Drömma

aisling . dream . rêve . sogno . sonho . sueño . traum . śnić
Drömma Dreaming Logger — Coleção de Sonhos — Sonhário
Rebelião das Palavras / Lola

Estava teclando com um casal de amigos e eles me colocaram em mensagens de voz.Os dois começaram a brigar,meu amigo ficou muito agressivo e minha amiga chorava,e eu não queria escutar aquilo,senti como se estivesse invadindo a privacidade deles,então eu tentei teclar para que eles se acalmassem,pois eu não tinha microfone, mas de uma hora para outra meu teclado ficou em branco.Era muito agoniante procurar pelas letras com urgência e não as encontrar,como se elas se apagassem toda vez em que eu as precisasse.Era como ter os dedos mudos.
Matei meu pai / Flávia

Matei meu paiHavia naquele cômodo apertado e mal iluminado uma espécie de criado-mudo ampliado ou escrivaninha, em cuja parte inferior existia um vão.Tal móvel ficava de frente para a porta de entrada, que ficava do lado de uma mesa baixinha e empoeirada.

Entrou meu pai acompanhado de minha irmã; minha mãe e eu já estávamos na sala.Ele tossia bastante e tinha uma aparência de doente.Falei qualquer coisa com ele e bati em suas costas...caiu no chão de bruços e todos, exceto eu, começaram a rir.Aproximei-me dele e notei uma razoável quantia de sangue escorrendo pelo chão.O sangue vinha do corpo de meu pai, cuja cabeça não era visível do meu ângulo devido à sua localização - no vão.

Achei estranho que apenas uma queda provocasse uma hemorragia tão grande.Olhei para minha irmã e mãe e elas riam ainda; fiquei em dúvida, mas forcei um riso e elas imediatamente pararam.Mais uma vez não entendi.

Olhei novamente para meu pai caído no chão, e passou pelo meu corpo um desagradável arrepio.Fechei os olhos em sinal de lamento e tentei me abaixar.Durante esse movimento abri os olhos e pude ver um movimento intenso de vultos de pessoas levando meu pai...procurei por pessoas conhecidas, mas não havia mais ninguém lá - ninguém além de estranhos.



-Pai?
eu, a visita / li

cheguei em sp e a L. foi me levar para sua casa. Estava amanhecendo e entramos em um ônibus q nos levaria até o seu bairro. Estava amanhecendo, algumas estrelas ainda no céu e muitas pessoas indo para o trabalho. O percurso era longo, atravessávamos muitos bairros pobres com muitos casebres à nossa volta. Já na casa dela, eu muito cansada queria deitar e dormir, mas tbm queria conversar com ela e rir. Fui conhecer a sua casa e a porta de entrada dava direto no seu quarto, depois vinha a cozinha, um pátio com um gramado, um poço e muitas plantas e só então é q lá no fundo ficava a sala. Sentamos em volta do poço, achei muito agradável o local, comentei q nem parecia sp, parecia mais uma cidade do interior, aquele lugar. Vi que ao lado tinha um cemitério, só eu enxergava esse cemitério, ela nunca o tinha visto. Achei melhor não comentar para não assustá-la . o cemitério tinha túmulos coloridos, bem bonitos, pensei q até era astral ser vizinha de um cemitério daqueles. Entrei na parte da frente da casa e vi que tinha um escritório subterrâneo onde tinha um homem sentado na frente do computador, como não fui apresentada, não cumprimentei. Ao lado, vi que tinha tbm uma pequena sala de televisão onde tinha um jovem militar sentado assistindo futebol.
fora da ordem / en_drigo

em uma subida, percebi que o carro falhava e necessitava reparos; pensei que fosse apenas a água, mas faltava gasolina, também.

quando finalmente cheguei no topo da rua, vi uma placa do posto Ipiranga, que se destacava, atrás dos telhados das casas. segui o caminho disponível - agora, uma descida - tentando encontrá-lo, em uma situação definitivamente tensa. tive que soltar o carro, à moda banguela, pois já estava sem nenhum combustível. eu não contava que o posto estivesse bem no meio de um parque, onde nenhum carro tinha acesso. praguejei, pensando em qual motivo, afinal, constroem um posto onde nenhum automóvel consegue chegar! tirei um pouco de dinheiro do bolso, notas amassadas e soltas, e por mais que eu tentasse organizá-lo, ordenando as carinhas, sempre aparecia uma nota no meio, fora da ordem.
O taxista e a mãe dele / EDW





Paramos na casa do taxista antes de seguir adiante. Era minha primeira corrida com ele. A mãe dele lavava roupa para fora e iria lavar a minha. Depois seguimos, o caminho era longo. Eu cheguei ao meu destino, fiz o que tinha que fazer e ele me esperou lá fora, não sei quanto tempo. No retorno, ele começou a dizer que queria ser meu amigo, que a gente devia sair junto e tal. Eu me fiz de desentendido, disse que, se precisasse, chamava ele de novo. Ele insistiu. Insistiu muito e até chorou. Depois fui encontrar a mãe dele na horta para acertar as contas. Ela disse que estava tudo pronto, a roupa e a comida. Eu não lembrava de ter pedido para ela cozinhar para mim, mas tudo bem. Ela apontou para um bosquezinho e disse que o caminho para a minha casa era por lá – pela “floresta”. Ela comentou que na floresta tem árvore, coelho, passarinho... Eu respondi: “se a Sra. fosse um psiquiatra, me perguntava se não é na floresta que vive o lobo”. Era uma piada, mas ela pareceu não entender.

claro / ana

uma banda num lembro qual, mas uma banda que eu não gostava tinha inventado uma promoção que os integrantes da banda iam encenar um julgamento com os fãs que ganhassem. tipo um teatro. eu tava vendo, mas aí quando vi que eu não gostava da banda eu saí do lugar.

tinha um estacionamento e vi o iggy pop com outros caras, fiquei meio sem graça pq tava sozinha então fui até eles. um cara falou pro iggy: ela parece a nina person de cabelo preto. aí falei que não pq a nina person era bonita e tudo mais, o cara concordou.

aí o iggy foi super bonzinho, achei estranho. ficamos mais um tempo e eles tiveram que ir embora, mas o iggy quis me dar um dvd de um show deles.



2a parte:

eu estava descendo uma rua à caminho do claro que é rock, aí comecei a ver umas pessoas mortas na calçada, com a cabeça e o pé inchados, tipo elefantíase. e estavam meio amarelas tb. fiquei mto assustada, mas continuei andando.

aí tava aquela lotação de gente e ouvi alguém dizer que estava rolando uma doença que um inseto picava a pessoa na perna e aí começava a inchar e ela morria. tudo mto rápido, num tinha cura eu acho. aí entendi que aquelas pessoas tinham morrido disso.

fiquei preocupada... eu tinha ido de bermuda e ia ser mto mais fácil ser picada.

passaram umas coisas mas aí eu vi que eu tinha 3 picadas na perna. mas num estavam inchadas e aí fiquei pensando se eram ou não do inseto que matava gente.
flàs / èn_drigo

a minha companhia era uma menina, a qual eu não conseguia identificar, volta e meia ela mudava de rosto. somado a isso, a claridade do quarto era escassa,as janelas estavam fechadas, apesar de ser de dia (entrava uma luz solar pelas frestas da veneziana).

isso me deixava bastante confuso, pois eu acabava dizendo um nome que não batia com a pessoa, causando constrangimento. de qualquer maneira, mesmo constrangido, o sexo entre eu e ela continuava.

virei ela de quatro e ela ficou com a barriga em cima de uma televisão.

- vai comer a minha bunda?, perguntou ela, e eu percebi que não tinha cogitado o assunto, mas que, afinal, era uma boa idéia, por que não?

de repente, aquela escuridão foi interrompida por um flash, que me cegou por um instante.

um frame ficou colado na minha retina, a imagem dela virada pra mim, com uma câmera digital na mão.

- pra que isso, peguntei, atônito. - é pra internet?
adsf / adsf

adsf
lugar nenhum / li

era uma reportagem de tv, mostrava uma alternativa para locais de trabalho. O local que se via era um condomínio popular para salas comerciais. Era um local com pouco espaço, pois todos os tipos de serviço ali se instalavam, encanadores, professores, camelôs, motoristas; ocupando qualquer espaço mínimo. A repórter mostrava a sala de um despachante, um jovem advogado sem sorte na vida profissional. Era uma sala apertada, com o teto muito baixo e sem janela, tinha apenas uma mesa e duas cadeiras, a dele e uma para algum cliente. Mas a característica principal deste espaço eram as alternativas para decoração ser mais atraente, mesmo com escassos recursos. O jovem advogado/despachante mostrava que tinha forrado as paredes e o teto com vidro grosso e entre o concreto e o vidro, havia colocado flores de plástico, coloridas, para alegrar o ambiente. Logo, eu estava numa praia gaúcha, numa casa branca de dois andares, com muitas janelas de vidro, na beira do mar. Sentada ali, avistei minha prima e o seu marido na casa ao lado. Um senhor, moreno e magro, sentou ao meu lado e apontava para o sul, indicando uma estrada, dizia ‘ aquela estrada ali, a BR 293, vai para o interior do estado, só q no interior não tem nada, nem cidade tem mais, a estrada vai para lugar nenhum, lá tudo é vazio’ . fiquei observando e pensando o porquê da construção de uma estrada para nenhum lugar, achei curioso e deprimente. Depois de um tempo eu percebi que aquela estrada passava pela cidade de Cachoeira do Sul, falei para o senhor ‘ mas a cidade de cachoeira do sul até que é legal, ela é alguma coisa, ainda?’
Na casa dos outros / EDW

Estávamos na noite eu e uma amiga prostituta e grávida. Eu pensava se iria acabar me envolvendo com ela e considerava os inconvenientes. No fim da noite, já quase amanhecendo, ela sugeriu que nós invadíssemos a casa de um antigo professor meu, com quem eu nunca tive afinidade. Achei a idéia péssima, mas topei. Enquanto estávamos lá, comendo e bebendo as coisas dele, eu insistia para a gente ir embora, mas ela dizia que não dava nada. Já bem de manhã, o professor apareceu de roupão na cozinha e me pegou de sorriso amarelo, tentando apagar os vestígios da nossa presença. Ao invés de chamar a polícia, ele disse que eu era de casa, que aparecia quando queria. Eu não sabia que tinha toda aquela moral, e fiquei com vontade de dizer que ele era “um perfeito cavalheiro”. As visitas do professor começaram a chegar quando eu e a minha amiga puta e grávida saímos por uma estrada enlameada, num carro que eu tinha dificuldade de controlar.