Drömma

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Drömma Dreaming Logger — Coleção de Sonhos — Sonhário
kurdt cobain / l

sonhei que o kurt cobain era filho da minha tia, ela ficava tacando na minha cara que eu nunca seria alguém melhor que o filho dela, nunca seria o orgulho da família, kurt era o único artista e a única inspiração que nossa familia poderia ter. acordei com love buzz na cabeça.
acordei atordoado: / lusca

estava em uma festa, no ápice do êxtase, sendo dança;;num salto, sinto um peso no pé, quando olho para o chão, uma pessoa em convulsão, abaixo instanteneamente para ajudar, viro ela de lado, e boto o dedo na lingua; tudo escuro e molhado, todos ainda dançavam como se estivessem sós, sentia dificuldade de segurar o corpo em transe; e de acalmar-me; a musica preenche todo o salão em um ruido crescente e cacofonico, sinto choques elétricos vindo lingua e num estompido, vem o silencio, a luz acende, a festa vazia, o corpo mais leve, quer flutuar em meus braços, antes que a gravidade o puxe para cima, viro para ver o rosto:
eu mesmo.
:acordei atordoado
dentro da vivência / luísa h

tudo começou quando fui encontrar meu irmão a noite, a gente ia conversar sobre criação e imitação. começamos a tomar um vinho e fiquei muito bebada. No outro dia acordei e não lembrava de nada… reencontrei meu irmão e ele me deu um colar azul anil com prata. Ele disse que na noite anterior a gente tinha brigado, mas reconversamos e ficou tudo bem. Seguimos caminhando e encontramos outros amigos, entramos num bairro com casarões antigos em madeira onde moravam várias famílias negras. Uma delas nos chamou pra confraternizar com eles, foi muito legal. Eles estavam se preparando para uma cerimonia que aconteceria naquela noite. Nos convidaram para participar dos preparativos.. que eram no apartamento em que morei com minha mãe durante minha infância. Lá os irmãos da família estavam vestindo uma indumentária azul celeste com muitos brilhos suaves e um deles estava pintando um quadro para levar. Fomos até o local do ritual e me disseram que eu estava como iniciada, comigo estava uma amiga muito querida que nao sei quem é, mas o sentimento era de muito afeto e proximidade entre nós. Começamos entrando no espaço e o lugar era um hospício, eu não sabia quem era "lúcido" ou não. E uma mulher falou pra mim: vc eh nova neh, nao ta acostumada. Entramos numa sala e começaria o ritual, disseram que eu não podia estar ali. Mas continuei… me passaram água de cheiro, senti um tom amarelado se espalhar em mim. Logo uma médium incorporada me disse: vc não está se relacionando no amor de uma forma correta, mas deves seguir tentando.. Só respondi que fiquei confusa, porque ela havia sido bem densa na forma de falar isso. Saímos da sala e ficamos na parte de fora da casa. Era um lugar no meio do nada.. Saí para ir embora e encontrei um conhecido de sp, fomos caminhando juntos por uma estrada de chão batido onde tbm encontrei pita e parra, dois argentinos q conheci em jujuy. logo estavamos todos proximos de um rio com uma mata abundante. estava com a gente uma lontra e um dog também. queriamos chegar a outra margem do rio, para isso precisavamos atravessar a nado. fiquei ajudando o dog pq ele nao sabia nadar e a lontra começou a ficar braba. qndo chegamos no outro lado tirei o dog da agua e a lontra veio me atacar, ela me mordeu no punho esquerdo. mas a carinha dela já era de outra coisa, parecia queimada. ela soltou meu braço e veio em direção ao meu rosto. daí eu acordei sem ar.
Foto de paisagem urbana / li

Eu morava em um novo apartamento, 2o. andar, de frente, mas achava um lugar perigoso. Sai na rua e achei linda a quina de uma esquina, tinha árvores floridas e folhas caídas ao chão, nas cores lilás, azul e laranja, iluminadas por um lindo raio de sol. Fiz uma fotografia e ao visualizá-la, observei que a paisagem da foto havia se transformado na imagem da Virgem Maria.
meu amigo era um peixinho / Avê

Sonhei que meu amigo thiago tinha virado um peixinho bem pequenininho
e ele tava num aquário enorme, a gente ficava procurando ele, chamando e tal.
Aí o joão apareceu e o peixinho thiago começou a pular pra fora da água... nós falamos que ele tava fazendo nado peito.
Ele era peixe, mas podia respirar fora da água.
Eu coloquei ele em cima de prancheta pra pode se comunicar... eu escrevi Sim do lado direito e Não do lado esquerdo e perguntei pra ele: Você quer ficar fora da água junto com a gente e dar rolê? Ele saiu pulando pro lado esquerdo onde tava escrito Não. E daí eu fiquei triste.
5 energias do sol / Avê

Sonhei que fui chamada no meu antigo trampo (que era no estado) pra trabalhar pela defesa das 5 energias que vinham agora do sol e interferiam de maneira emancipadora na mente das pessoas. A minha supervisora, que antes era uma pessoa super apegada aos cabelos, raspou toda parte da frente da cabeça e fez uma tatuagem de linha atravessando a testa.
O embalsamador / Avê

Éramos marginais de rua, leprosos e deformados num lugar sem asfalto. Minha boca era uma argola e eu dizia pra outros deformados colocarem o dedo dentro pra sentir como era, que eu tbm era diferente, num sentimento de comunhão.
Passou um ônibus naquela rua e eu entrei. Estava cheio e fiquei de pé. No meu lado um senhor negro, grisalho, com roupa simples, mas elegante. Desci do ônibus com ele e o acompanhei. Era uma grande ocupação, com muitos barracos e feiras. Ele disse que ia num velório e que era embalsamador.
Chegando lá, parei na porta, não consegui entrar. O cheiro do bálsamo era bastante forte, causava mal-estar não só pelo respiro, mas pela lembrança da morte. O embalsamador avaliava as peças do corpo já dissecadas, naquela tarde a perna completa valia dois mil reais. A família presente ouvia atentamente, mas algumas pessoas não conseguiam entrar no recinto.
O galpão branco em que o velórios foi feito hora ficava cheio, hora vazio, mas no momento da avaliação poucos quiseram ficar, seria talvez constrangedor.
Quanto valeria as peças de cada um que ali se encontrava? A flores que vi eram somente vermelhas.
O embalsamador, pelo visto, viaja longas distâncias.
viagem e urso pardo / Avê

Sonhei que eu fazia uma viagem com amigos, mas em nenhum instante pensei no destino.
Num primeiro momento, estávamos num prédio público bem deteriorado, parecia uma escola pública, as pessoas falavam espanhol, a população parecia paraguaia. A gente brincou de falar espanhol, mas ninguém sabia. O lugar estava muito cheio, as pessoas estavam sempre andando, muitos grupos grandes indo em fluxos diferentes. Um urso pardo apareceu correndo feroz por um corredor. Me perdi de todo mundo.
Num segundo momento, tínhamos que passar de carro pela beira de uma praia e a maré estava alta. O motorista era um desconhecido, mas disse que já tinha feito isso antes. Passamos, a água entrava pela janela do carro. Fiquei preocupada se não tinha estragado o rádio militar que tínhamos acoplado no porta-luvas.
Num terceiro momento, sei que estávamos já na Argentina, a estrada estava escura, conversamos sobre voltar.
Num quarto momento, nos movíamos sem carro, hávia muita sacola e coisas soltas pra carregar, cabos, equipamentos eletrônicos.
Num quinto momento, nos arrastávamos pela beira do mar, aquele que já tínhamos passado. Meu amigo disse que havia mais pra dentro do mar, numa rocha grande, uma porta numa árvore, mas pra chegar lá era preciso um barco ou algo que flutuasse.
Num sexto momento, fomos de prancha ou barco, muitas pessoas até a porta no mar. Algumas pessoas foram nadando. Chegando lá, um homem que disse que já tinha aberto a porta uma vez e tentou abrir, mas as raízes da árvore bloqueavam a abertura. Então eu vi que tinha uma porta do lado, igual àquela, mas sem raízes e ninguém tentava abrir porque achavam que estava trancada. Então eu, que era também outra pessoa ao mesmo tempo, mas também era eu, abrimos a porta e ela abriu facilmente. Era uma porta muito grande, antiga, umas três vezes o meu tamanho, tinha um trinco torneado, muito bonito. Quando abri a porta, dentro havia uma mansão enorme abandonada, a luz entrava por frestas, era um cenário muito bonito. Todos entraram rapidamente no local. Na mansão havia uma escada grande em curva pro segundo andar. Olhei pra escada e minha amiga descia dela animada por estar alí. Olhei pro outro lado e num salão grande havia um urso pardo sentado de costas e ele ainda não tinha visto ninguém. Tantei avisar as pessoas, ninguém se importava.

Nunca sonhei com urso antes.
/ Smitha911

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