Drömma

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Drömma Dreaming Logger — Coleção de Sonhos — Sonhário
Seita / Lua

Sonhei que saia de um shopping pela rua de trás e como eu não estava habituada com aquele caminho, acabava me perdendo. Um homem muito estranho aparecia e dizia que se eu cortasse caminho pela casa que estava mais a frente, eu sairia na rua principal.
Eu o segui e então subimos uma escada muito velha que estava na calçada e dava direto na entrada da casa. O homem desapareceu e eu fiquei sozinha tentando achar a saída daquela casa sinistra.

Andei pelos corredores e então avistei um grupo de homens reunidos em volta de alguma coisa no escuro, me assustei mas logo percebi que eles estavam imóveis como bonecos. Todos tinham expressões fortes no rosto e usavam túnicas. Cheguei mais perto e vi que estavam em volta de mulheres nuas, que pelas expressões pareciam assustadas.

A situação era muito perturbadora e eu corri tentando achar a saída, mas as mulheres que estavam ali "despertaram" e foram atrás de mim, elas me puxaram e me levaram pra frente dos homens, (que também haviam despertado) tiraram minha roupa, me colocaram de joelhos no chão e acorrentaram meus pulsos e tornozelos.

O homem mais importante falou pra eu ficar mexendo a língua fora da boca que ele a ia cortar com uma faca pequena e fina que estava segurando. Eu obedeci mas estava apavorada imaginando a dor que sentiria e como seria viver sem língua, mas me coloquei pra pensar em como aquela situação era improvável, então me dei conta de que era apenas um sonho ruim e me tirei de lá pra acordar.
Espectatorialidade / Lua

Sonhei com a descoberta de uma magia rara e muito poderosa, provavelmente porque o Diogo me explicou sobre a palavra "Espectatorialidade" ontem e eu a achei parecida com um feitiço de filme.
M no aeroporto / Lua

Sonhei que acompanhava M até o aeroporto de Guarulhos para ela ir embora porque estava se sentindo triste, e mesmo eu não a conhecendo direito achei que seria válido não a deixar sozinha.

Estávamos no terminal 3 e ela tinha que ir para o 2 por ser um voo nacional e quando ela ia se despedir, me olhou com os olhos cheios de lágrimas e me abraçou. Passei as mãos nos cabelos dela e pensei em como aquilo soava familiar.
Eu tirei alguns fios de seus cabelos que estavam grudados em suas bochechas por conta das lágrimas, eles eram lisos e grossos.

Ela parecia muito indefesa e eu quase pedi para ficar comigo em casa por um tempo. No começo do sonho, eu tinha a sensação de que ela estava triste por simplesmente não querer ir embora, depois, a sensação que ficou, era que de ela tinha se apegado a mim naquele momento e não queria me deixar.

Ela me abraçava forte e agradecia o cuidado enquanto chorava baixinho.
Mansão assombrada / Lua

Sonhei que estava numa mansão antiga e acabava indo parar no subsolo, que era cheio de cômodos bem grandes. As paredes eram de pedra, haviam correntes e grades por todos os lados e até uma espécie de córrego que passava entre as salas pelo chão.
Era de madrugada e eu via estátuas de guerreiros criando vida e tentando me acertar com espadas, mas eu mergulhava no córrego e passava por debaixo de uma grade pra fugir pra outra sala.
Nessa outra sala, eu encontrava um pacotinho de lentes verdes e uma vasilha de soro do lado. Era uma lente bem grossa, eu molhava ela no soro e colocava no olho direito. Quando me olhava no espelho, via que eu já usava uma outra lente no olho esquerdo, mas era da cor dos meus olhos. Eu a tirava e percebia que usei lentes a vida toda sem saber, mas também não colocava a lente verde nesse olho.

Indo pra outra sala, eu via algumas aparições bem sinistras e tentava desviar ao máximo a atenção delas, até chegar em um corredor com muitas portas grandes e pesadas. Uma porta se abriu lentamente e quando eu entrei, não conseguia mais sair. Apareceu um homem e uma mulher, nus e chorando. O homem devia ter uns 60 anos e a mulher uns 30. Era como se essa mansão abrigasse os espíritos de pessoas ruins ou das que sofreram algum abuso aí.

Eu subia em cima da mesa desesperada pra tentar fugir do homem que vinha em minha direção, mas ele agarrava minhas pernas, dizia que ia me estuprar e fazer várias outras coisas bem nojentas. Eu me pendurava em correntes que estavam no teto e tentava ir pra longe dele, mas a mulher me segurava e começava a me bater com uma corrente de ferro. Ela tinha olhos verdes e uma maquiagem preta borrada por conta das lágrimas. Eu pedia que ela parasse de me bater, dizia algumas coisas sobre feminismo que a tocavam e então ela parava de chorar e me deixava ir embora em paz.
Unusual affection / Lua

Sonhei que estava passando por uma rua e de longe avistava S. Quando eu chegava perto, S me cumprimentava e eu ficava muito contente com isso, ao mesmo tempo que parecia que algo pesado tinha saído de minhas costas.
Acabamos firmando uma amizade cheia de afeto e proteção quase que no mesmo instante.
Sentamos em uma arquibancada pra observar umas máquinas operando e S fazia carinho em mim enquanto eu perguntava preocupada se S estava com fome, então abrimos um pacote de Doritos pra comer.
Uma das máquinas pegou S com um gancho e levou pra dentro das coisas que estavam construindo, que logo percebi que era tipo um jogo de tabuleiro gigante. Isso me deixava muito perturbada e me fazia ir correndo tentar salvar S.
Quando conseguimos nos encontrar de novo, ganhei abraços. S pegou em minha mão enquanto tentávamos achar o caminho da saída. L
Amora Alienígena / Lua

Amora Alienígena3. Sonhei que meu pé de amor estava grande e cheio de frutos maduros pra comer, eu ficava muito feliz e comia duas amoras, pegava uma bem grande e bonita pra dar pra alguém mas via que essa amora era meio diferente. Algumas bolinhas da fruta estavam dentro de uma outra bolinha transparente, como se fosse uma camada protetora.

Ela era maior do que as outras e eu a achava meio alienígena.
Meia-calça / Lua

2. Sonhei que estava andando pela 25 de março procurando meia-calça pra comprar.
Eu acabava entrando em ruas que eu nunca havia visto antes, que eram mais chiques e pareciam ser em outro país. Olhando as vitrines, eu via uma meia azul e outra vermelha que me interessavam muito. Custavam R$16 cada, então as comprei.

Mais adiante na rua, eu entrava em uma loja que vendia uma preta por R$40 e acabava discutindo com a vendedora porque ela estava atrasando minha ida pra Suíça.
Trust / Lua

1. Cheguei em casa hoje e resolvi dormir mais um pouco porque ainda era meio cedo. Quando peguei no sono, a situação que acontecia no sonho era igual a realidade: eu dormindo no meu quarto.

Minha mãe entrava e me acordava pra perguntar o que significava uma palavra em inglês que ela tinha visto no celular dela, me mostrava e eu conseguia ler “trusts”. Eu dizia pra ela que significava “confiar”, que tem “s” no final porque está em 3ª pessoa e exemplificava dizendo “She trusts you = Ela confia em você”. Minha mãe ficava confusa e dizia que nunca tinha visto essa palavra na vida dela, dizia que estava errado e se eu tinha certeza de que era isso mesmo chegando a perguntar se eu não estava inventando. Eu afirmava pra ela que era isso mesmo e não tinha como eu inventar, mas ela seguia desacreditando e tirando um leve sarro de mim.

Eu ficava nervosa com a situação porque estava com muito sono e ela seguia teimando na existência e significado da palavra, então resolvia pegar meu laptop e escrever a palavra no Google pra ela ver que eu não estava mentindo.
Ao acessar o site, tentava escrever a palavra no campo de busca mas não conseguia acertar. Sabia como se escrevia, mas na hora de digitar eu simplesmente errava todas as vezes. Eu digitava thrusts, truht, schuts, trut, turts e thrusts de novo, o que fazia ela ficar rindo de mim falando que eu inventei e isso me deixava extremamente frustrada a ponto deu perceber que estava sonhando.

No momento em que vi que era um sonho, eu disse a ela que estava escrevendo errado porque estava com muito sono, então finalmente digitava certo e ligava o áudio de um tradutor pra ela ouvir a pronúncia da palavra. Saiu do quarto e eu resolvi acordar porque esse sonho tinha sido muito chato.
The lost child & the forgotten mannequins / Lua

Sonhei que estava saindo de uma festa com algumas pessoas e passando pela rua eu via uma mulher tentando se comunicar com uma criança que estava presa sozinha dentro de um carro pequeno (um Celta ou um Ford Ka modelo antigo) e verde claro. A porta estava meio aberta mas a menina não conseguia passar pela fresta. Quando eu me aproximei, vi que a menina murchou a barriga um pouco e passou tranquilamente pela fresta - que era minúscula - da porta do carro.
Peguei a menina no colo e perguntei sobre sua mãe, seu pai e se ela sabia onde eles moravam, ela me contou os nomes e disse que moravam em Camprebleh ou algo assim.

Chamei as meninas que estavam comigo e entrei no carro verde pra levar a criança de volta pros pais.
Tentanto sair de lá, eu levava o carro até um poste branco que tinha vários manequins beges quebrados e largados em volta, mas não conseguia engatar a ré e acabava batendo no poste.

Eu nem ligava que batia o carro porque estava meio deslumbrada com os manequins já de olho em quais eu ia levar, mas pensava "vou levar a criança primeiro e depois eu volto pra pegar".

Conseguia sair de lá e após dirigir por 1min, parava perto de outro poste com manequins mais inteiros em volta, só que dessa vez pretos.

Eu pensava "Caraca, o Dimi não vai acreditar no que eu encontrei", dizia que era meu dia de sorte e falava pras pessoas no carro "Opa mulherada, achei minha mina de ouro! Esse sonho vai ter nome de banda ou filme, só pra ficar maneiro."

Acordei e vi as pernas da beautiful Doris ao meu lado.
Dirigível / Lua

DirigívelSonhei que havia mudado pra uma casa no interior com a minha família e ficava super feliz por ter finalmente saído de São Paulo. As residências dos vizinhos eram um pouco afastadas umas das outras e os terrenos eram bem planos.
Pela janela do meu quarto, eu via flutuando no céu nublado um dirigível imenso que cobria o bairro todo com um guindaste acoplado embaixo. Dava pra ver que era algo muito importante, porque flutuando próximo a ele, havia uma nave preta que era base do governo, forças especiais ou algo assim.

Observando o dirigível, eu avistava uma corda pendurada nele e ficava imaginando como seria me enforcar lá. Apesar dele estar um pouco distante e absurdamente alto comparado a janela do meu quarto, a corda aparecia em minhas mãos. Eu achava legal estar segurando ela e começava a balançar bem forte pra ver se conseguia fazer o dirigível mexer. Eu sabia que isso daria problema, mas mesmo assim continuava balançando. Estava tudo muito divertido até que eu ouvi um barulho de vento, como o do ar que sai de uma bexiga, só que bem mais alto.
Nessa hora eu congelei e pensei "puta merda, não acredito que eu estourei o dirigível... Mas não vão saber que fui eu porque pode ter sido qualquer um já que ele cobre todo o bairro."
Eu descia correndo pelas escadas pra sair de casa e ver melhor o dirigível murchando. A vizinhança toda já estava na rua em desespero e a base flutuante preta deixava seu posto, o que também era meio preocupante. Eu via a corda dele mais uma vez e a pegava, puxando-o pra mim enquanto o mesmo caia.
Quanto mais perto de mim, menor o dirigível ficava, até que consegui pegá-lo com as próprias mãos e dobrá-lo ao meio como um pedaço de lona qualquer.

Um carro chegava e dele desciam os homens importantes que estavam na base preta flutuante. Ao se aproximarem de mim, eu via que eles eram personagens do desenho dos Simpsons.

Acordei.
Bomba Kodak / Lua

Sonhei que arrumava um emprego e no meu primeiro dia encontrava uma bomba disfarçada de câmera descartável da Kodak. Em desespero, falava pra todo mundo sair de lá enquanto eu e um cara tentávamos jogar a bomba por cima de uma grade pra cair e explodir no terreno vizinho. Os braços ou a bomba pareciam muito mais pesados do que realmente eram e demoramos um pouco pra conseguir nos livramos dela. Ao cair no terreno, explodiu e ficamos todos bem.
Polvo Carente / Lua

Sonhei que estava em uma praia —sempre a mesma que minha cabeça criou para sediar sonhos litorâneos— o clima estava nublado e haviam algumas pessoas se banhando na parte rasa do mar, que estava agitado com a água bem mexida, quase barrosa.

Eu entrava na água e sentava em um banquinho, avistava minha irmã e falava pra ela tomar cuidado com as ondas. No mesmo momento, uma onda de tamanho médio se formava na frente dela, fazendo-a mergulhar por baixo dela. Quando a onda passou por mim, eu pude ver várias conchas e pedaços de corais boiando. Via, também, uma concha grande, cor de rosa e muito bonita. Quando a onda recuou, fazendo com que o nível de água da beira do mar baixasse, eu vi na areia muitas outras conchas do mesmo estilo. Me aproximei para pegar uma mas logo as perdi de vista.

Boiando em minha frente, apareceu um pedaço de tentáculo de polvo —com uns 20cm de diâmetro, dava pra ver que era de um polvo grande— cor de rosa, assim como as conchas. Fui até minha irmã, que estava mais pro fundo e senti outro pedaço de tentáculo batendo em meu braço. Olhamos pra trás e vimos que mais à direita havia um polvo grande e morto boiando de ponta cabeça, mas ele era acinzentado com nuances verdes e azuis.

Nos viramos para frente e fomos surpreendidas por uma onda enorme sendo formada e vi que atrás dela havia um outro polvo, mas dessa vez, estava vivo e era absurdamente grande, com mais de 10 metros. Ele tinha a mesma cor rosa linda e atrativa das conchas e também dos pedaços de tentáculos que boiavam soltos. Se não mergulhássemos por debaixo da onda, ela arrebentaria em cima de nós e, se mergulhássemos, daríamos de cara com o polvo.

Sem muito tempo para pensar no que fazer, mergulhamos, e então pude ver o grande polvo se esticando dentro da água, que estava mais cristalina. Ele tentava agarrar nossas pernas e nós nos esforçávamos para nadar pra longe dele —sem muito sucesso, porque parecia que mal nos movíamos—. Ele agarrou as pernas da minha irmã e então eu a segurei pelo braço e a puxei o máximo que pude. O polvo acabava indo cada vez mais para o raso e isso facilitou eu a soltar de uma vez.

Nós duas saímos da água e ficamos na areia observando o polvo, que parecia triste ao me olhar. Segundos depois, eu recebi uma mensagem no celular vinda de uma pessoa querida.
"O que nós somos?" aparecia no visor e eu pensava comigo mesma a resposta, mas sem enviar: "Você disse que nada.".

Voltava a olhar o polvo me sentindo sozinha.