Drömma

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Drömma Dreaming Logger — Coleção de Sonhos — Sonhário
passarinho na perna / li

Passeava na avenida Presidente Vargas, em Santa Maria. Com amigos, procurávamos um lugar para lanchar. Havia muitos cafés com brincadeiras para crianças. Paramos em um bar chamado "tia da moto". Voltei para casa, dormi e acordei sentindo algo na perna direita. Levantei a calça do pijama e vi que tinha um passarinho morrendo ali junto da minha perna. Tentei tirar, mas não conseguia me movimentar direito e entrei em pânico. Comecei a chamar minha mãe e minha tia ME e elas nao respondiam. Eu e o passarinho agonizando, eu por medo, ele para sair. Senti seu bico vindo na minha coxa e percebi que ele era bem grande. Vi ele se remexendo, um pouco de sangue. Ficamos na espera e ninguém vinha ajudar-nos.
Sobre o comportamento de eternidade dos caramujos / t.

Sonhei que um caramujo caminhava nos meus braços. Era algo que me angustiava muito, pela sua textura e também pela sua lentidão. Mas, por mais que eu quisesse tirar ele dali, eu me sentia responsável pelo caramujo e achava que fazer isso seria um ato de descuido e desrespeito com ele.
Personagem sem rosto / Laercio

Estou lendo um romance escrito pela L. Conforme eu leio, as cenas acontecem de verdade.

A história transcorre normalmente e de muitos detalhes eu não me lembro, mas de repente aparece um novo personagem.

Esse personagem é bem construido na história, mas na cena que acontece de verdade ele não tem rosto, nem nome...

A protagonista é apaixonada por ele, mas eu sinto que tem alguma coisa errada.

Eu leio o livro e vejo a cena se desenrolando a minha frente: O homem sem rosto se levanta do piano que estava tocando e se curva brevemente para a pequena plateia ao seu redor que aplaude entusiasmada.

Ele caminha pelo tapete felpudo que forra o chão da sala e sai pela porta de vidro para a chuva lá fora. Os aplausos continuam. Umas dez pessoas vestidas elegantemente em volta do piano.

L. está entre elas, aplaudindo com mais entusiasmo do que todos, um pouco exagerada até, eu diria.

Lá fora uma trovoada muito forte espanta a todos, eu inclusive que não estou lá. Apenas assisto a cena. E fico pensando que a roupa do Sr. X vai se estragar.

No canto da sala tem uma máquina xerox e duas meninas estão brincando com ela. Estão tirando cópias de uma foto que não param de sair da máquina e saem voando pela sala. Todos pegam as folhas para olhar.

É uma foto da esposa do Sr. X, que misteriosamente também não tem rosto. Eu também pego uma dessas fotos, e nas minhas mãos, a pessoa na foto (que não tem rosto) começa a chorar, molhando meus dedos com lágrimas.
M. na Rua ~ Curso de música pitagórica na Itália / dmtr

Sonhei que estava na associacao rural e ia acontecer um evento. tipo a M. na Rua, e iria ser uma transmissão ao vivo mas so haviam duas pessoas ali, não sabia se era pro público ir ou não. Era em algum momento da madrugada e todos estavam esperando algo. Soube que era um cara que trazia champagne pra um evento paralelo mas se vc pedisse ele servia também. uma espreita alcoólica.
Haviam caixas de som amarelas integradas na parede e outras soltas. as amarelas eram bem fortes e estavam desligadas. eu ligava e logo desligava elas pq nao sabia que horas da madrugada eram.
Em um lugar mais afastado encontro a Giorgia e ela começa a me mostrar um catálogo de cursos livres de arte e geometria que acontecem na Italia. No meio havia um diagrama do teorema de pitágoras e outros grafismos, era a aula de um professor que trabalhava com música generativa. ao tocar as páginas do livro partes da música soavam e era muito impressionante.
Entra na sala um senhor muito bem humorado e coloca uma máscara de látex com o rosto de uma mulher e fala: como é o aniversário dela vamos cantar parabéns, e começamos a cantar parabéns.
Vejo neste lugar um instrumento parecido com um Mandolim, muito precioso com umas 10 cordas todas muito próximas. Algumas estavam cruzadas e davam a impressão de estar colocadas de forma errada. Tento tocar um pouco e desisto logo.
Cabelo prata / dmtr

Sonhei com a T. ela tinha o cabelo totalmente branco prateado e a roupa também. parecia de nylon. estava de frente me contando alguma coisa interessante que não lembro o que era.
crocodilos / gnight

Estava em um parque com crianças e vi uma atração que era um longo tubo de plastico semi-transparente com 4 crocodilos dentro.

Eu não vi muita graça pois não dava para ver os animais com muitos detalhes. O que se via era quase que so a silhueta e a forma dos olhos. Algumas crianças, no entanto, tentavam fazer os crocodilos se mexerem fazendo barulho ou movimentos bruscos.

Alguém me ofereceu os 4 crocodilos e, pouco tempo depois, eu estava na sala de visitas do apartamento em que morei quando criança, com os crocodilos e o tubo. Porém, não consegui mantê-los dentro do plastico por muito tempo, pois não pude fixà-lo adequadamente no chão e nos moveis. Por isso, um ou dois crocodilos escaparam e ficaram soltos na sala.

Em um primeiro momento, fiquei perto do primeiro crocodilo desempedido, sem conseguir me mover. Ele também não se movia. Consegui me afastar, aparentemente sem que ele se movesse. Não pude saber exatamente pois sai da sala sem olhar para tràs.

Mais tarde, uma das crianças entrou na sala antes que eu pudesse segurà-lo. Mesmo gritando avisos e fazendo a expressão mais séria que eu pudesse, não consegui impedi-lo.

Quando o menino de cinco anos fechou a porta atràs dele, não tive coragem de buscà-lo e pensei comigo mesma que ele devia saber o que estava fazendo. Ao mesmo tempo, imaginava um dos crocodilos mordendo uma de suas pernas.

Depois que ele entrou, o seu irmão gêmeo veio falar comigo. Não lembro o que ele disse, mas o sentimento da conversa era de tranquilidade e ternura. E ele é muito bonitinho.

Não ouvia gritos vindo da sala, mas não conseguia parar de procurar uma solução para aqueles crocodilos. Não sabia o que fazer, mas não parava de agir. Lembro de ter tentado entrar na sala mas não ter tido coragem, e de ligar para os bombeiros, que me disseram que chegariam em 5 dias.

Procura / Laercio

Estou no salão de festas do castelo procurando a Luana.

Apesar de ser um dia claro lá fora, as janelas estão fechadas e dentro do salão está uma penumbra estranha, embora não de todo desagradável.

Dá para ver os quadros nas paredes que parecem se mexer na semi-escuridão.

Uma escada de mármore dá para os aposentos superiores. Subo por ela e sigo por um corredor acarpetado de vermelho.

À esquerda uma porta gigantesca está entreaberta. Atravesso e entro num quarto estilo vitoriano.

A cama ricamente decorada com um dossel de fino tule azul está vazia. Não sei como, mas eu sei que é o quarto da Luana.

Há um leve perfume no ar. O perfume de Luana. Mas nem sinal dela. Aparentemente ela passou por aqui há pouco tempo.

Saio do quarto e sigo pelo corredor que parece não ter fim. À medida que avanço, ele parece ficar mais estreito e baixo até que eu não consigo

mais continuar.

Me viro para retornar, mas atrás de mim não há mais o corredor. Ao contrário, uma parede de tijolos surgiu atrás de mim. Estou preso!

No chão, o mesmo tapete vermelho e olhando para cima, vejo nuvens passando num céu avermelhado pelo por-do-sol.

Não estou mais no corredor. Estou ao ar livre, a beira de um lago de águas calmas. O sol está se pondo a oeste. Há montanhas e colinas cercando o

lago.

Luana... onde você está???
Sexo mitológico / Lia

É noite e eu estou sozinha na rua debaixo de uma forte chuva. Faz muito calor e nem a chuva consegue refrescar, de fato a água parece quente como se caisse de um chuveiro.

Estou descalça, usando só uma camiseta e uma saia curta, sem nada por baixo. E como a roupa está ensopada, ficou transparente e dá pra ver tudo.

Eu ando apressada com medo de aparecer alguém e me ver desse jeito.

No fim da rua, tem uma espécie de bar. A luz que vem de dentro ilumina a calçada molhada.

Minha intenção é passar o mais rápido possível, para não chamar a atenção, mas ao dar uma olhada de relance para dentro fico estarrecida.

Há todo tipo de criatura mitólogica lá dentro: centauros, faunos, fadas, monstros, deuses e heróis.

Todos param o que estão fazendo e ficam me olhando também. Fico com medo e continuo a caminhar na chuva, quase correndo.

Olho para trás toda hora, receosa que alguém venha atrás de mim, e logo vejo três faunos saindo do bar e vindo em minha direção.

Eles são enormes, estão nus e visivelmente excitados.

Fico apavorada, mas ao mesmo tempo me sinto excitada também. Ao invés de sair correndo, continuo parada vendo eles se aproximarem.

Eles me cercam, logo me seguram pelos braços, arrancam minha roupa molhada e começam a fazer todo tipo de coisa comigo. Primeiro um de cada vez, depois os três ao mesmo tempo.

A chuva continua a cair torrencialmente, eu nunca me senti tão excitada e gozo com eles muitas e muitas vezes.

Depois de muito tempo eles se cansam e me deixam lá, deitada na calçada, nua e exausta.Ergo a cabeça na direção do bar e vejo mais criaturas saindo de lá e vindo em minha direção. Parece que vou ser abusada novamente, desta vez por uns 10 faunos, centauros e outros seres estranhos.

Abro a boca para gritar, mas nenhum som sai de minha boca.

Na verdade estou sentindo mais prazer do que medo.
The neighbours / Kaneda

Fugia pelas casa da vizinhança até chegar a um beco que tinha a opção de subir ou descer, eu conhecia o caminho por baixo e decidi seguir por ali para não ser pego. Quando saí, identifiquei que havia chego na casa de alguém conhecido. Atravessei o portão que ficava aberto para quem descia, mas percebi que era uma passagem do beco para a rua, já a casa era quase inacessível por ali. Cheia de grades! Vi um carro parado em frente à casa. O que aconteceu é que reconheci quem estava atrás e era Nerak. Demos oi e conversamos, perguntamos coisas frívolas e nada mais.
With my clitoris I fly / B.

Tive esse sonho há mais de 10 anos atrás, quando estava numa fase de descobertas sexuais. Acho importante compartilhá-lo.

Era um dia bonito daqueles com sol radiante, céu azul. Eu coloquei uma nuvem no desenho só pra dar uma idéia de céu, mas na verdade me lembro de observar que não haviam nuvens, o céu estava limpíssimo, azulíssimo. Apesar do calor, havia uma brisa fresca passando. Eu estava no Rio de Janeiro, pra lá do Recreio dos Bandeirantes, que naquela época (e nas minhas memórias) era só um matagal. Tinha uma galera lá da Tijuca me chamando pra sair, e eu sabia que seria legal. Eis que então, como se fosse algo natural, eu pego nos meus grandes lábios, um em cada mão, e os puxo para o alto estendendo-os. Se tornam como que grandes asas de borboleta, as quais eu comecei a bater como pássaros fazem quando querem decolar, e decolei. Lembro de ir observando o caminho lá de cima atentamente, passando pela Avenida das Américas, controlando minha altura e braçadas. De lá eu podia ver a praia da reserva. A brisa fresca lá em cima tornou-se geladinha e passava pelo meu clitóris refrescante. Me ponho a planar, brisa no clitóris, observando a ondeação. Eu estava atenta e responsável pelo meu vôo, e me sentia livre, completa e feliz.