Drömma

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Drömma Dreaming Logger — Coleção de Sonhos — Sonhário
Sangue / VanMichelis

SangueMinha vagina era muito grande para segurar os absorventes internos. Os pequenos e grandes lábios eram sempre abertos. Descobri isso do nada, andando e começou a jorrar sangue de dentro de mim pelas pernas e o absorvente a cair. Eu estava em algum tipo de retiro budista quando isso aconteceu.
Revisitando o Tempo, Outro Tempo. / VanMichelis

Revisitando o Tempo, Outro Tempo.Alguem me acompanha e me leva para revisitar importantes momentos da minha vida no passado. Coisas de 5, 10 anos atrás. Parece que estou morta, tendo a oportunidade de rever calmamente minhas ações e quais eram as verdadeiras intenções e ensinamentos que cada uma dessas situações proporcionou. O que me impressiona nessa experiência é a relação com o tempo: as coisas estão passando bem devagar e consigo entender as experiências que me são apresentadas para revisão com calma e tranquilidade.

Visitei umas 3 ou 4 cenas da minha vida. Cenas do passado. Sei que estou no passado, relaciono essas cenas com situações vividas e protagonizadas por mim mas elas são completamente formadas por locações e pessoas que eu nunca conheci ou vivi em minha vida desperta. Vários símbolos no sonho e situações fazem com que eu reconheça essas experiências como minhas no entanto.

Estou em uma casa toda rosa onde só existe um grande cômodo conjugado. A cozinha e o banheiro são brancos e conjugados também. Na pia da cozinha tem um piano cheio de formigas, mofos e pinga agua da torneira nas teclas do piano. Alguem é dono dessa casa, um pai. Ele fez essa casa para suas filhas, uma grande casa de bonecas musical. O assoalho é de madeira rosa, as paredes e tudo mais.

Estou na sala da minha casa de um apartamento que morei uns 10 anos atrás tanto com minha família quanto depois que eles se mudaram com amigas somente. Haverá um show da minha banda com J. na sala. Ha muita expectativa. Depois que tudo acaba, meu tio S. re-organiza toda a cozinha colocando os itens de armario tipo panelas, talheres, pratos, colheres de pau penduradas nas paredes da sala.

Não consigo me lembrar das outras cenas do passado mas lembro da generosidade desse ser que me levou para visitá-las. Quem era? Não consigo me lembrar! Me lembro de uma última cena a qual não era no passado, pois era com pessoas que acabei de conhecer. Talvez uma vivência no presente do mundo dos sonhos.

Estava com L., fomos visitar a casa de umas garotas feministas. Ela queria conhecer essa turma e fui junto. Haviam lésbicas e pessoas trans. Ficamos apresentando nossos zines e materiais umas pras outras e lembro de ter sentido insegurança, uma das garotas foi escrota comigo e as outras se irritaram com ela, dando a entender que ela sempre arruma encrenca. Fui para outro cômodo, havia um sintetizador Moog. Falei para L. fazer umas bases enquanto eu tocava o synth. Ela fez bases dispersas, ou fez, dispersa, bases. Tive essa sensação, de dispersão.
nó da orelha / luizaso

nó da orelhaeu tava em um hotel nao sei bem onde, tipo uma ocupação, limpando os quartos e organizando cozinha com amigos, até que alguem me mostrou uma foto e quando eu fui olhar eu tava dentro do lugar da foto, que era um deserto imenso, muito laranja, tava rolando uma tempestade de areia e eu numa planicie contemplando muito de perto um monumento guarani, que eram milhares de biribas fincadas em comoros de areia, com tecidos vermelhos amarrados nas pontas, era muito muito intenso o vento e a areia e a vibração do laranja. eu sabia que se tratava de um espaço sagrado centenario guarani, o nome era composto por 3 palavras ________nó da orelha, nao lembro a primeira.
cara da morte / luísa h

sai da casa do vovo e chovia na avenida venancio, entrei num carro que era meu e fiquei bicando uma cerveja na chuva. as cores da noite eram ferrugem fuligem e no canteiro da avenida tava a laryssa pitando um palheiro. nos olhamos. ela atravessou a rua me beijou no canto da boca e se despediu. passou pela frente do edificio columbia e sumiu na fuligem da noite. fiquei sorrindo sem jeito sem entender. entrei no carro, dei a partida mas nao funcionava. eu precisa ir no hospital. vi um taxi e entrei, o taxista era um boy novo. ele comecou a conduzir soh que a gasolina acabou. e nisso estavamos num pavilhao tentando achar um carro de brinquedo de madeira pra ele continuar o trajeto. esse pavilhao estava cheio de bonecos gigantes. enquanto ele tentava arrumar uma locomoção eu peguei um objeto que estava no chão, era circular. comecei a descascar ele, fui percebendo que era a cabeça de um dos bonecos. continuei descascando a curiosidade. até que me dei conta que não era papel maché, era uma cabeça humana. e aquele lugar era um deposito de cadaveres humanos. me assutei. sai de la e fui para o espaço ao lado. era um espaço cultural hipster, encontrei amigos das antigas. eles tavam deprê. tentei trocar uma ideia com eles mas minha voz ja nao tinha som.
? / SL

Estávamos nas últimas semanas de aula da faculdade e X estava sempre por perto, sem fazer contato visual. Novas alunas estavam na mesma turma e eram meninas divertidas que gostavam de passar tempo comigo e com Y. Ao entrarmos oficialmente de férias, fomos todos convidados para participar de um evento musical, nos moldes do Planeta Atlantida. Neste meio tempo, eu ligava aflita para J e dizia que iria perder meu ônibus para ir para cidade Z, onde X esperava por mim. J chegou para me buscar muito atrasado. A raiva de J era imensa. Por ter pedido o bus, liguei para sua casa e falei com seu irmão, que pedia para eu esperar 5 mins no telefone pois X estava ocupado. Disse que iria ligar de novo. Com 2% de bateria no meu celular, escrevo e rescrevo um sms dizendo que não pude ir ontem mas se X ainda quer me ver, posso pegar o ônibus hoje. Não enviei. Nos encontramos no tal festival de musica e X estava conversando intimamente com uma menina desconhecida. Meu irmão estava lá também, no mesmo grupo de amigos que X. Encontro S depois de anos sem vê-la e S está radiante, antes mesmo de me dar oi, menciona que estou usando o seu casaco. Curiosamente é a primeira vez que uso em todos esses anos, digo à ela.
X me mostra o fanzine criado pela IES e ele é todo ilustrado. X está por dentro dos últimos eventos. Começo a folhear o zine e encontro uma ilustração minha e a legenda "Ela destraída cantando xxx poesia e olhando para a janela". X continuava sem falar comigo e parecia ser definitivo desta vez.
Comunidade / li

Eu cheguei em uma casa de estudantes de Santa Maria. Parecia que eu ia morar ali com minha filha. O pessoal era de uma geração mais nova, com ideias ripongas. Faziam festa naquela noite, e eu meio deslocada, queria ambiente mais familiar. AA chegou e começamos a conversar, mesmo com posições de ideias opostas, a conversa era ótima, com respeito, humor. AA foi muito carinhoso com minha filha. Olhei pela janela e não conseguia localizar que parte da cidade eu estava. Vi que tinha mais vizinhos estudantes e senti preocupada que haveria muitas festas.
Provocapabana / Hannap

ProvocapabanaSonhei que estava numa casa inundada até a altura da cintura. Dava pra caminhar com metade do corpo pra fora d’água mas eu preferia ir mergulhando em apnéia. Eu ia de um lado pro outro da casa por baixo d’água e, de repente, encontrei a Maria Rezende. Estávamos no quarto da televisão e agora a casa já estava sem água. Eu me deitei chão, coloquei as pernas sobre uma poltrona e abri um livro numa página de flores recortadas. A Maria se agachou no chão atrás de mim e me fotografou. Depois ela disse pra gente trocar de roupa. Tiramos as calças e trocamos. Eu vesti a dela e ela a minha. Então ouvimos alguém se aproximando. Era o dono da casa, amigo dela, com uma criança. Ela ficou nervosa, achando que seria constrangedor ele encontrar-nos ali e me empurrou pra dentro do armário. Eu disse que achava má idéia tentar me esconder, afinal não estávamos fazendo nada de errado. Ela empurrou a porta do armário e eu fiquei com os pés pra fora. O sujeito chegou no quarto com o filho dele e viu os meus pés. Eu abri a porta e me apresentei. Ele achou aquilo muito estranho. Começamos a conversar e eu disse que era do sul. Ele falou que gostava muito do sul e que gostava da Lia e do Mauro Fuke. Eu falei que conhecia eles também, que eram os pais da minha namorada. Ele começou a reclamar dizendo que não sabia porque o Mauro tinha parado de expor e produzir. Disse que ele era muito bom, muito preciso. Eu concordei, dizendo que ele era de fato muito preciso. O gesto dele era preciso. Até para cortar o queijo ele era assim e que se alguém cortasse o queijo de um jeito errado ele ficava brabo. Tentei explicar que o Mauro continuava produzindo com a disciplina dele, mas que não tinha mais vontade de expor.
Na televisão estava passando um documentário sobre Copacabana e uma cena apareceu na tela: era um mini jacaré na água. De repente apareceu um jacaré muito maior e abocanhou esse pequeno jacaré. O sujeito disse que um tinha comido o outro. Eu disse que não, que devia ser a mãe daquele jacarezinho, pegando o filho para levar pra outro lugar. Ele duvidou, mas a sequência da cena mostrou o jacaré grande abrindo a boca e soltando o filhote fora da água. Uma música tocava durante a cena repetindo a palavra provocapabana, que era uma mistura de provocação com Copacabana.
Móveis e corpos / Avê

Eu estava dentro da loja de móveis da minha prima e vi uma fila pra um vestiário masculino. Os homens estavam todos de toalha branca e tinham corpos bonitos. Meu namorado estava no meio, havia muito vapor e eu gostava de ver todos eles alí reunidos à vontade. Depois fui na porta da loja e os funcionários estavam tentando guardar todos os móveis pra dentro da loja pra poder fechar, mas não cabia tudo lá dentro. Era muita coisa, muitas cadeiras empilhadas principalmente. Fiquei com preguiça de ajudar e saí.
galpão ilha de lesbos / Avê

Era um galpão antigo muito grande cheio de montanhas de tecidos de tonalidade clara e eu fui no fim da noite. Só mulheres podiam entrar e iam lá pra rolar nos tecidos e transar. Eu estava lá rolava em tecidos macios e quando encontrava outra mulher rolando transava e era muito bom. Eu fazia posições que nem sempre fico à vontade, mas lá era muito gostoso. Amanheceu e alguns homens estavam lá fora tentando descobrir o que acontecia lá dentro, mas não podiam entrar.
Tijuca / lupino

O expediente na tijuca ja terminou e notamos q a rua está completamente apagada. A conde de bonfim é um corredor sem luz, n da pra ver ninguem sem a ajuda dos farois dos carros q passam cautelosos. Eu preciso voltar, esqueci um papel importante e rafael me avisa que vai esperar ali mesmo, vou e volto correndo com o papel em mãos e percebo q a rua está mais escura do q o antes, é mt dificil enxergar qualquer coisa, mas eu sei q rafael ta ali me esperando e grito por ele, nao tenho resposta. Vejo pouca coisa, mas consigo ver os veiculos q agora circulam completamente apagados, quase sou atropelado por uma moto. Atravesso e chamo rafael, ele fala q ta ali eu extendo a mão e ele me alcança. Ta mt escuro e quando chego perto vejo q ele ta completamente diferente, transtornado. Ele me puxa e mete uma faca na minha barriga.