eu fui visitar uma amiga com quem tava meio brigada, cheguei na casa dela q era alta com uma escada tipo uma casa na arvore parecia, e eu cheguei la e ela espumava de raiva e disse que ia me acusar de ter estuprado o pai dela, enfiando pedaços de grama no ânus dele. então ela jogou evidencias em mim e disse q agora eu ia me dar mal pra sempre, q ela jogou as provas em mim. entao eu morri e virei uma alma e eu olhava pra ela e perguntava porque ela tinha feito aquilo muito exasperada, empurrei ela q caiu da arvore e quando caiu no chao sairam do bolso dela uma serie de joaninhas e alfinetes, muitos abertos com as pontas a vista, no chão. eu segui perguntando porque ela tinha feito isso e fiquei muito triste. encontrei diversos grupos de amigos e minha familia, eu via eles e nao conseguia me comunicar pq eu era uma alma apenas agora, e eu chorava muito porque nao podia mais participar das vidas deles. entao fui pra um facebook de almas e conversei com outros mortos um deles meu primo, que tinha morrido pouco antes de mim e me chamou pra ir com ele ao proprio funeral.
/ minha mente tranquila•
a gente tava dentro de um colégio que tinha um poço de petróleo, e eu com a filha ou filho do pres. dos EUA na mão, mas tudo relax. era do bush, daí trombei o cauê, com o lixomóvel dele e ele me deu o óculos que ele usava, e lógico que só podia ser um lixóculos, tudo embaçado. essa passagem foi saindo do colégio, pra dentro do seu carro (indo pela ligação leste-oeste, ali no viaduto do café) e foi parar no meu apê do centro, onde rolamos uns compactos de reggae com outra galera, os compactos não eram de vinil preto, tinham a própria arte neles. ficamos um tempo por ali, até que encontrei um pessoal que eu já conhecia e eu, numa cadeira de rodas (representando, eu todos sabiam que era meio teatral) mas puxando firme, e com equilíbrio. mas um dos pneus estava murcho, daí soprei os dois para ficar ok. o resto esqueci, foi mal..
pulo de ponta / luísa h•
eu estava flutuando no universo e meu corpo estava num constante pulo de ponta. eu não sabia onde estava mas sabia que eu vinha de algum lugar do universo. ia passando por vários planetas, cada um com uma característica diferente (formato, composição, densidade, tamanhos). fui chegando perto do planeta terra e o corpo cada vez mais inclinado: braços abertos pra entrar na terra. depois disso eu acordo do sonho dentro desse sonho e encontro com uma xamã que conheci em minas. eu conto pra ela desse sonho e ela me diz: como é bom a gente poder estar com todas essas pessoas queridas reunidas cozinhando no acampamento. depois a gente sai pra caminhar com a família dela e da yasmine e eles falam que foi eu quem colocou a gravata na roupa do palhaço.
Fortaleza de gelo do serial killer / cauli•
Eu estava visitando, com alguns jornalistas, a fortaleza de gelo construída por um serial killer nos Estados Unidos. Para fugir da prisão (e da cadeira elétrica) ele teria comprado o terreno mais alto dos que conseguiu no país. E então começou a construir, dezenas de metros para cima, um gigante bloco retangular de gelo, com escadas que subiam pelos cantos, também feitas de gelo. Ele estaria amparado por alguma lei absurda de lá se conseguisse construir algo que remetesse a uma cidade, que seria dele, e por isso não poderiam prendê-lo. Mas os jornalistas que subiam comigo estavam dizendo que estava nos planos do governo uma demolição "acidental".
Os jornalistas subiam as escadarias sem proteção, pensando alto os jargões que diriam em suas reportagens. Sofro com os últimos degraus, que fazem sempre curvas de 90 graus e degraus de gelo não são lá muito firmes. Tirando o medo de altura: era muito alto. Lá em cima, num platô de gelo de 10 por 10 metros, estava a figura, que parecia muito o Charlie Manson, deitada naquela posição de donzela no quadro do Titanic, só que direto no gelo. Ele se gabava da vista pra única repórter que estava lá em cima.
E então, quando todo mundo terminou de subir, o bloco caiu. Todos nós morremos. Não entendi o porquê. Talvez tenha sido o plano do serial killer o tempo todo.
Cadáveres Chineses / Pai / lupino•
Reencontrei amigos de um grupo especifico de Niterói e como de costume nos encontramos na casa do Breno. Todos presentes, mas ao invés de assuntos relacionados a nossas bandas favoritas, tudo girava em torno de uma ideia maluca de abrir uma empresa com novidades para o mercado da "noitada". Saí fora, eu e minha filha. Fui encontrar alguém na mesma rua, dois cadáveres estavam aguardando na portaria, na minha cabeça eu só poderia entrar depois que alguém removesse eles dali. Dois homens ensacaram os dois cadáveres chineses, eles já eram mais velhos e estavam bem vestidos.
Eu e meu pai fomos para uma festa em um lugar que era a mistura de uma rua com um corredor bem largo de algum edifício. Chegamos tarde, encontramos um amigo dele que já estava muito alterado. Perguntei se ele não sabia de alguma pessoa que estava vendendo maconha, ele tirou do bolso uma quantidade boa e disse que ele mesmo tinha. Eu comecei a negociar, mas meu pai interferiu e ofereceu 250. Na hora eu pensei que isso era muito mais do que eu estava disposto a pagar, ele tirou o dinheiro do bolso e pagou pela minha maconha. Achei um amigo, Rafael W., e perguntei o que ele achava. Ele viu e falou que aquilo era um tipo especial de maconha, que eu tinha dado sorte e que era pra eu tomar cuidado com a quantidade. Meu pai se orgulhou. Ficamos horas desfazendo, eu, meu pai e Rafael. Era muito bonito, verde claro com cristais brancos e pequenas pétalas de uma flor desconhecida.
dia dos mortos / g•
estava andando num lugar que parecia um shopping com alguma pessoa do meu lado que eu não lembro, e no meio do corredor eu encontrava a bia(colega falecida que morreu) e eu sabia que ela estava morta mas via ela andando por ali, fiquei pensando em um monte de coisas para dizer pra ela, ela veio ao meu encontro, me abraçou e sussurrou no meu ouvido umas coisas que eu não lembro, e eu respondi dizendo que tava tudo bem e agora ela poderia descansar em paz.
Depois eu estava num jardim com a minha mãe e ela chegava para mim e dizia: filha, você não conhecia o lucas de verdade, e eu respondia: por quê?, e ela: ele se jogou na máquina de lavar roupas, está morto!!!! daí eu fiquei pensando maior tempão em como alguém se mata desse jeito e depois acordei pensando que tinha sido de verdade
40 dias sem céu / sonhos extraviados•
na madrugada do 24 pro 25 de outubro: o céu caia com 40 estrelas, por 40 dias
lentamente e a cada dia se aproximava da gente, lentamente. eu sentia uma dor e uma falta de consciência das pessoas que não atentavam para isso. falava:
" — gente: vamos ficar sem céu por quarenta dias! ele está caindo."
moedas de ouro / sonhos extraviados•
estava na rua com meu irmão e um amigo para pegar um táxi.
joguei uma moeda de 1 real para o alto e quando ela caiu ela saiu rolando rolando rolando rolando e segui na cola dela que rolava rolava e eu quando parou, foi nos fundos de um restaurante, num barranco de areai. fui pegá-la e apareceu outra e outra e outra e outra e mais uma e outra e outra. catei uma por vez e saí com a mochila cheia de moedas de ouro.
A casa alugada / gnight•
Tínhamos alugado uma casa isolada em algum lugar frio. A casa era clara e neutra, por isso tinha um ar de sofisticada. Estávamos em família mas só lembro realmente da presença dos meus pais. Os outros eram figurantes. Usávamos roupas pretas, líamos livros assustadores e praticávamos ocultismo. Acho que preparávamos um ritual estranho, que envolvia sexo e drogas, que eram constantemente centro da minha atenção. Sabíamos que estávamos envolvidos em maldade mas não conseguíamos deixar de estar fascinados. Em algum momento antes de concretizarmos o ritual, com medo de sermos descobertos, tivemos que esvaziar a casa rapidamente das nossas coisas. Eu era a que tinha mais dificuldade em fazer isso. Tinha medo de esquecer coisas, mas ao mesmo tempo escolhi alguns objetos para serem deixados para trás, como que para influenciar os próximos inquilinos ou simplesmente me manter presente na casa. Deixei uma meia numa gaveta, um grampo de cabelo em outra, e um livro de terror ilustrado que contava a história de uma menina que seria vítima de um ritual oculto.
A casa alugada / gnight•
Tínhamos alugado uma casa isolada em algum lugar frio. A casa era clara e neutra, por isso tinha um ar de sofisticada. Estávamos em família mas só lembro realmente da presença dos meus pais. Os outros eram figurantes. Usávamos roupas pretas, líamos livros assustadores e praticávamos ocultismo. Acho que preparávamos um ritual estranho, que envolvia sexo e drogas, que eram constantemente centro da minha atenção. Sabíamos que estávamos envolvidos em maldade mas não conseguíamos deixar de estar fascinados. Em algum momento antes de concretizarmos o ritual, com medo de sermos descobertos, tivemos que esvaziar a casa rapidamente das nossas coisas. Eu era a que tinha mais dificuldade em fazer isso. Tinha medo de esquecer coisas, mas ao mesmo tempo escolhi alguns objetos para serem deixados para trás, como que para influenciar os próximos inquilinos ou simplesmente me manter presente na casa. Deixei uma meia numa gaveta, um grampo de cabelo em outra, e um livro de terror ilustrado que contava a história de uma menina que seria vítima de um ritual oculto.