Drömma

aisling . dream . rêve . sogno . sonho . sueño . traum . śnić
Drömma Dreaming Logger — Coleção de Sonhos — Sonhário
rojava / cauli

Eu estava num lago no meio do mar bebendo água doce
O nome do lago era de uma das irmãs mitológicas, a unica que tinha de dado mal
Do nome dela derivava nome de vagina, Pussiana algo assim
Tinha formato ou decoracao de concha
E o gosto da água era bom
Eu tava vivendo num mundo pos apocalíptico fazia um tempo
Conversei e passei por muitos perigos ate chegar ali naquele lago, seguro novamente
Voei rasante fora do aviao monomotor, pintado com as cores da África do Sul, sobre a devastada e vazia cidade de Rojava. Algo perigoso pois ainda existiam algumas luzes de tiro acendendo esporadicamente pela cidade. Mas eu confiava no dono do avião (que nao pilotava) e estava comigo do lado de fora contando suas histórias de voos perigosos sobre os postes de luz e lajes do segundo andar dos prédios azuis do bairro afastado daquela cidade
"Eu já voei sobre uma floresta de pinus que eu aluguei" dizia ele com seu bigode grosso e cabelo ralo que balançava com rajadas de vento
Eu desci do avião no bairro podre com alguém que devia ser minha da família ou clone de mim mesmo. Eu sabia que estava sozinho, mas ter alguém artificial para conviver era necessário para sobreviver naquele ambiente hostil e com tão pouca gente. Eu nem queria compania, era perigoso demais. Muito risco, eu era experiente para isso.
E no topo do morro, deitado em guarda no meio da rua estava ele. Um pastor alemão de olhos vermelhos me (nos?) fitava
Meu clone de preparava para lutar, mas eu sabia
Eu sabia que ele nos tinha como amigo
Cães eram raros e inteligentes. Mudei de ideia. Ele não tinha nome ou não me lembro agora o nome dele, mas você não sabe o quão importante ele era para mim
Mas um cachorro não precisa de nome quando é o único cão que você vê em uma década ou duas.
Ela
Pera, era fêmea
E quando teve seu filhote parece que saiu de mim
Mais uma pessoa no meu mundo de devastação e caos, quando eu começava a juntar todos os trapos e tudo parecia começar a voltar ao normal
Depois disso lembro de flashes da fonte e outras pequenas memórias e acordei
fui pro egito / cauli

Chegamos ao Egito, com pessoas conhecidas, algumas mais e outras menos queridas. O visual era bonito no início, umas vista de cima no deserto, com um carro tipo Jeep levando a gente.

Dava pra sentir o calor quando a gente saiu das montanhas de areia e chegamos em um vilarejo. Íamos em dois carros, e o nosso foi o primeiro a ver as casinhas.

Entramos na cidade devagar, a estrada era feita de pedras grandes e areia, e a arquitetura era rústica e me lembrava um pouco arquitetura colonial brasileira como de Ouro Preto, só que um pouco mais corroído pela areia.

Andamos mais um pouco e decidiram que a casa que íamos ficar era um lá na frente, à esquerda. O calor estava forte. Outros 2 carros entraram na frente e desceram para uma garagem, e o nosso ficou em cima, em uma rampa logo antes da porta.

Entramos na casa, e nem cheguei a ver o dono dela. Sei que a casa era impressionante, mas só fiquei em uma espécie de jardim de inverno que dava para um "outro lado" exterior. Lembro de ter ficado "na sombra" e sentir frio, e quando eu ia para o lado externo, sentia um calor de 45 graus. Eu pensei: Sempre soube que no deserto era quente, e de noite era frio, mas não sabia que a diferença era tão grande. Algumas pessoas que estavam comigo notaram a mesma coisa, outras não se importaram tanto.

Percebi então que o lado de fora tinha grama, e umas montanhas lindas. Resolvi que tinha que tirar uma foto daquilo para minha mãe. Então eu saí e fui caminhando e subindo uma pequena montanha. Todas as montanhas ao redor tinham topos bem arredondados. Num vale atrás de mim tinha uma pequena casinha que parecia ser uma igreja, em uma profundidade bem incrível, mas eu queria tirar foto das casas ao longe, no topo da montanha. Eu já não sabia pra onde o deserto tinha ido, acho que era uma casa bem na transição entre deserto e grama do Condado dos Hobbits.

Enquanto eu tentava tirar foto, veio um border collie como a Sofia de longe me atrapalhar/brincar comigo (branco/cinza e olhos estranhos claros). Aí vieram mais 2. Não consegui tirar a foto.

Sei que eu estava com alguém que eu amava lá, não lembro quem. Ela estava mais pra frente, voltou. Tirei umas fotos de uma quadra de futebol que tinha ali do lado, com uns chinelos estilo havaianas no canto da quadra. Pensei "nossa, a gente acha que é tudo diferente, mas isso parece muito com o Brasil"
Eu era um ponto de consciência / cauli

E finalmente estava naquele lugar sobre onde o meu irmão C tinha me contado.
No início eu tinha achado a ideia absurda, afinal o normal era ser um 'construtor'.

Um 'construtor' era o que eu era por muito tempo, algo me dava instruções, por pensamento, e então um bloco de matéria saía de mim. Algo como no Grande Colisor de Hádrons, quando as coisas se chocam, mas sem a agressividade. Algo meio quântico. Algo meio uma enzima que replica DNA. Só que com uma espécie de consciência, nesse ambiente todo branco e sem forma definida. As coisas tinham lógica. Alguém pensava algo, em uma ordem determinada, e daquilo (mim?) saía um próton, uma átomo, uma molécula, não sei qual o tamanho das coisas, ou o motivo daquilo. Só sei que o meu irmão, naquele lugar mas sem presença física, me falou desse universo que ele viu. Porque ali, na área de construção, era só trabalho feliz e eterno, era o que eu fazia, o meu motivo de existir era construir. Mas eu não entendi direito o que ele queria dizer, me parecia impossível um outro lugar tão diferente.

Eventualmente, então, pasmo, me peguei naquele lugar que meu irmão tinha me contado e não acreditei na vastidão e na beleza daquele lugar. Era como se voássemos quase que livremente em uma órbita rasa sobre um 'planeta', que não era um planeta de matéria comum, tinha uma cor alaranjada quente muito atraente. Era como uma colméia esférica gigante. Tinha vida própria. Existia um som, um zunido constante vindo do longe, mas eu não prestei atenção nisso, afinal agora eu tinha tridimensionalidade. Do outro lado, apenas uma imensidão preta, um vazio como um céu não estrelado. Eu não tinha exatamente tridimensionalidade, afinal eu e ele éramos dois pequenos halos de luz que podíamos nos mover livremente e nos comunicar 'telepaticamente'. Existia uma sensação parecida com a do outro ambiente, uma sensação de felicidade constante, de imensidão e de destino. Mas agora eu tinha como me mover.

Então eu explorei um pouco, olhei para todos os lados daquela pequena órbita, vi algumas coisas que não lembro, e então meu irmão me chamou (não pelo nome, eu não tinha nome), apontou (sem braços!) para o infinito preto e disse: "É de lá que você veio!".
visita / cauli

Eu estava na casa de algum gringo muito rico, e tinha muita gente lá também. O motivo da visita era ele mostrar todos os artefatos que colecionou do mundo inteiro, porque ele era muito rico.

A premissa do sonho era ridícula, mas a arquitetura do lugar era incrível. Tinha um ar contemporâneo muito agradável, verdadeira arquitetura de interiores de qualidade. Estávamos em um mezanino, e tudo tinha uma cor alaranjada/amadeirada, com luzes quentes, piso em madeira bronzeada, e estruturas metálicas pretas. Eu estava interessado numa cabeça esculpida de madeira, do tamanho que dava pra um adulto abraçar. Parecia Maori, indígena de uma qualidade mágica.
motivação / cauli

O céu tinha uma cor de raiar do dia, lilás
mais pra azulado que vermelho.
Tinha uma Lua branca, grande.
Os paralelepípedos no chão eram detalhados.

Eu estava perto da casa da vó e sentia falta dela (P)

Eu não conseguia andar por sentir falta dela
sentimento que escondo de mim mesmo,
mas agora consumia toda a minha alma

Eu tentava, juro que tentava andar e não conseguia
subir a rua que subi tantas vezes
e parecia tão fácil
mas o problema não era ela
nem a rua
era eu que sentia falta dela
e meus movimentos travavam
ensopados de tristeza
e do vazio que sobrou na minha alma

Não consegui subir aquela rua
que eu já tinha subido tantas vezes
com tanta velocidade apesar do esforço
e agora que ela se foi de vez
levou com ela essa parte de mim
que atravessava qualquer esforço fingindo não ser nada
porque agora meu esforço todo é fingir que não sinto falta dela


Autoanálise:

Nem sei por que ainda sonho com Cornélio
Parece que todos os meus sonhos lá são mais
viscerais, talvez por ter passado minha juventude lá

Esse sonho também explica minha extrema dificuldade
em trabalhar depois do término, que só agora
está curando. Sinto que esse sonho vai ser fundamental para
curar de uma vez.
de novo com ela / cauli

nos colocaram um castigo na gente
a gente voltou no tempo
e viveríamos juntos em outro lugar
por um tempo novamente

a gente convivia de longe e a desculpa era que pra ela o tempo passava tão devagar
castigo tão grande ter que ver aquela gente e ouvir aquela müsica que a gente já viveu
ela se sentava encolhida no chão, moletom inteiro cinza usando o capuz, com a cabeça entre os joelhos e olhar para o nada
"você sabe que pra mim o tempo passa tão devagar"
relembrei as coisas que a gente fez juntos e que faria
fiz um desenho dela de corpo inteiro com todos todos os detalhes porque o tempo tinha parado
e resolvi fugir também pro andar de baixo
fingir que me interessava por outras
me apaixonei por outras
me distrai
e eu voltava e ela estava lá
"você sabe que pra mim o tempo passa tão devagar"
cabeça entre os joelhos
olhar para o nada

você tá com a mesma roupinha, eu vi
o mesmo jeitinho de antes
o mesmo nariz
o mesmo cabelo
eu nao suporto te ver -- e desabei a chorar
(no sonho, de novo por ela,
e acordei marejado
e de novo choro ao relembrar
desse castigo de sonho)

Pra ir te ver / cauli

Pra ir te ver06/02/2017 - Retirado de conversa privada

+ sonhei que eu tava viajando muitos km pra te ver
+ mas ao mesmo tempo era tipo um jogo de terror que eu tinha que enfrentar monstros terriveis durante a viagem
+ nao sei nem descrever eles direito de tao grotescos
+ primeiro eu ia de bike mas nao fui pq nao tinha luzinha pra bike. Passei nas americanas com o tainan e a gente nao achou pra comprar. Ai a gente foi em carros separados
+ ai passava por uma cidade na viagem e tinha que matar os monstros
+ dx eu tentar descrever
+ eles eram meio colossais. Um deles era tipo uma escultura da face de um tipo de deusa/demonio num paredão/buracão e eu tava dentro desse buraco
+ ai essa deusa despertou e soltou tipo um golem que veio correndo atras de mim pra me matar
+ esse golem vendo de perto tinha o rosto de uma mulher tb
+ e tinha tipo 3 metros
+ eu tive que pular em cima do golem, pular na lateral do paredão
+ e aí lá em cima eu tive que ganhar uma partida de poker trapaceando da deusa pra passar
+ eu tinha que ir até a mão dela e trocar umas cartas
+ enquanto isso eu postava umas selfies toscas no instagram bem felizinho, e nao tinha te avisado direito que eu já tava indo. Eu tava muito feliz que ia te ver
+ e olha que eu tava atravessando o inferno
Resistência / cauli

08/02/2017 - Retirado de conversa privada

+ eu era um dos líderes de uma resistência contra um governo do futuro bem 1984
+ esse governo valorizava produtividade, competitividade feroz, felicidade, tipo um socialismo de estado so que capitalista
+ todas as pessoas do meu grupo de resistência vivíamos num lugar subterrâneo, dentro de uma van branca
+ era gigantesco, mas era tudo dentro de uma van porque era nosso esconderijo e as coisas podiam encolher
+ mas as coisas estavam feias pra gente
+ pela primeira vez em bastante tempo eu tive que pegar em armas e sair do esconderijo
+ era uma arma de cor branca que tinha dois modos de tiro: veneno e tiro, mas só o veneno tava funcionando direito
+ eu saí da van e eu tava no topo da cidade, numa construção bem alta
+ então fiquei furtivamente olhando la de cima pra ver se alguém se aproximava do esconderijo
+ e tava um caos total
+ eu via agentes andando por todos os lados atirando nos cidadãos a esmo
+ eles tentavam manter o controle mais pro centro da cidade
+ então de repente eu escuto passos e entro na van
+ aí vem um dos lideres deles, todo vestido de preto e com capangas (meio tipo hitler poderoso assim)
+ e eu desesperado ligo a van e começo a dirigir ela pra baixo do prédio
+ ninguém esperava ter que dirigir aquela van
+ mas eu fiz, no desespero pra fugir
+ era tipo o topo de um estacionamento e descia quase que em círculos
+ e eu consegui escapar deles
+ mas ai eu tava naquela zona de guerra dirigindo uma van
+ com centenas de pessoas da resistência dentro
+ eu não conseguia esconder a van de maneira segura em nenhum lugar
+ eu resolvi ir para um posto de trabalho começar a trabalhar com a van guardada no bolso
+ eu encolhi ela e consegui um emprego num posto de trabalho
+ esse posto de trabalho era um lugar onde um grupo de pessoas de 20 a 50 pessoas ficavam o dia inteiro seguindo instruções e fingindo ser feliz enquanto trabalhavam
+ eu não lembro exatamente o que eu devia fazer no meu, mas tinha posto de trabalho de lavadeira, por exemplo
+ o meu era relativamente tranquilo
+ mas eu tava mais preocupado em esconder a van encolhida em algum encanamento difícil de achar
+ (as paredes eram fodas descascadas, tinha umas tvs, o lugar era aberto pra rua, parecia uma borracharia, e tinha vários encanamentos expostos na altura da cabeça, e a galera escondia coisas tipo sabonete ali)
+ eu consegui o emprego pq o supervisor do posto era simpatizante da causa rebelde e eu confiava nele
+ Aí veio a inspetora de trabalho
+ eu sabia que se ela me encontrasse ou soubesse quem eu era ela ia me torturar pra descobrir onde tava a van pra matar todo mundo
+ entao nada estava fora das possibilidades, fugir de novo ou assassinar ela
+ ela entrou no posto de trabalho com uma prancheta e foi olhando um por um
+ - Ainda bem que nao tem ninguém de preto hoje né Hahahaha
+ (eu tava inteiro de preto mas ela nao tinha me visto)
+ (tava todo mundo de pé ansioso com a inspeção)
+ Ela me viu, por último na ordem de pessoas
+ - Você é novo, vamos ter umas palavrinhas?
+ eu: Vamos
+ Eu saí do posto de trabalho e ia entrar na sala de interrogatorio dela
+ mas saí correndo, e vi que nao ia funcionar, aí parei de correr numa mesa e peguei uma caneta BIC e disse que "Corri porque precisava de uma caneta hehe"
+ E ela acreditou
+ "Mas precisamos trabalhar essas suas reações"
+ Ai a gente sentou na salinha
+ e ela comecou a me interrogar
+ pra me "conhecer"
+ - Faz quanto tempo que você trabalha aqui?
+ - Comecei hoje
+ - Quanto você ganha
+ (tentei enrolar)
+ - É uma pergunta simples quanto você ganha??
+ - Ahmmm... 3000? (eu nao tinha a menor ideia se isso era muito ou pouco naquele universo, eu queria chutar um numero bem baixo tipo um salario minimo mas nao consegui)
+ - Você ganha esse salário alto porque é amigo do supervisor???
+ - Sim...
+ (ela tava prestes a me punir e punir o supervisor quando eu comecei a falar coisas que a sociedade gosta, que justificariam a corrupção com a minha personalidade)
+ - Mas eu fiz isso pra sustentar minha família, e acho que se eu consegui um bom salário aqui significa algo bom sobre mim, só os melhores sobrevivem, imagina quando eu trabalhar em uma empresa grande, eu sempre vou estar entre os mais importantes, minha mãe é lavadeira no setor 3
+ (Aí o sorriso dela abriu pq lembra era uma sociedade extremamente capitalista que valorizava competitividade a qualquer custo)
+ Aí o sonho acabou por aí, mas eu lembro que sentia minha barriga pulsar no sonho de tao nervoso que eu tava
nova brasília / cauli

nova brasília- Sonhei que eu tava em Brasília
- mas era tipo um pântano turístico assim
- as atrações arquitetônicas ficavam numas plataformas de pedra na altura da água
- e eram meio barrocas assim
- tipo, não era niemeyer
- a plataforma de pedra tinha musgos e era molhada
- e aí na plataforma principal tinha igreja, prédios oficiais do governo, e até um galinheiro
- lembro que tinha turistas e uma veio conversar comigo
- Ela: "Eu senti que você sabe disso"
- Ela: "Onde fica (tal coisa das galinhas) que vi no livro da (tal livro de história da arte)?"
- Eu: "Ahh o livro (tal) já li, mas não conheço (tal coisa)"
- Aí a senhora turista fez cara de desapontada como se eu tivesse desmerecendo a mediunidade dela
- Eu: "Mas ali tem um galinheiro olha (a coisa que ela procurava tava relacionada a um galinheiro)"
- E qnd eu olhei pro galinheiro resolvi ir pra lá pq vi atrás um grupo de turistas numa balsa primitiva
- Tinha um guia que manejava a balsa e ele disse que ela ia dar uma volta pelo "litoral" que parecia ser uma pequena praia ali, atravessando aquele mangue estranho
- (detalhe: eu tava num dos cantos do mundo)
- (tinha um paredao onde acabava a cidade do meu lado)
- aí eu caí na agua
- e a balsa continuou
- mas deu tudo certo pq tinha uns bancos de areia e de pedra
- e eu me safei
- só sei que agora eu tava no meio da cidade onde moravam as pessoas MESMO
- tinha um pouco de vibe de favela, com as coisas meio improvisadas em lona azul e amarela e vermelha
- corredores estranhos, chão rústico
- mas agora tava começando a escurecer
- e as pessoas entraram em suas casas bem rápido
- eu era o único humano nas ruas daquele lugar
- porque tinha muitos bichos exóticos no chão e eles comiam qualquer coisa
- primeiro eu fiquei com medo de pisar nos siris
- porque tinha siri por todo lado
- siris pequenos e daí uns caranguejões grandes
- mas aí me assustei ainda mais quando vi umas formigas comendo um caranguejão
- eram muitas
- e subi num muro de uma casa onde não me alcancavam
- aí vi um bicho que parecia uma mistura de caranguejo com lagosta, tinha o tamanho de um cachorro pequeno
- e comia QUALQUER coisa
- aí eu pulei numa cerca de madeira pra fugir dele e percebi que tinha um cachorro bem quieto me olhando com cara de medo mas seguro num palanque com chão de grama, cercado. Percebi que ele tava a salvo dos bichos e que tava preocupado por mim
- mas aí olho pro chão e tem um poodle vira-latas andando pelos corredores
- e a lagosta caranguejo vai pra cima dele ???? ????
- e aí eu me pergunto pq vou interferir e chuto a lagosta caranguejo e ela desiste
- aí eu abri a porta de uma casa qualquer e deixo o poodle entrar
- ouço de longe os donos da casa esperneando "QUEM DEIXOU A PORTA ABERTA?"
- aí o sonho acabou
Ampulheta / cauli

Finalmente entramos na banheira escaldante, ainda com o sentimento de desconhecido apertando o meio das costelas. A água quente preencheu um pouco demais o volume daquilo que era para nós dois menos um corpo de água relaxante e mais uma ampulheta que media nossa compatibilidade sexual, ainda que em constante avaliação inconsciente. L enxerga no espelho d'água seus olhos borrados e só pode ter visto algo absolutamente diferente do que eu estava vendo. Ela tenta se esquecer da sensação de ter acabado de lacrimejar por um estranho misto de agonia, prazer e medo de estar presa para sempre nessa armadilha, a banheira transbordando com nossos corpos. Afinal ela só poderia transbordar caso tudo tivesse acontecido de um jeito melhor do que o esperado, mesmo com tanta conversa sem toque, tanto conhecer sem ver... e antecipação gera expectativas exageradas, mas não dessa vez. "Sou um panda", desvia. Eu me aproximo do seu rosto com a língua que já sentia falta do toque macio da sua pele e retiro lentamente com um golpe todo o panda que restava no olho dela. Só quero que ela fique sem defesas, e deu certo. Ela se confunde profundamente nos sentimentos que ainda não sabe descrever, e encosta a cabeça no canto da banheira como se me dissesse "Eu me rendo" enquanto seus pés me alcançam lentamente por baixo da água.
cauliview / cauli

Eu tinha acabado de receber um email de alguém muito querido do intercâmbio, como minha mãe de lá que eu não ouvia falar há anos: um link pra um curta feito na Suécia e muito bem produzido chamado "cauliview".

Ele contava a minha história de intercâmbio lá, eram cenas singelas em cenários lindos, pequenas historinhas num tom intimista que as pessoas que conviveram contaram sobre mim, o porque elas confiavam e mim e me amavam. Na vida real aparentente eu teria sido deportado injustamente. Mas todo mundo sabia que eu não tinha feito nada, porque meus álibis estavam todos ali, eram as próprias cenas. Uma das cenas era todo mundo comendo fora, em uma mesa de madeira escura, e a luz do anoitecer batendo neve no chão deixava tudo azul petróleo, e me perguntavam quanto dinheiro eu tinha ainda, e dps todo mundo riu de mim enquanto continuavam a comer.

O filme terminava com Cauli chegando de carona só com a mãe no carro. Ela morava no deserto nos Estados Unidos, e essa foi a unica vez que ela apareceu. Me deixou meio puto que fizeram Cauli ser americana, mas eu sabia que era sobre mim, então eu chorava mto assistindo o filme por saber o motivo de aquelas pessoas me amarem apesar de todo mundo estar longe.

Lembro de ter visto outras variações do curta (vi só uma, mas existia outra ainda). Supostamente elas nao teriam ganhado o concurso pra fazer esse filme. O segundo filme que eu vi parece que não correspondia tanto à minha estadia por lá, e tinha um tom um pouco menos intimista. Mas era também muito bonito visualmente.

Autoanálise:
(Chorei bastante nesse sonho, não me lembro a última vez que isso aconteceu. Esse sonho explicou para mim o verdadeiro motivo de eu ter chorado tanto ontem ao achar algo que uma ex fez para mim. Aquilo era a materialização da explicação do motivo de ela ter me amado, e isso me fez sentir querido, amado e nostálgico. Me fez voltar num tempo em que quase tudo parecia ser perfeito)
sentado / cauli

Era quase hora de ir dormir. Sentado na cadeira, olhando para o monitor, em pose de trabalho. Tudo parece mais escuro do que o comum. Tem um gato deitado ao lado do meu monitor olhando pra mim, e o estranho é que não é o Nico. Me pergunto se estou sonhando, não é possível! Ainda não fui dormir.

Faço o teste de realidade, mesmo não acreditando ou não querendo muito que aquilo fosse um sonho, pois eu estava num humor péssimo. Tapo o nariz com a mão direita, e inspiro com vontade. O ar entra pelo nariz. Estou sonhando!

Agora que sei que estou sonhando, faço carinho naquele gato o máximo que posso. Percebo que na vida real minha mandíbula está tensa. Abro e fecho minha mandíbula na vida real. O sonho se dissolve aos poucos e me vejo em terceira pessoa, ali ainda sentado na cadeira, girando num vácuo preto. Escuto o ruído que me transporta entre estados de consciência. Acordo.
Resolvendo o Paradoxo Temporal / cauli

Sonhei que tinha voltado no tempo com meu irmão, pra alguma data no início dos anos 90. Estávamos em uma locadora, olhando as fitas de Nintendo mais sensacionais. Então resolvi contar pra atendente um fato do futuro: A morte da princesa Diana aconteceria em torno de 1996, em um acidente de carro, por causa de uma perseguição de papparazi. Ela não acreditou na hora, então seguimos nosso caminho para fora da loja.

Então comecei a ficar levemente assustado e questionei para o meu irmão o que aconteceria com o nosso futuro quando a gente voltasse, sabendo que alguém do passado sabia de algo que aconteceria no futuro. Chegamos a conclusão de que provavelmente não mudaria muito, porque o fato tinha pouca influência sobre nossa vida.

Resolvi então que, quando se volta para o passado e altera um fato que causaria um paradoxo, abre-se um novo galho na árvore de todas as possibilidades de nossa existência. Ou seja, não importa se você voltou no tempo e mata seu avô, pois você já está em outro galho temporal e apenas fez um pulo de um para o outro galho. A sua existência continua consistente com esta realidade, e você não deixa de existir por matar seu avô, pois isso continuou acontecendo em outro galho temporal. Por consequência, julgo impossível voltar para o próprio passado, exatamente no mesmo galho temporal, e alterar o próprio futuro. Apenas "outro" futuro.

Quando voltamos para o futuro, algumas coisas aconteceram, poucas coisas diretamente afetaram a cidade ou minha vida. Uma das pessoas afetadas foi a Xuxa, que encontrei em uma banquinha de jornais com uma auto-estima bem baixa.
A casa interessante (Recanto dos metal-nazi) / cauli

A casa interessante (Recanto dos metal-nazi)Eu e meu irmão C. estávamos em cima de um morro de pedra olhando aquela casa em estilo alemão antigo que era por algum motivo muito bonita e atraente. As paredes eram feitas de pedaços grandes de pedra, as janelas eram pequenas, retas embaixo e redondas em cima, ou completamente redondas.

Estávamos dentro do terreno, observando as várias entradas, a mistura de estilos, e como ela tinha uma pequena torre circular com um símbolo esquisito no topo.

C. disse que não tinha gostado da piscina (que eu não vi) porque era muito rasa. Mas eu estava disposto a descobrir quanto valia a casa, porque ela parecia abandonada e podia afinal de contas sair algo bem barato, mesmo que eu não tivesse grana alguma.

Andamos em volta da casa mais um pouco até encontrar um cara muito parecido com Philip Seymour Hoffman arrumando uma porta de vidro. Quando perguntamos sobre os donos da casa, a resposta dele foi meio gaga e em tom de espanto -- E-eu não sei, só estou consertando a porta... O-olha eles ali!

E então chegaram da rua duas das pessoas mais estranhas. Os dois eram homens, na idade e beleza de estarem numa faculdade de ciências da computação, e tinham o cabelo longo estilo metal e desgrenhado. Eram de baixa estatura, mais ou menos 1.60, mas um era alguns centímetros mais alto do que o outro, o que me fez pensar que também eram irmãos.

Então perguntei se a casa estava à venda com a maior cara de pau. O mais alto disse que talvez estivesse. Então falei em como eles poderiam pegar a grana e morar em uma casa ou apartamento com tamanho mais adequado para eles. Ele parecia empolgado com a ideia, mas não soube me dar um preço. Falei que anotaria meu email e que era pra ele me mandar a proposta por lá. Eles concordaram.

O mais alto me deu um papel que parecia um cheque em branco para eu anotar o meu email. Depois de várias tentativas frustradas, pedi para o meu irmão mais velho escrever a merda do email no papel porque eu não conseguia [No sonho é muito difícil escrever coisas, não sai com precisão, a tinta acaba, sai tudo torto, e a gente fica só racionalizando].

Só quando fomos entregar o papel com o email para os dois é que percebi que ambos usavam uma braçadeira preta no braço esquerdo, com um símbolo circular em branco no meio dela. Dei uma olhada de relance para dentro da casa e vi um lugar escuro com vários troféus em cima de uma prateleira. Só então me toquei que o símbolo em cima da torre era o mesmo da braçadeira. Nessa hora entendi o espanto do cara que arrumava as portas.

Nos viramos e estávamos indo embora pelo caminho que nos levaria pra fora da propriedade de uma vez por todas quando vimos o consertador de portas acompanhado de um policial militar, indo em direção à porta principal da casa.

Saímos correndo (o policial sabia que a gente não era da casa, o consertador falou) em busca das nossas bikes. Tive um pouco de dificuldade de tirar a minha mochila que estava presa na bike junto com uma trava. Nesse momento começaram a aparecer outros nazistas. Um deles me perguntou -- Eles te contaram sobre o quarto reich? -- E eu ignorei, subi na bike e desci o morro o mais rápido que pude.
Como os seres humanos dominarão o universo um dia / cauli

Em um quadro branco, explicava para meu irmão T. como os humanos conseguirão tecnologia "infinita" e sobreviverão até que o universo inteiro se apague um dia, para então buscarmos maneiras de ir para outros universos:

Usaremos o lapso temporal causado pela proximidade de um (ou mais) buraco negro para conseguirmos sobreviver. Colonizaremos um satélite próximo a um buraco negro aonde o tempo passa 10x mais rápido do que o "Tempo Normal" (T.N.).

Colonizaremos então outro satélite mais próximo ainda do mesmo buraco negro, ou de um buraco negro maior, aonde o tempo passa 100x do T.N.

As pessoas que ficarem no T.N. ficam encarregadas de gerar conhecimento científico em tempo normal e entregar aos sistemas em fast forward. Para uma pessoa no 100x, ela precisa esperar apenas um ano para receber 100 anos de conhecimento científico terrestre.

O conjunto seria ético pois algumas pessoas gostariam de viver no sistema T.N., sem o medo constante de um vanguardista no 100x que não sabe, exatamente, se conflitos/catástrofes destruirão os outros sistemas em um piscar de olhos, mas que recebem todos os benefícios científicos da mente humana também em um piscar de olhos, o que pode evitar esses mesmos conflitos/catástrofes.
Alguma doença / cauli

Fazia algum tempo eu me sentia sonolento. Não entendia direito, mas as coisas não eram estáveis o suficiente, eu andava meio cambaleando, tudo era um pouco estranho e sem graça. Eu estava com alguma doença.

Fui ver a Dra. Fátima Bernardes, que encontrei num banco de praça, algo meio forçosamente casual (mas pelo menos ela tinha todas as respostas). Perguntei pra ela se eu tinha alguma doença do sono, e ela me disse que eu estava assim porque eu era vegano, e que eu tinha que voltar a tomar leite.

Em casa, contei pra minha mãe na cozinha a ignorância da Dra. enquanto abria a geladeira e no cantinho dos ovos tinha um monte de Yakult e Chamyto. Hmmm como esse treco era gostoso.
Repressão policial contra flamenguistas / cauli

Repressão policial contra flamenguistasEu estava com não sei quem, não sei aonde, indo decididamente para algum lugar. Quando, em um posto de gasolina, cerca de 20 policiais revistavam todas as pessoas do lugar que estavam vestindo camisa do flamengo. A situação era tensa, estava tudo escuro exceto pelas luzes vermelhas do camburão e pelo reflexo das camisetas vermelhas. Continuei andando com a pessoa que estava comigo (e por sorte a gente não estava indo para jogo nenhum), mas quando íamos atravessar a rua a situação estava ainda mais tensa.
Um flamenguista branco e raivoso que estava cercado por cinco policiais tinha um agarrado a ele e estava resistindo à investida cruel. Talvez tivessem achado alguma coisa com ele. Ele e o policial se ajoelharam no empurra-empurra e nessa o flamenguista tira a arma do coldre do policial e manda todo mundo se afastar.
O policial que estava agarrado nele apenas olhou para o comandante, como se estivesse pedindo confirmação não verbal, e enquanto o flamenguista bradava e ameaçava a multidão (de policiais), tirou a uma segunda pistola sabe-se-lá-de-onde e atirou na lateral da cabeça do coitado do flamenguista.
O curioso é o que o tiro não fez muito efeito nele, além de deixar ele mais furioso ainda. O flamenguista resolve que a única opção é se suicidar com a arma do policial, e então atira contra a própria cabeça mas a arma não dispara.
Vera Verão / cauli

No sonho, estava no Facebook perdendo tempo, e então vejo um comentário de alguém que tentava explicar que a Vera Verão era apenas um personagem bem elaborado que o Silvio Santos costumava fazer.
Umbanda Klux / cauli

Acabei de sonhar que fui naquele terreiro de umbanda que parece ku klux klan, uma loira de olho azul me atendeu meio brava, depois de eu esperar algum tempo na frente do lugar. Eu falei que queria conhecer como era a religião porque parecia bonito, mas que na verdade eu era ateu, fazer o quê. Ela ficou super ofendida que eu era ateu e não deixou eu ver nada por isso.
Fila prefencial para rastas / cauli

Eu tinha terminado minhas compras no mercado e fui escolher em qual fila entrar.

Tinha o caixa rápido e uma outra fila, com umas 4 pessoas, e todas tinham dread.

Eu escolhi a fila do dread, mas hora que entrei nela o cara da minha frente falou:

- Cara, olha placa, essa fila é só pra quem tem dread.

E então eu fiquei meio triste e fui pra fila do caixa rápido, mesmo.
Hackearam minha conta do Facebook / cauli

Ultimamente ando meio cuidadoso com a minha senha do Facebook. Ela tem esse tanto de caracteres: ******************. Minúsculas, maiúsculas, caracteres especiais e números.

Mas alguém conseguiu descobrir minha senha, e começou a postar fotos de gatinhos, frases de músicas guns and roses, horóscopo e outras coisas mais embaraçosas.

Eu não conseguia explicar pras pessoas que não era eu, porque não tinha mais acesso à conta pra conversar. Só sei que recebia muitos likes.
O astronauta / Cauli

Lembro que estava triste e com medo por ser com os americanos, e não com os russos. Os russos explodiam bem menos. Já tinha recebido, um dia antes, a quantia ridícula na minha conta. Exatamente US$1000, disseram que era por causa da inflação e eu aceitei, não tinha mais volta. Íamos eu e o guilherme, e por algum motivo eu estava no sonho recorrente na cidade antiga, no cefet, porque eu ia dar uma palestra pros colegas antigos. Nāo podia entrar nos portōes porque eu nao tinha jaleco verde, e porque tinha esquecido de comprar chá vermelho. Agora eu tinha certeza que ia explodir amanhã. Algum reporter do Fantástico tinha perguntado qual música era pra tocar de fundo na reportagem. Eu disse O astronauta do Baden Powell, e pensei: muito hipster, Cauli, mas pelo menos as pessoas vão lembrar de mim se eu explodir. Mil dólares, que vergonha.
Purple Haze / cauli

Purple HazeA Nai tava me mostrando um video da década de 80, que não era pra eu mostrar pra ninguém, do PQ nos Estados Unidos. Ele por algum motivo estava cuidando do Tã bebê (mas minha mãe não sabia, ela tinha deixado o bebê com uma amiga dos Estados Unidos do mesmo jeito que ela faz as coisas só porque não tá nem aí, e então ela tinha emprestado ele pro PQ por pura coincidência).

No video, de baixa qualidade, dava pra ver um jardim, o PQ cuidando de um bebê, e no fundo uma fumaça roxa que era um tipo de maconha que vaporizava no ar e era famosa na época, Purple Haze.

Ele estava abaixando o bebê numa cadeirinha, eu acho, quando salta um revolver por cima da cerca de madeira. o PQ nao tinha visto nada ainda. Então pula um policial pela cerca, pega o revolver e provavelmente manda ele deitar. Ele levanta a mao mas não deita. Pula a cerca outro policial e eles atiram várias vezes nele
Fortaleza de gelo do serial killer / cauli

Fortaleza de gelo do serial killerEu estava visitando, com alguns jornalistas, a fortaleza de gelo construída por um serial killer nos Estados Unidos. Para fugir da prisão (e da cadeira elétrica) ele teria comprado o terreno mais alto dos que conseguiu no país. E então começou a construir, dezenas de metros para cima, um gigante bloco retangular de gelo, com escadas que subiam pelos cantos, também feitas de gelo. Ele estaria amparado por alguma lei absurda de lá se conseguisse construir algo que remetesse a uma cidade, que seria dele, e por isso não poderiam prendê-lo. Mas os jornalistas que subiam comigo estavam dizendo que estava nos planos do governo uma demolição "acidental".

Os jornalistas subiam as escadarias sem proteção, pensando alto os jargões que diriam em suas reportagens. Sofro com os últimos degraus, que fazem sempre curvas de 90 graus e degraus de gelo não são lá muito firmes. Tirando o medo de altura: era muito alto. Lá em cima, num platô de gelo de 10 por 10 metros, estava a figura, que parecia muito o Charlie Manson, deitada naquela posição de donzela no quadro do Titanic, só que direto no gelo. Ele se gabava da vista pra única repórter que estava lá em cima.

E então, quando todo mundo terminou de subir, o bloco caiu. Todos nós morremos. Não entendi o porquê. Talvez tenha sido o plano do serial killer o tempo todo.