) e eu ia tentar ir pra o mais longe possível e despistar os caras. Vi que duas mulheres saíram de lá e claramente estavam procurando por mim. Me escondi atrás de um poste perto do ponto e elas passaram direto por mim depois de vários momentos de incerteza e muita ansiedade. Uma delas parecia a Paula que também trabalha comigo. Eu não podia mais pegar ônibus porque apesar delas não me terem visto, elas estavam de olho no ponto e eu só tinha uma rota de fuga de trás do poste sem elas me verem, e essa era voltar na direção daquele lugar doido. Fui voltando e corri pela rua do lugar, chegando na casa de doces que tem lá.
Nesse lugar apareceram três caras, um deles segurando um negócio que tinha formato de pistola mas tinha uma seringa e uma agulha enormes no lugar do cano. Tentei me esquivar deles indo atrás de um carro e tentando enganar eles pelo método do por-aqui-ou-por-ali, tipo quando você tá brincando de pega-pega e tá atrás de alguma coisa e finge que vai por um lado, depois finge que vai pro outro etc. Isso acabou dando certo pra dois deles mas ainda sobrou um, o que estava com a pistola na mão. Ele disse que ele iria me pegar e me pegou e me aplicou uma dose do treco azul escuro quase preto. Consegui me soltar dele e ele disse que não adiantava chamar a polícia porque ele não tinha me matado nem nada (nota: nesse ponto os outros dois caras tinham desmaiado não sei como). Fiz ele desmaiar também não sei como, peguei a pistola-seringa dele, cuja agulha era extremamente grossa, e apliquei do lado do olho dele e ele começou a sangrar. Saí correndo pensando ("agora sim, se chamarem a polícia, alguém realmente matou alguém"). Fiquei preocupado com o que aconteceria depois da dose que o cara me aplicou. Imaginei que eu ficaria doido, me colocariam em uma instituição psiquiátrica onde me dariam vários remédios para ficar catatônico e eu não conseguiria nunca mais viver normalmente.
Vira e mexe o sonho se confundia com uma outra cena em que eu estava vendo um filme de ação do qual eu participava, mas o nome do filme era "Ferris Bueller‘s Day Off" (o "Curtindo a vida adoidado"). Eu queria muito saber o final do filme, afinal o personagem tinha tomado o negócio azul e sabe lá o que iria acontecer com ele, ele poderia ficar maluco no caminho pra casa, alguém colocaria ele em uma instituição psiquiátrica etc, a mesma história que eu mesmo estava pensando no ‘filme‘, eu pensava enquanto assistia ao filme. Aí eu acordei.
casamento (indesejado) à vistachuazinha 23/06/2009 11:42
sonhei que ia casar, mas não queria muito. no entanto entendia que tinha chegado a hora pq tinha construído toda uma relação em direção a isso. meu noivo estava muito feliz, e contava pra todo mundo numa espécie de festa para anunciar a ocasião. eu me sentia desconfortável e queria pedir conselhos para alguém.
será que eu podia simplesmente mudar de idéia? queria conversar com a Bia, mãe do luiz, mas ela estava viajando em madrid com um amigo dele. pensei que era na hora do vamos-ver mesmo que a gnte percebia se queria de verdade casar ou se na verdade nem gostava da pessoa.
titi folgadochuazinha 23/06/2009 11:32
sonhei que estava na sala da minha casa com meu pai, minha mãe, minha avó e o titi. eu e meu pai estávamos sentados no sofá e o titi estava deitado com as pernas em cima de mim. ele usava um tenis vans sujo e estava com o pé em cima do sofá. eu ficava apreessiva do meu pai ver e reclamar e aí percebi que meu pai ficava olhando com o canto do olho com uma cara de desgosto, meio "cara eu nem te conheço vc não acha que tá a votnade demais?" então ele falou pro titi: "vc está super confortável aqui né?"
eu sabia também que ninguém entendia pq o titi estava lá em casa deitado no sofá, já que ninguém sabia qual era exatamente a nossa relação, eu queria mostrar pra eles que ele era só um amigo sobre o qual eu nunca tinha comentado, por isso a gnete se fazia uns carinhos mas meio escondidos, tipo festinha na mão.
Cronópio leva o carro à oficiname 21/06/2009 21:13

Ocorreu-me que eu tinha de levar um carro à oficina. A mãe ofereceu carona. De acordo. Fomos no carro dela. Por que eu peguei carona no carro não precisava ir à oficina? Por que eu teria um carro se eu não dirigia? Por que eu iria à oficina se eu nem tinha carro?
Sou um cronópio verde e úmido...
PS: De acordo com um ilustríssimo fama da Sociedade Psicoanalítica, todo cronópio tem um caso mal resolvido com a mãe e acaba embarcando na carona.
despistando o pavãochuazinha 21/06/2009 12:55
Estava numa casa que a a dos maus pais, mas diferente. meus pais tb eram diferentes e eu tinha um irmão chamado terry. Um lado da casa dava para um lago e ao longe uma montanha. Houve uma explosão atrás da montanha e fomos ver, não conseguimos descobrir o que era, mas vimos vários pássaros debandando, voando embora. De repente apareceu, pelo lago, um pavão que tinha fugido tb da montanha. Achamos muito estranho o pavão dentro d‘ água e resolvemos resgatá-lo. Ele ficava comendo as uvas da parreira que tínhamos na cerca na beira do lago, a julia falava que isso faria mal a ele.
O outro lado da casa dava para uma área comum, levamos o pavão pra lá. enquanto a gnete decidia o que ia fazer vi que alguém tinha deixado a porta de casa aberta, soube na hora que isso e não era bom e gritei para alguém fechá-la. sabia que os pavões tinham memória dos lugares e não deu outra, o pavão já estava correndo de volta para dentro de casa. sabia também que pavões eram bichos perigosos. avisei isso para as pessoas e elas me falaram que não eram não. respondi falando que "a gnete achava isso pois sempre via pavão em hotel fazenda preso, ou no jardim zoológico, mas que na verdade eles eram muito perigosos sim".
Corri atrás do pavão para impedi-lo de entrar em casa e ele começou a me perseguir. O pavão também tinha memória das pessoas, ou dos cheiros, e uma vez que ele perseguia alguém não parava mais - o que eventualmente matava a pessoa de exaustão ou sangrando pq ele bicava o pé do perseguido.
Começou então uma missão para que o pavão parasse de me perseguir, primeiro tentei despistá-lo dando voltas em torno dele e de mim mesma, ele ficava tonto, confuso mas conseguia voltar pra trás de mim sempre. Minha família começou a me ajudar, tentavam segurá-lo, prende-lo, mas ele sempre escapava e voltava a querer bicar meus calcanhares. Eu corria pra dentro e fora da casa e nada.
Em algum momento conseguimos atrair o pavão para o lago novamente por causa das uvas e então eu me tranquei no quarto, fechei portas e janelas. pensei: "bom se é pra ficar trancada aqui dentro vou ligar o ar- condicionado split."