Drömma

aisling . dream . rêve . sogno . sonho . sueño . traum . śnić
Drömma Dreaming Logger — Coleção de Sonhos — Sonhário
a telefonista / en_drigo

eu corria com alguns amigos meus. todos eram negros. também eu era negro.

corremos por várias ruas, mas eu não tive certeza do porquê corrermos tanto.



por vezes, as ruas faziam uma curva descendente até ficarem totalmente verticais.

como não poderia deixar de ser, eu sempre caía quando acontecia isso, estatelando-me em alguma esquina para voltar a correr.



e no meio desta correria sem fim eu ligava para a telefonista, e prometia-lhe que íamos viajar em breve, que eu a levaria para conhecer a catedral de são paulo (que por coincidência era onde eu passava naquele exato momento). ela ria, do outro lado da linha, pedindo-me para esperar, quando tinha que realizar outras chamadas.



eu contei a ela que nunca mais tinha visto o mendigo sem pernas, que costumava mendigar em frente ao banco do brasil. hoje mesmo eu havia passado várias vezes por lá, sempre correndo, e no lugar dele havia uma obra. ali, pendurado, havia um cartaz "breve, aqui, o lugar do mendigo".
a telefonista / en_drigo

eu corria com alguns amigos meus. todos eram negros. também eu era negro.

corremos por várias ruas, mas eu não tive certeza do porquê corrermos tanto.



por vezes, as ruas faziam uma curva descendente até ficarem totalmente verticais.

como não poderia deixar de ser, eu sempre caía quando acontecia isso, estatelando-me em alguma esquina para voltar a correr.



e no meio desta correria sem fim eu ligava para a telefonista, e prometia-lhe que íamos viajar em breve, que eu a levaria para conhecer a catedral de são paulo (que por coincidência era onde eu passava naquele exato momento). ela ria, do outro lado da linha, pedindo-me para esperar, quando tinha que realizar outras chamadas.



eu contei a ela que nunca mais tinha visto o mendigo sem pernas, que costumava mendigar em frente ao banco do brasil. hoje mesmo eu havia passado várias vezes por lá, sempre correndo, e no lugar dele havia uma obra. ali, pendurado, havia um cartaz "breve, aqui, o lugar do mendigo".
Monges tibetanos / Hannap

Estava em uma cidade diferente da minha e liguei pro dimitre. Ele me convidou para nos encontrarmos para ver o por-do-sol ou uma espécie de paisagem alaranjada. Ele estava acompanhado de umas 3 meninas que ficavam olhando a paisagem sentadas na janela de uma casa. Tenho a impressão que essas meninas eram atrizes famosas.

Depois sai de lá e encontrei o Charlie (um amigo da Argentina) na rua. Eu estava correndo sem camisa. Ele ficou feliz em me ver e me convidou para ir no mesmo lugar que agora tinha uma galera tipo uns monges tibetanos olhando pra mesma paisagem.
gritaria / li

Eu tava caminhando na rua num dia nublado e resolvi entrar numa espécie de garagem de vidro que era um cinema. Eu sentei um pouco e vi o tio Odilon ali perto, então resolvi fugir. A porta de saída do cinema dava dentro do mercado Nacional do Iguatemi, e tinha vários teatros que ofereciam cursos aos clientes do super. Eu atravessava vários cursos pq precisava estar em casa o quanto antes. Eu caminhava pela rua e de repente surge o Eduardo que era meu marido, e eu pensei, ‘putz, me casei de novo, azar!’. Ele me chamou aos gritos e o colega dele de faculdade, o lagartixa, tava no banco de trás e ficou chorando com pena de mim. O eduardo gritava muito e disse que eu seria assaltada como castigo. Passamos na frente de um cemitério de crianças que era muito bonito, tinha bancos bancos e todos os túmulos eram decorados com rosas, parecia uma praça de uma cidade do interior.
pessoas no apartamento / li

eu dormia na minha cama, já de manhã cedo qdo o sol estava entrando pelas frestas da persiana, qdo acordei e vi que tinha alguém deitado ao meu lado. eu não conseguia ver o rosto dessa pessoa, pois estava coberto com a fronha do travesseiro, mas sabia que era uma pessoa que eu gostava muito e me fazia sentir muito bem. Como não o vi entrando na minha casa, pensei que eu tinha de fazer algo para agradá-lo quando ele acordasse. eu me encolhi e fui para baixo da cama. Em baixo da minha cama era um lugar iluminado e bem aconchegante, com um tapete verde e amarelo e com desenhos de pequenas flores, tinha uma luz também amarelada e muitas almofadas roxas e ali eu ouvia a música ' don't worry kyoko' da yoko. fui para um canto e começei a procurar algumas coisas que ele pudesse gostar de ver ao acordar. só encontrei tomates e sementes de mamão, juntei-os e achei que ficavam bonitos. de repente eu estava na minha sala, sentada no pufe olhando a lau dançar balé eu não queria interrompê-la mas precisava que ela me dissesse se o cara da minha cama era legal, quem era ele e se ele ia gostar dos tomates com sementes de mamão. eu não conseguia falar com a lau pq ela cantava uma música muito bonita, que parecia ser 'my sweet lord' do george harrrison. eu fiquei intrigada, pq achei q a música pudesse responder a pergunta q eu ainda não tinha feito. fiquei caminhando pela sala e a lau saiu pela janela, do outro lado da janela era sp e ela precisava voltar. eu fiquei sozinha e o cara da minha cama nunca acordava, eu já estava cansando de ficar com aquele monte de tomates, sementes e agora ainda tinha arroz junto e eu também sentia saudades da lau e do cara que tava deitado na minha cama.
linguagem / en_drigo

"que estupidez", eu pensei.

as pessoas, ao invés de falarem "é verdade", costumavam dizer "é vertigem".
reincidência / en_drigo

ouvi na tv, enquanto o jornal mostrava imagens de desabrigados e miseráveis, a âncora falando da desvalorizacao da moeda durhum.
escultura de açúcar / li

o homem que consertava o junker do meu apartamento me chamou na área de serviço e disse que eu deveria chamar o empreiteiro Nelson para concluir o serviço, fiquei tensa pq eu já tinha marcado com o seu Adão, mas mesmo assim disse q tudo bem. qdo entrei na cozinha, a minha cozinha era enorme, tinha um rapaz jovem, com olhos verdes e cabelos crespos que começou a me beijar. o beijo e as carícias eram muito boas e de repente estávamos sem roupa. Quando íamos transar, ele começou a me mostrar as esculturas que fazia com açúcar. eram pequenas esculturas, muito bonitas. voltamos as carícias e percebi q em vez de transarmos, ele estava colocando as esculturas dentro dem mim.
o jacão, porra! / en_drigo

comecava eu em um aviao, pra encontrar uns amigos, um aviao de carga.

eu desci, e vi as rodas do aviao presas a um trilho. caminhei pelos trilhos e cheguei em uma estacao de trens deserta.

la, tinham dois carros estacionados. dentro de um deles, tinha o meu pai jovem, de cabelos e bigodes negros.  no outro, dois amigos dele, do tempo em que eu era crianca. um deles, o seu werney, acho que ja esta' falecido.



como bom filho, acabei batendo em todas as janelas pra cumprimenta-los.



eu acabei entrando no carro do seu wernei, pois ele pediu. arrancou e foi embora, e eu fiquei preocupado, pois meu pai tinha ficado pra tras, sem sair de la', e nunca encontraria o caminho que fizemos.



o seu werney fala: "construiram aquela porcaria daquele aeroporto so' para fazerem este maldito filme. destruiram toda a minha plantacao de arroz..." ah sim, o seu werney era arrozeiro e diretor da massey -ferguson em santa maria. eu nao fazia ideia a qual filme ele se referia.



o carro dele pegou a direcao da cidade (estavamos em uma especie de deserto e eu via uma cidade se aproximando), e uns avioes (uns tres), passaram sobre nossas cabecas. ai' o seu werney exclamou"olha pra esses lacaios filhas das putas"



ele acabou me largando na tal cidade, na porta de um shopping, onde o interior dele revelou-se igual ao aeroporto de frankfurt, cheio de escadas e esteiras rolantes, escadas infinitas, maiores e menores, umas em formato de caracol, por onde eu subia e descia procurando a saida.



quando finalmente encontrei uma porta pra rua, sai' e procurei um taxi. um dos taxistas que abordei me disse "ah nao, por aqui so' se pode pegar taxi com o jacao..." "e quem e' esse?" perguntei eu, "o jacao, porra!", o cara retrucou.



caminhei por um monte de ruas (essas parecidas com as imediacoes da duque de caxias, em poa), ate' que consegui um taxi para me levar de volta a estacao de trens onde estava o meu pai jovem.



mas ao inves disso ele me largou na porta de um quarto onde eu entrei  e vi tres mulheres (duas morenas bem gostosas), trepando com cinco criancas. todas pararam, quando me viram. estavam nuas.



e eu perguntei:"essas criancas sao filhas de voces?"
Olhômetro / dmtr

estava numa cidade pequena, perto de um lugar onde os catadores de caixa de papelão depositavam as coisas. algumas pessoas estavam olhando pras caixas e eu olhei também. Uma mulher me pegou no braço e começou a falar algumas coisas sobre o futuro. fui virando devagar pro lado e precisei me conter pra dissimular o susto quando eu vi que do lado do rosto dela tinha um olho, na altura do nariz, olhando diretamente pra mim.

Na verdade eu fiquei assustado e torcendo pra que fosse o olho dela mesmo, que nasceu um pouco fora do lugar, torcendo pra que fossem só dois olhos no rosto.

ela foi virando o rosto e me segurou bem forte, daí eu vi que eram dois olhos pequenos na lateral do rosto, dois grandes no lugar normal, e um olho quase sobreposto, onde deveria estar a sobrancelha do olho esquerdo.

as feições dela eram indianas e os olhos eram muito bonitos, e eu não conseguia parar de olhar aquele maquinário magnético enquanto ela seguia falando as coisas que eu tinha que ouvir.