Drömma

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Drömma Dreaming Logger — Coleção de Sonhos — Sonhário
/ gruszka

eu estava de bicicleta numa estação de metrô em algum lugar da europa com uma amiga, nós subíamos diversos lances de escada para chegar até um trem específico que nos levaria a outra cidade, aparentemente, mas ela não sabia o caminho exato ao trem. chegando na última escada, descobrimos que o caminho estava errado e que teríamos de descer tudo aquilo de novo. desci de bicicleta enquanto ela ia a pé. nos encontramos no primeiro piso e fomos abordadas por um guarda que me informava em francês sobre a multa que eu teria de pagar por estar andando de bicicleta dentro da estação. a multa era de 40 euros e eu respondia em alemão que não tinha esse dinheiro ali na hora. ele então me pedia para anotar um endereço para o qual a multa pudesse ser encaminhada, e eu me esforçava para lembrar mas nada vinha à mente.

sonhei depois que estava em uma prisão que era na verdade um grande alojamento dentro de um galpão afastado da cidade. todas as camas tinham uma divisória, mas não havia celas, grades ou qualquer outra coisa que separasse efetivamente os detentos ou que limitasse a mobilidade deles. ao lado ou acima de cada cama, na parede, havia um adesivo com a sentença de quem a ocupava. fiquei intrigada quando me deparei com a cama de um homem que havia sido condenado a 83 anos por ter matado alguém. a sua cama estava vazia, e ele, presumivelmente morto. a luz do por do sol irradiava por todos os cômodos, projetando tons alaranjados que contrastavam com as sombras. peguei a minha câmera e fiz vários retratos. um deles era minha prima, sentada na beira da sua cama, fumando um cigarro e olhando para longe.
/ gruszka

sonhei que morava em um beco com a minha mãe, mas tudo lá seguia a disposição do meu quarto normal. cheguei para dormir, e percebi que havia um outro morador de rua ocupando a minha cama, mas minha mãe não parecia se importar ou notar que eu estava apreensiva em estar ali. pedi para que ela guardasse algumas coisas que eram importantes para mim, e sai em busca de outro lugar para dormir. em uma rua qualquer, me deitei e esperei o sono. eis que então um amigo chega com uma coberta e pergunta se estou com frio. digo que sim, e ele se oferece para dormir comigo. passamos a noite abraçados nos esquentando.

em outro momento, estou em um colchão no chão do quarto da minha avó, e o irmão desse amigo está comigo. tomo conta dele pela tarde e pergunto se ele não gostaria de tirar algumas fotos, mas o meu celular acaba estragando no meio da sessão.
/ gruszka

o sonho de hoje foi uma continuação da noite passada, mas nele caminhávamos abraçados conversando pelo bairro de madrugada. você me fazia perguntas que eu não conseguia responder e eu sequer prestava atenção, a única coisa que importava era o conforto dos seus braços.
presságios e violência / gruszka

sonho I:
eu andava por shopping um pouco abandonado, as lojas já estavam todas fechadas. notei que havia um homem desconhecido me seguindo e não consigo lembrar detalhes de seu rosto. apertei o passo para conseguir sair dali, mas todos os corredores pareciam dar nas mesmas saídas fechadas. comecei a ficar angustiada com a situação, e me virei para encarar o homem. tirei uma arma de algum lugar e tentei descarregá-la na sua cara, mas não parecia surtir efeito algum. o homem continuava andando atrás de mim, sem me tocar ou sequer falar comigo. apenas andando de maneira ameaçadora. me virei de novo e comecei a socá-lo com todas as minhas forças, mas os socos saiam moles e eu me sentia impotente. acordei exausta depois de tanto tentar matá-lo.

nesse dia, voltando para casa, descobri que haviam atirado seis vezes no rosto de um homem no meio da rua, e que o local coincidia com o meu trajeto diário, pouco tempo antes de eu passar por ali.

sonho II:
nesse sonho eu jogava um grande vaso de flores contra o rosto de outro homem, deixando-o cego. lembro de estar contando do ocorrido para alguém e revivendo as cenas na minha memória. logo depois disso, estou andando por um barracão cheio de brinquedos antigos. cada corredor e cada estante é separada de acordo com os donos desses brinquedos. alguém me leva até a minha estante e eu vejo todas as minhas coleções de infância. me abaixo para relembrar das minhas bonecas e acabo sendo picada por uma aranha branca.

fazendo uma pausa no trabalho para fumar um cigarro, percebo que tem uma aranha subindo pelo meu braço.
/ gruszka

o sonho se passava numa sala completamente preta, como um ponto qualquer no espaço, onde a única fonte de luz era uma lâmpada amarela que pairava sobre a mesa onde eu e meu pai estávamos sentados. eu estava consciente de sua morte, e podia me ver mais velha. aquela era a primeira vez que nos falávamos após sua partida. eu comentava com saudades que com o passar dos anos, conseguia reconhecer em mim mesma alguns de seus traços físicos com mais clareza. ele se emocionava, pegava minhas mãos e enquanto tentava engolir o choro, dizia que não era só isso que tínhamos em comum.
nota paralela / gruszka

e hoje, logo após acordar, fiquei com uma palavra em russo que parecia não querer sair da cabeça:

Verb[edit]
увлека́ться • ‎(uvlekátʹsja) impf ‎(perfective увле́чься)

(reflexive) to take an interest in
infância tardia / gruszka

essa noite sonhei que gerenciava uma escola integral para crianças carentes. o espaço funcionava de tal maneira que, após as atividades curriculares obrigatórias, as crianças poderiam decidir entre ir para casa ou continuar lá. grande parte delas não tinha para onde ir, de qualquer forma, e entre elas, estava um homem de quarenta anos. alguns de meus amigos ajudavam a tocar o lugar, dando aulas de português, promovendo oficinas, etc. neste dia, a banda de amigos fez uma pequena apresentação para as crianças que tinham escolhido ficar (e entre elas, ainda, o homem de quarenta anos), e embora elas tenham parecido entusiasmadas com a ideia de assistir a um primeiro show, havia um garoto em especial que não parava de distrair os outros com vídeos (pornográficos) no seu celular.
sonho antigo não categorizado #3 / gruszka

eu andava por uma Curitiba dos anos 90, construida a partir de retalhos e memórias da minha infância. ninguém conseguia me ver, mas eu parecia estar vivendo um dia normal. me lembro das cabines vermelhas de telefone, e de pontos de ônibus com cobertura branca. a noite de andanças ia chegando ao fim e dando lugar a preocupação de que eu deveria estar de volta ao presente.
ego problems / gruszka

essa noite sonhei que todas as pessoas pelas quais já tive algum tipo de sentimento estavam reunidas em uma mesa de jantar gigante, posicionada estrategicamente no meio de um saguão vazio. elas conversavam e interagiam umas com as outras, mas não pareciam notar que eu as observava de longe.
sonho antigo não categorizado #2 / gruszka

entrava na minha escola antiga com uma amiga de madrugada, arrombávamos o portão com um alicate e íamos direto para a quadra fechada. lá, sentado sozinho nas arquibancadas, estava um garoto que tinha estudado comigo. ele perguntava o que estávamos fazendo ali, e nos oferecia LSD. dividimos um pedaço, e saimos dali. o sol já estava nascendo, e a praça osório ia se transformando num lamaçal. tentávamos nos agarrar a qualquer coisa, mas escorregávamos e afundávamos cada vez mais.
20.11 / gruszka

essa noite sonhei que tentava desesperadamente embarcar num avião sem rumo, mas chegando ao guichê da companhia, percebia que tinha esquecido meu passaporte em casa.
sonho antigo não categorizado #1 / gruszka

tinha sido convidada para uma festa que aconteceria numa casa de madeira de três andares, abandonada, próxima das ruínas do são francisco. chegando lá, percebi que todos estavam fantasiados, menos eu. entrei, cumprimentei brevemente alguns conhecidos, e subi para o último andar. lá havia uma passagem secreta para um cômodo anexo.

o sonho então corta e eu estou andando com mais duas amigas pelo largo da ordem. já é de manhã, e tem um casamento acontecendo na igreja do rosário, que logo é interrompido para dar lugar a um velório, o próximo evento do dia. os noivos e convidados então se dirigem para um carrinho que corta a cidade sobre trilhos, e a medida que a igreja vai se esvaziando, observo o caixão sendo carregado para dentro, por homens de terno que se misturam com os amigos e familiares dos noivos. saco minha câmera e tiro uma foto.

há então um outro corte, e agora estou num quarto com uma das minhas amigas. ela está deitada nua sobre a cama, e diversas maçãs espalhadas compõem o cenário. tiro outra foto.
/ gruszka

essa noite sonhei que meus amigos moravam todos em um porão com paredes vermelhas. cada cômodo era dividido por uma coluna de concreto que não chegava ao teto, mas era suficiente para garantir um pouco de privacidade. o lugar lembrava uma garagem, úmido e abafado.

exatamente no meio do espaço, havia um buraco no teto, de onde baratas de diversos tamanhos saíam. sugeri que jogássemos veneno lá e fechássemos o buraco, mas já era de madrugada e ninguém parecia tão incomodado quanto eu.
/ gruszka

sonhei que estava trabalhando de freelancer na produção de um filme no Rio Grande do Sul, lugar onde nunca estive. os acessórios e partes do cenário ficavam nesse galpão gigante, bastante industrial. resolvi tirar uma pausa para fumar um cigarro, e ao sair de lá, percebi uma trilha nos fundos da propriedade. essa trilha passava por um bosque muito parecido com um bosque que costumava visitar, e dava para uma casa de vidro. nessa casa de vidro morava um amigo. parei em frente às janelas e observei a família dele por um momento, eles estavam assistindo a uma partida de futebol entre o internacional e o grêmio, e bebendo chimarrão. pensei em entrar e chamar por ele, por um momento, mas hesitei e segui meu caminho.

chegando a cidade de novo, entrei numa loja de 1,99 e encontrei uma conhecida. ela me cumprimentou enquanto escolhia mamadeiras e chupetas. cumprimentei de volta e segui para o caixa de mãos vazias.
/ gruszka

tinha viajado com amigos para um evento em outra cidade e nos hospedamos em um hotel luxuoso. em determinado ponto do sonho, fui arrastada pelos braços por um homem de meia idade até seu quarto, onde ele me encheu de comprimidos. lembro de estar vestida de bailarina. cruzando o corredor, encontrei uma amiga que percebeu meu desconforto diante a presença do homem, e me convidou para ir com ela até a festa. chegando lá, decobrimos que um de nossos amigos havia morrido de forma inexplicável. pedi o celular dela emprestado e liguei para o número dele. eu aparentava saber o que estava fazendo. após alguns segundos, ele atendeu, mas sua voz estava diferente. ele estava triste e inconformado por ter morrido, e eu estava orgulhosa e aliviada por conseguir falar com os mortos.
/ gruszka

sonhei que ganhava muito dinheiro.
vazio / gruszka

sonhei que ganhava de presente uma moldura vazia.
tempestade / gruszka

você morava de favor em uma casa que pertencia a minha mãe. deitamos os dois de uniforme porque teríamos aula no dia seguinte. minha cama era o único móvel do quarto e ficava posicionada perfeitamente ao centro, de modo que ao deitarmos com a cabeça para os fundos do quarto, podíamos observar as janelas sem cortina. chovia muito e você estava com medo. numa tentativa de te confortar, te abracei e passamos o resto da noite observando as sombras da rua projetadas no teto.
enchente / gruszka

o sonho se passava em um apartamento minúsculo e opressivo, que pertencia a um homem ao qual não conheço. embora fizesse muito frio, ele vestia um par de shorts e chinelos de dedo, e parecia ter pressa de ir a algum lugar.

a casa ia aos poucos se enchendo de água, ao passo que ele se tornava cada vez mais impaciente. eu disse a ele que gostaria de tomar banho antes de sair, e segui para o banheiro. tirei minhas roupas e comecei a me lavar com a água da enchente. quando terminei, ele já não estava mais em casa. ao invés disso, ele havia dado lugar a uma velha corcunda de cabelos brancos que dizia que se eu quisesse alcançá-lo, precisaria correr.

a água continuava subindo. fui até a janela e, da rua, ele acenava para mim enquanto dizia para eu pular. me despedi dele e desci pelas escadas.
os velhos mortos / gruszka

sonhei que corria por um túnel de lona amarela ao lado de diversas outras crianças órfãs em trajes de banho. eu carregava um saco de pães de forma. o túnel desembocava em um cemitério, que era também um labirinto. todas as lápides eram feitas de cubas, vasos sanitários e banheiras quebradas. o labirinto seguia por aproximadamente três quilômetros e a cada mil metros havia um guarda que nos explicava em alemão que deveríamos manter a calma e não correr.

toda a situação se aproximava de uma visita guiada ao museu, de excursões de escola e viagens que nunca fiz a parques aquáticos. ao final do cemitério, estaria, supostamente, o nosso lar.
CASA / gruszka

CASAsonhei que tinha 4 irmãos, todos com suas vidas encaminhadas, e que minha mãe havia nos abandonado quando éramos crianças. nós vivíamos com meu pai, um quadrinista numa cadeira de rodas.

em certo ponto no sonho, ele comprou uma casa para morar comigo e com meu irmão mais novo, que não aparecia, mas eu tinha consciência da sua existência. a casa era uma herança do século XVIII, pé direito alto, grandes janelas, adornos nas portas e no teto. os móveis originais ainda estavam lá, móveis de madeira maciça, talheres e louças de porcelana com contorno dourado. a pintura da casa também era original, embora já estivesse descascada.

como a casa estava caindo aos pedaços, vivia uma equipe de reformas conosco e a restauração demoraria cerca de seis meses (estimativa leiga). a casa toda tinha um cheiro muito forte de mofo e apesar das janelas grandes, faltava luz.

quanto mais eu andava por lá, mais estranho e assustador tudo parecia. o único cômodo que me lembro com nitidez era esse salão gigante, desenhado em cima.

era um salão de mármore feito de vestiário, aparentemente. à esquerda e direita, um bloco de mármore com várias cubas de pia. no meio, outro bloco de mármore que servia para sustentar vários divãs de couro branco.