Festa da VingançaSL 02/08/2008 17:52
Era uma cidade distante de todas as outras cidades do estado, ela era auto-suficiente, tinha vida própria, sua própria agricultura, etc, etc, etc. Mas a cidade tinha muitas tribos urbanas que se desentendiam facilmente. Eram verdadeiras rivais. X era uma das poucas pessoas pacifistas do local que ninguém odiava e que conseguia manter uma imagem limpa e status zerado. Eu recentemente havia me juntado ao grupo das meninas patricinhas do local, que se maquiagem e usavam sainhas curtinhas com scarpim. Eu estava com elas mas sabia que tudo aquilo era muito fútil e que na verdade elas não se importavam comigo. Em certa altura eu corria risco de vida, pesosas de outras tribos me mandavam cartas anonimas dizendo que iam me matar. Certa noite duas meninas da minha tribo sairam para caminhar, e a cidade não tinha eletricidade u suficiente para iluminar todas as ruas. Eu fiquei caminhando pelas ruas sem um destino, quando vejo uma delas que me ignora prontamente a passar reto por mim. Penso que é por causa da escuridão do lugar, mas não é. Vou atrás dela e falo mal dela e de todas do grupo. Ela chama o seu pai e pede ao pai que a leve até a casa de uma das componentes do grupo para contar as minhas maledicencias e dar introdução de me excluír da comunidade. Encontrei sem querer Y e X. Não sabia que elas eram amigas. Entramos nós três no banho e X estava nitidamente sem paciencia para me ver e falar comigo. Enquanto tomávamos banho conversavámos rapidamente sobre a minha situação e o meu perigo de vida. Elas passavam shampoo no cabelo e eu disse que não ia usar. Me olharam torto. Depois do banho elas foram se secar e se vestir e eu continuei no banho, pensando se passava shampoo ou condicionar. A casa de X era um barracão muito mal cuidado. X havia também publicado uma revista que era distribuida mensalmente sobre os acontecimentos do vilarejo, e eu havia dado a idéia de fazermos uma festa chamada "Festa da Vingança", que no caso seria apenas para as tribos se conciliarem. A revista foi publicada com este título e o meu nome em baixo, um texto explicando que a idéia era minha. No dia seguinte X me encontrou e disse que eu estava sendo odiada por todo mundo, que havia sido uma péssima idéia. Depois em uma grande estrada aonde nas beiradas haviam grandes lagos, havia uma grande concentração de pessoas e eu estava chegando lá com Y, X e D. Pedi a D que me emprestasse seu casaco pois eu estava com uma blusa branca sem sutian e meus seios estavam aparecendo. A medida que fomos nos aproximando das pessoas, um homem com uma enorme vara de pescar pisou no meu pé e pediu desculpas.
alho 02/08/2008 08:01
Sonhei que andava de bicicleta por genebra. Era bem tarde da noite.
Eu estava perto do lago e tinham muitos bares por ali e, pela rua, algumas barracas de lona branca que tinham formatos de circos pequenos.
Eu tinha que acordar muito cedo para levar uma lona que eu emprestava todo dia para alguém que a usava em sua barraca.mas no chão.
Quando estava atravessando uma das pontes do lago para vltar para casa, encontrei uma menina muito pequena e cega que tocava clariente.
Ela me contava que estava estudando a peça do Isang Yun há muitos meses, tantos quanto quando ela aprendeu, há muitos anos atras, o concerto de Mozart, e por isso decidiu mudar de professor.
Ela agora, tinha uma professora que ia conseguir ensinar esta peça a ela, em muito menos tempo do que o seu antigo professor e estava muio contente com isso.
A professora nova também era muito pequena e a menina contava que, agora que elas sempre andavam juntas, todo mundo as perguntava se eram irmãs.
A menina morava com um velhinho muito magrinho.
Um dia, ela estava deitada em sua cama e tinham dois gatos, um grande e um bem pequeno, andando pelo teto atras de um rato que era do tamanho do gato menor.
Ela escutava que tinha um rato e perguntava pro velhinho o que era aquilo.
Ele respondia: Reste tranquille ma petite, ills faisant rien.
E, de repente, os três se encontravam, os gatos chegavam cada vez mais perto do rato, o pequeno na frente e o grande atras, muito lentamente, e o rato ia de encontro com eles, como se também estivesse à caça dos gatos.
Por fim, eles chegavam a uma distancia tal, que algo tinha que acontecer e a menina, sempre tremendo em sua cama e com medo, seus olhos iam de um lado para outro, como se buscassem começar a enxergar o desespero e a tensão que ali existia.
Ela sentia a tensão que alie existia.
O rato, de repente, sumiu.
sircheese 30/07/2008 09:39
Estava com alguns amigos em um bar, próximo aos bares que normalmente frequento, porém, não era nenhum dos que eu conhecia, alguns amigos meus estavam comigo, era noite, mas as vezes batia alguns raios de sol.
O motivo de estarmos lá era para assistir algum jogo de futebol. Parecia ser uma partida importante, não digo uma final de campeonato, mas provavelmente um clássico entre equipes grandes e muito rivais.
Eu não sei bem quem estava lá comigo e nada era perfeitamente claro, sei que já estava quase no final do jogo e eu tinha que ir buscar minha namorada em algum lugar próximo, afinal, eu nunca vou muito longe a pé.
Saí, era noite, ela já estava comigo e descíamos a rua dos bares, estávamos indo para um outro ali nas proximidades, este sim, um velho bar que eu sempre frequento.
Conosco vinha o Z, amigo da mãe da minha namorada. O Z é gay assumido! Sem problemas, não sou um cara que nutre preconceitos, só que o Z estava chegando perto demais de mim e sua mão parecia querer me tocar a qualquer momento. Minha namorada não percebia! Fiquei constrangido e um pouco ofendido com tudo aquilo, acho que mereço, no mínimo, o mesmo respeito que dedico aos outros.
Durante o caminho começaram a aparecer muitas pessoas, umas no mesmo sentido nosso da rua, outras subindo a rua, todas na mesma calçada. Das pessoas que estavam vindo de frente para nós, reconheci algumas, mas na maioria eram vultos. Uma dessas pessoas era a prima de minha namorada, ela estava maquiada e parecia bem alegre, parou para conversar conosco e foi embora, parecia que estava atrasada. Logo uns três passos depois cruzamos com ela novamente, mas ela estava mais bonita, mais natural, sem maquiagem (sempre acho que ela esta estranha quando se maquia) mas não parecia muito contente, estava com ar de cansada, ela disse algo para nós mas eu não ouvi.
Num piscar de olhos e já estávamos sentados no bar. No de sempre, era final de tarde, o sol ainda estava meio forte. Alguns dos meus amigos que estavam no outro bar também estavam nesse, haviam outros, mas eram vultos. Eu estava preocupado em comunicar todo mundo que agora estávamos em outro bar, segurava o celular, mas não sabia quem eram as pessoas que ainda estavam no outro bar. Todo mundo ficava rindo de mim e eu não entendia direito, afinal eu estava preocupado. Daí eles disseram que não tinha mais ninguém lá no outro bar, que estavam todos ali conosco.
Brian de PalmaSL 29/07/2008 16:13
Meu avô tinha uma loja de especiarias locais na cidade de Paraty. O negocio dele tinha cadeiras na rua para as pessoas se sentarem e fazerem lanches também. Fui na casa dele, ele tinha vários dvds em uma estante. Lembro de ter visto o dvd do Titanic e muitos dvds do Brian de Palma. Fiquei surpresa.
sircheese 29/07/2008 14:52
Era um grupo de pessoas, acho que eram meus amigos. Só reconheci uns 2.
O lugar parecia familiar, era um hospital! Hospitais não deveriam me ser familiares!!!
Eu guiava todo mundo, parecia estar apresentando o lugar para eles.
Era tudo novo feito com os mais nobres materiais e pedras, desde o piso até as paredes e
acabamentos. Nitidamente era um local de boa frequencia, por todo lado tinha gente.
Todo mundo ficava maravilhado com o lugar, só que, numa saída lateral do lugar, havia uma grande
rampa, bem larga, como a de um estacionamento de shopping. A rampa não era muito íngreme,
pelo contrário, mas era muito escorregadia e todo mundo que descia tinha que criar forma
alternativa para não cair no chão. Uns desciam de peito, outros de bunda, alguns nem tinham
coragem e mudaram de rota, já outros eram mais audaciosos e desciam de pé, como surfistas e,
desses aí, vários cairam!
ProblemasSL 26/07/2008 03:06
Eu estava em um campo de guerra, fazia muito frio e havia muita fumaça e nevoeiro no lugar. Eu pegava X e colocava-o na minha frente para não ser atingida pelas balas. Mas no fundo eu sabia que X não era o meu verdadeiro escudo mas sim apenas um bode expiratório para fugir dos meus problemas.
li 25/07/2008 15:25
estava com a minha mãe, indo para o aeroporto, iríamos para a Alemanha. no caminho um vizinho nos deu carona e pude perceber q havia esquecido de levar muita coisa, na minha bagagem. eu entrei em um vôo, um avião imenso, mas que só comprtava 5 passageiros. era para eu ir para São Paulo, mas antes o avião fazia escala no Chuí e em outras pequenas cidades do Brasil. Numa dessas escalas embarcou a Luciana Genro e o seu pai, Tarso. Logo, já estava num salão, que era outro avião, com minha mãe, indo para a Alemanha. No vôo avistei minha prima S. De repente eu e minha mãe descemos do vôo e paramos no Afeganistão, descendo umas escadas, íamos para Bagdá, onde minha mãe queria conhecer e pegar outro vôo de lá. Chegamos em um subúrbio de Bagdá, com um grande ferro-velho de aviões. Olhamos para o céu e vimos um balão sendo abatido. Perguntamos , em inglês, para umas crianças , onde erao aeroporto, elas falaram q era muito longe. Um menino que andava por ali viu que éramos brasileiras e perguntou se ele sabia pronunciar direitinho a palavra ‘alvorada‘ , em português, rimos e falamos que estava certo.
IstambulSL 24/07/2008 09:52
Eu recem havia chegado em Istambul e me hospedado em um hotel que parecia uma pensão. Tinham alguns brasileiros e a pensão ficava dentro de um apartamento no vigéssimo andar de um edificio em uma parte não-nobre da cidade. Fiquei vários dias sem sair do meu quarto, olhando a vista que a janela me proporcionava, eu não conseguia achar nada naquilo bonito ou encantador. Certo dia decidi sair, fui falar com o recepcionista aonde poderia encontrar uma Lan House pois queria falar com X. Ele não soube me explicar direito. Saí de qualquer forma, sem ter muita idéia de como chegar até uma. Fazia sol, estava quente e as ruas estavam lotadas pois era alguma data religiosa e muitas delas estavam em meio a procissões e grandes caminhadas. Encontrei JP no meio da rua, achei muito estranho, ela estava sendo carregada por um homem que não pude identificar, apenas notei como ela havia crescido devido ao comprimento de suas pernas que eram mais brancas que as minhas. Continuei caminhando, o bairro aonde eu estava radicada era horrível, decadente, muitas das casas haviam sido demolidas portanto havia um irreparável espaço em branco no meio da cidade que ninguém se importou em refazer. Voltei para o hotel e decidi entrar pela entrada dos fundos. Nestes fundos, haviam brasileiros e eu conversei com algum deles. Eles estavam matando galinhas em sacrefício a algum deus. Me retirei e decidi ligar para T, dizendo para ele me buscar lá. Ele primeiramente disse que não queria sair de casa e eu insisti. Ele aceitou. Chegou lá de moto, e ele estava diferente: era um homem mais velho, um pouco grisalho, com olhos muito escuros. Fomos até a casa dele. Chegando lá nos beijamos, T tirou minha blusa e eu comecei a sentir que a ir até Istambul havia começado a ganhar um novo propósito.
Deslizando pelo arRenato 23/07/2008 01:10
Eu estava numa festa, uma pista iluminada onde as pessoas dançavam e ao redor existiam balcões onde as bebidas eram servidas...eu ficava há uns 20 centímetros do chão e deslizava dançando pelo ar em alta velocidade bem rente aos balcões, ouvindo a música sem parar..sentia uma sensação de liberdade incrível, não cansava
GavetasSL 22/07/2008 01:45
Eu havia roubado o carro do meu pai, o predileto de dele e decidi viajar até o Panamá. Sabendo que se tratava de uma longa e cansativa viagem decidi passar no supermercado para comprar um saco de dormir e bastante comida. Coloquei tudo no porta-malas do carro e comecei a dirigir. Quando estava perto da divisa de SC vi uma casa no meio da estrada e tive que parar o carro, pois ela estava bloqueando a passagem. Era uma casa pequena de maneira, com a pintura descascada e sem janelas. Fiquei pensando como ia fazer parar continuar com a minha viagem. Tentei empurrar a casa com as minhas mãos e me dei conta que eu precisaria de alguém bem forte para me ajudar. Saí dali a pé e fui atrás de alguém. Eu estava no meio do nada quando começou a ficar noite. Voltei para onde havia deixado o meu carro e a casa havia sido empurrada para o lado. Fiquei pensando que alguém mais forte que eu que também precisava passar por aquele trecho da estrada havia feito isso. "Tudo bem", pensei, entrei no carro e continuei a dirigir. Em certo ponto da madrugada parei em um posto de gasolina para colocar gasolina e fazer um lanche no restaurante. Entrei no restaurante, as paredes eram em cor roxo-claro e a atendente usava uma roupa da mesma cor. As mesas eram para uma única pessoa, as cadeiras eram muito altas e eu não conseguia subir. Fiquei esperando alguém vir me atender. Naquele lugar havia mais umas três ou quatro pessoas jantando e tomando café. Todas em silêncio. A TV estava ligada e falava que Júlio Cortazar e Kafka iriam se reunir em Bagdá para fumar narguilé e lutar contra o fim do surrealismo tcheco. Eu tava tão cansada de dirigir que nem fiquei impressionada. Ninguém vinha me atender quando caminhei até a mulher com avental da mesma cor das paredes e falei que gostaria de beber um expresso duplo. Ela me disse para procurar o que eu quero nas gavetas que estão atrás da porta de entrada. Com toda naturalidade do mundo eu fui lá, atrás da porta havia uma parede cheia de gavetas de todos os tipos, tamanhos e cores. Abri uma que ficava quase grudada no chão e dentro dela havia muitas lagartixas e aranhas de plástico. Levei um susto e fiquei pensando que a mulher do avental queria me pregar uma peça. Mas continuei a abrir as gavetas porque achei que o meu café expresso duplo poderia estar ali. Em uma outra gaveta havia um livro chamado "Teorias Dobem". Peguei, dei uma olhada e dentro do livro havia um recado para nunca desistir de olhar as gavetas. Eu continuei buscando pelo meu café quando a mulher de avental me trouxe uma escada de plástico e eu subi para que alcançasse bem lá no alto. A parede parecia não ter fim. Fui abrindo várias, muitas estavam vazias muitas tinham outras gavetas dentro que por sua vez tinham outras gavetas dentro... Eu fiquei cansada e já havia perdido muito tempo naquilo lá, eu pensava que só queria tomar um café, e um homem com chapéu de palha e sem dentes disse que ali eles não serviam cafés porque não cabiam dentro das gavetas. Fiquei muito braba por não terem me avisado antes, abri uma das gavetas e cuspi dentro com raiva. Quando eu estava entrando no meu carro em direção ao Panamá, a mulher de avental roxo correu até mim e me entregou um aparelho telefônico branco muito pequeno que tinha muitos fios pretos, disse que através dele eu poderia me comunicar com o mundo quando quisesse e até mesmo acessar o conteúdo babilônico das gavetas, pois eu poderia precisar em um futuro breve. Fui embora. De longe avistei o homem sem dentes cair no chão.