Tinha passado em frente a uma baladinha que adorava com amigos e resolvi entrar. Lá dentro avistei muitos amigos, mas fui conversar e beber junto com a Bárbara e o Amauri. Ela me levou para uma mesa onde tinham diversos esmaltes e me dizia que lá o barman, além te servir também faziam tuas unhas. No começo achei interessante, mas desisti da ideia. Resolvi ir para fora do lugar, na área só para fumantes. Lá encontrei o Roberto, que estava no mínimo bem bravo comigo. Ele me avistou meio de longe e começou a brigar comigo e gritar enquanto vinha na minha direção, dizendo que tempos atrás estava apaixonado por mim e me perguntava como que eu tive coragem de não ter tentado nada com ele para ver se dava certo. Ele berrava e me batia, cheguei a cair no chão e levar pontapés. Gritava por socorro, mas ninguém me ouvia. Consegui escapar dele e o fechei para fora. Estava sem marcas da briga, me ajeitei e arrumei meu cabelo e pensei comigo mesma “por isso que deixei de ir em baladas, sempre tem um bêbado chato.”
despedida / negresco / chuazinha•
estava num lugar que parecia uma junção de igreja com livraria. era o dia da despedida da minha amiga isabela, ela estava indo morar fora, no entanto o clima estava pesado com ose a gente nunca mais fosse se ver. uma espécie de padre estava fazendo as honras da missa, falava sobre a isabela, sobre sua jornada. eu estava sentada e me debulhava em lágrimas. tania e clara também estavam tristes mas só eu chorava compulsivamente.
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estava com o diogo em um apartamento, prédio número 100 na marques de olinda. era a casa dos pais dele. a princípio parecia não ter ninguém na casa, só nós dois, mas depois o pai dele aparecia e dava pra ele um pacote pela metade de negresco, dizendo para ele me oferecer. o pai do diogo parecia o rodolfo caesar.
entre pés e sapatos / li•
Era inverno e eu estava na sala com DF e A. A brincava de deslizar pelo chão com o meu chinelo, muito quieta e comportada. De repente lembrei que eu ainda não tinha feito fotos com A, busquei a câmera e DF pegou A e fez poses para fotos. Logo começaram a fazer caretas e seus rostos com caretas os faziam se transformar em pessoas bem mais velhas. A começou a falar muitas coisas, parei tudo e fui ouvi-la, quando saiu a frase ‘ lisiane pé de banana’. Percebi que ela usava sapatos que eu não conhecia, abotinados em couro, de uma marca chamada ‘south Africa’ , perguntei para DF de onde tinha vindo estes sapatos e ele falou que seu pai havia mandado de presente para A.
3 irmãs / LaisP•
Fui em uma exposição de artes com meu pai. A exposição era sobre arte renascentista e ocorreria dentro de uma sala em uma igreja.
A sala era meio apertada, pouco iluminada e suas paredes eram completamente revestidas com um tecido verde oliva meio escuro de padronagem bem rebuscada.
Haviam muitas pessoas dentro daquela sala, mas nenhum quadro, do meu lado tinha um espelho retangular bem grande com moldura dourada tão adornada quanto o motivo do papel de parede da sala.
Me olhei meio de longe no espelho e notei que tinha uma menina sentada nos meus ombros, em cima dela havia mais uma e em cima dessa segunda havia uma terceira menina.
Elas desceram de mim, a que estava segurando as outras duas era a mais velha, parecia ter no máximo uns 11 anos, tinha os cabelos bem negros, compridos e cacheados.
A segunda parecia a irmã do meio e acho que tinha uma idade muito aproximada da morena, ruiva, também de cabelos compridos e bem cacheados.
A mais nova que estava na ponta dessa torre humana parecia ter no máximo uns 3 anos, usava chupeta e segurava na mão uma fralda. Fiquei surpresa por ela se parecer tanto comigo quando tinha aquela idade. A única diferença minha e dela era que ela tinha uma cicatriz grande na ponta da sobrancelha direita, que estava ainda um pouco vermelha, com um pouco de sangue, parecia ralada.
Ninguém da sala via aquelas meninas, nem mesmo meu pai, apenas eu conseguia vê-las e conversar com elas.
E o sonho continuou assim, eu saí da sala, não vi mais as gurias e passei a ver e falar com outras pessoas que os demais não conseguiam ver nem conversar.
Passei a acreditar que eram fantasmas. E os recados que estes "fantasmas" me pediam para dar aos entes queridos e amigos eu dava.
Passando tudo isso no sonho, mas ainda dentro dele, contei para a minha mãe da menininha mais nova e como eu fiquei surpresa por ela se parecer tanto comigo. Minha mãe riu e disse que era bobagem, já que minha cicatriz era na outra sobrancelha e no meio, não na ponta.
Anéis de prata / LaisP•
Ganhei do 3 anéis de prata.
O primeiro anel era o único que me servia, era fino e liso. A prata era bem brilhante.
O segundo anel era o dobro da espessura do primeiro, ficava um pouco largo e a prata era meio acinzentada. Tinha também uns desenhos bem sutis
O terceiro era o mais grosso de todos, extremamente largo e com uns desenhos de flores de forma bem grosseira. A prata estava preta de suja.
praia / li•
Caminhava com minha mãe pela praia de Capão da Canoa. Era noite e passamos pelo centro, percebi que boa parte da cidade estava diferente. Fomos ver a rua onde alugávamos apartamentos no passado, ao chegar na frente de um, vimos que haviam demolido todos os prédios de uma quadra, que daria lugar a um grande condomínio. Seguimos e minha mãe resolveu descer uma lombada, assim chegaríamos a uma parte da praia. Caminhamos por meio de obras no meio da praia, eu descia a loma inclinada, sentia medo de cair. Comecei a percorrer o trajeto sentada, para evitar algum deslize. De repente vi miinha mãe sentada em uma parte da praia e fui até lá, logo pedi para procurarmos um lugar mais adequado para ficarmos. Subimos a lomba e encontrei um lugar que tinha arbustos que poderíamos nops apoiar para evitar quedas.
Já caminhando novamente pelo centro, desta vez com minhas primas, passamos na frente do prédio onde nossos amigos da adolescência veraneavam. Encontramo-os em frente ao prédio e nos cumprimentamos e resolvemos passear. Fomos para o centro e vimos que tinham transplantado a lagoa para o centro da cidade, e muitas obras em sua volta. Sentamos em um bar, eu, primas, primos, AB e seu tio. Fizemos algumas fotos com uma câmera analógica e rapidamente todas as pessoas correram para um lado e minha prima me levou junto, olhei para o céu e vi que acontecia um grande eclipse, como nunca havia visto. Saímos dali e fomos sentar em um bar para jogar um jogo que tinha cartas com sílabas, e quem perdia ganhava uma rolhada. No meio do jogo percebi que EP estava na mesa e o cumprimentei sentindo feliz por encontrá-lo. Eu procurava DF, mas não o via.
Estava voltando para casa, com mais alguém e entrei em prédio para atalhar, atravessamos escadas, sacadas, pátios até chegar em um apartamento que não tínhamos como sair, e vi seus moradores, 3 idosos assistindo televisão. Me senti envergonhada por estar dentro da casa deles, mas uma das senhoras foi muito simpática, ofereceu o apartamento para passarmos a noite. Exam / Kaneda•
Não tinha passado numa matéria e tinha de fazer a prova substitutiva afim de garantir que eu passasse de semestre. Minha namorada me aguardava no estacionamento. Fui o primeiro a chegar na sala e, como estava vazia, decidi voltar e despedir-me de minha namorada. O estacionamento era numa ladeira. Ao chegar no carro, minha namorada não estava lá. Liguei o carro e fui parar num lugar mais próximo a saída.
Ao voltar para fazer a prova, desisti de fazê-la para sair. Encontrei com Onurb do colégio, que ao me ver saindo, escreveu meu nome em sua folha de prova e mostrou-me, como quem dissesse: "Você quebrou tantos galhos para mim e hoje é sua recompensa".
Subway Od Sadness / Kaneda•
Caminhava sozinho, de passos curtos e vagarosos. Lentamente observava a rua por onde andava. Estava triste, e de longe facilmente notava-se, embora não pela expressão facial, mas sim pelo modo que o corpo avançava.
Lembro-me de não querer encontrar ninguém. Queria mesmo é estar comigo mesmo, para entender-me, descobrir-me, decifrar-me... Lucidamente ergui Minha cabeça e pude ver uma estação do Metrô. Não queria voltar para casa. Não naquele momento. No perímetro da estação do Metrô avistavasse um restaurante, nada muito portentoso, era apenas bem localizado, embora sentisse uma atração por aquele lugar. Cheguei numa apoteose das quais são raras as chances numa vida. Novo Lugar / li•
Estava hospedada em um hotel-colégio interno, pois havia acontecido alguma mudança estrutural na sociedade e todos tinham viver em locais como este, além de terem a mesma religião, horários e normas de vida cotidiana. Encontrei CM e seu bebê, e resolvemos conversar em um horário de atividade religiosa, por isso fomos conversar escondidas em um jardim.
Eu estava sempre procurando DF, nos encontrávamos rapidamente e sempre queríamos ficar juntos por mais tempo, mas não conseguíamos.
Entramos em um quarto do colégio interno, e logo vários amigos , quase todos estrangeiros, vieram. Tínhamos um amigo do Irã, que nos falava que sua família havia telefonado e informado que no Irã as cidades estavam piores que no Iraque, devido uma recente guerra. Senti muito medo e percebi que o novo regime social que estávamos vivendo era decorrente desta nova guerra. Minha lagartixa amada / li•
Saí de um quarto de hospital, após meu parto. Me informaram que eu poderia ir embora, pois a minha filha ficaria na encubadoura, que era um tanque de chumbo, com nitrogênio líquido. Pedi para ver minha filha, e tiraram um pequeno tubo de ensaio do tanque, vi ela ali dentro, e ela era uma lagartixa branca cheia de manchas pretas. Senti nojjo, mas sabia que precisava amá-la, e queria ficar ali junto do galão para não deixá-la sozinha