Drömma

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Drömma Dreaming Logger — Coleção de Sonhos — Sonhário
Lábio Superior / LaisP

Sonhei que um parente muito distante tinha morrido e que meus pais foram designados a enterra-lo. Quando olhei para o morto era um rapaz bem jovem. Mordi e arranquei parte de seu lábio superior e comi. Era gelatinoso e não saíra sangue nem ficara vermelho o que restou da boca do rapaz. Gostei de ter comido e mordi o que restara do lábio superior dele. Dessa vez mordi o mais próximo do limite do desenho de sua boca, tentando tirar tudo. Quando me afastei do rosto dele e vi como ficara sem o lábio e as marcas das minhas dentadas meu estômago embrulhou. Aquilo me incomodou tanto que cuspi o que restara na minha boca do lábio do rapaz. O pedaço da boca dele que eu estava mastigando se mostrou uma maça azul de cor bem brilhante e viva.
Batatas ao molho / chuazinha

Fui comer em um restaurante que era para ser perto da Mundo Novo, tinha que subir para o Charles depois pois ainda estava fazendo o curso. Estava almoçando com meu ex professor Amador Perez, conversávamos sobre a possibilidade de eu dar aula na PUC em breve. Logo chegou o Eduardo, ele sentou atrás da gente. Seu cabelo estava muito grisalho, quase totalmente branco, mas fora isso ele não estava mais velho que o normal. Presumi que tinha sido o estresse da exposição. Até esse ponto o sonho estava muito nítido. Não sei porque mudamos de mesa. Sentamos em uma mesa mais alta, onde as cadeiras eram bancos instáveis. Minha companhia mudou também, não era mais o Amador, mas sim uma mulher, que também tinha sido minha professora mas não lembro quem era, e duas amigas que suponho eram a Sofia e a Fernanda, pois elas apareceram mais tarde no sonho.
O garçon chegou com a comida, demorou muito, já estávamos meio atrasadas para o curso, ele se atrapalhou e meteu o prato de comida - uma batata num molho borbulhando - na minha mão. Me queimei os dedos. Doeu. A partir daí o sonho ficou muito confuso. Minha ex professora saiu para cumprimentar outros alunos, o Eduardo ia e voltava, sua presença ali era nosso lembrete da aula que já estava pra começar, o garçon pedia desculpas sem parar, falava que ia me trazer hipogloss, falar com o gerente etc. Quando fui passar o hipogloss não tinha mais queimadura, mas meus dedos ainda doíam. Passei mesmo assim, mas tirei depois pq ficou difícil de comer com os dedos melecados. Quando acabamos de comer estávamos sozinhas no salão. Nem Eduardo, nem a professora, nem os garçon em volta, todos tinham desaparecido. Fizemos uma hora pra ver se alguém vinha dizer quanto era a conta e se íamos ter desconto mesmo, mas logo entendemos que isso só iria ficar claro no caixa, então fomos pagar.
No fim, eles não cobraram o prato que me machucou e dividimos o resto da conta por três. A ex professora nos deu um calote.
Carona na moto / dmtr

sonhei que estava viajando de moto, muito lentamente com meu pai na carona.
haviam buracos geometricamente desenhados na estrada que parecia de uma espécie de concreto alaranjado.
umas descidas escavadas em curvas perfeitas, calhas e descidas. em cada acidente na estrada eu avisava um pouco antes pro pai nao ficar desatento.
— uma descida brusca! buraco! e por aí vai.
Era uma viagem que duraria seis horas e exigia 100% de concentração.
a vida imita/modifica a arte / chuazinha

sonhei que a história "Trópico de Câncer" na verdade tinha sido escrita pelo Herman Melville, e se tratava de um amor entre um irmão e sua irmã. E na verdade também não era um livro mas uma situação que estava acontecendo na vida real.
Parede de gelo e escadaria de mármore / dmtr

Sonhei que eu estava escalando uma parede de gelo. parecia a textura de gelo da geladeira, eu chutava a parede pra criar um buraco pra entrar o pé, e furava com a ponta dos dedos o gelo meio duro. Antes de mim ja haviam passado duas meninas, amigas minhas que estavam numa parte segura, a parede de gelo terminava numa escadaria de mármore. Abaixo de mim estava a Sté esperando eu subir pra ir também. tenho dificuldades numa parte e olho pra baixo, a sté ta deitada no gelo, dormindo. cheguei no primeiro degrau da escada e pedia pras meninas se afastarem pra eu ter espaço de me mover pra cima do degrau. pensei que seria mais facil pra Ste subir agora que o gelo ja tinha buracos pra por mãos e pés.
Messi assassino e drogado / Hannap

Sonhei que o Messi estava com o Cristiano Ronaldo numa piscina olímpica. Os dois iam participar de uma competição e eram os melhores nadadores do mundo. O Messi fez uma brincadeira, laçou as pernas no pescoço do CR e girou ele para trás. Deixou-o embaixo da água por um tempo e soltou-o depois. O Cristiano desapareceu. Messi ficou desesperado. Ele achou que Cristiano estava brincando com ele. Descobriu que essa brincadeira era proibida na convenção de Genebra. Messi ficou muito nervoso, achava que tinha matado Cristiano. Era uma espécie de olimpíadas. Todos tinham que se arrumar para a apresentação. Messi estava tão atrapalhado que se apresentou de roupão, com o olhar perdido, no meio da delegação americana. Os donos do evento, uns árabes milionários, acharam muito estranho. A Camis Fank veio no ouvido no Messi e disse: - Eu discordo do jeito que você entrou, mas tudo bem. Messi era a grande estrela do evento, junto com o Cristiano, e deveriam entrar por último. Messi estava perdido e procurando a delegação argentina. Ele entrou no banheiro com mais dois atletas que deram uma pastilha laranja para ele comer. Ele comeu. Do alto da janela do banheiro surgiram homens vestidos de laranja, que abriram a janela e puxaram os dois atletas.
Messi perguntou: - O que é isso? Um deles disse: - Ah você não sabe? Nós vamos fazer o ritual. Messi entendeu que eles iriam para um salão cheio de objetos de ouro, junto com os árabes. Para se energizarem, pois perto da riqueza ficaria mais fácil de ganhar a competição e ficarem ricos.
Messi foi junto, todos os atletas iam. Era uma cerimônia elegante.
A Bia Lamanna passou por ele. E as pessoas com mais status acendiam um padrão geométrico dourado no chão onde pisavam. O da Bia estava quase completo. Era um dos mais cheios. Todas as pessoas cumprimentavam ela. Messi encontrou um grupo de atletas e começou a falar bobagens. Parecia estar bêbado ou drogado. Os atletas perceberam que algo estava errado. Tinha sido a pastilha laranja que ele tomou no banheiro. A grande estrela da festa havia matado seu maior rival das piscinas e estava dando vexame no evento. Totalmente perdido.
Metrô montanha-russa / Hannap

Sonhei que estava em Teresópolis e peguei um metrô.
Paramos em várias estações mas não desci em nenhuma.
Eu não tinha destino certo.
Percebi que o metrô descia muito, como se fosse uma ladeira, quase uma montanha-russa.
Perguntei para uma senhora do meu lado se aquilo era normal. Tanta descida.
Ela disse que sim.
Entendi que estava descendo a serra e saindo da cidade.
Fiquei um pouco assustado, mas depois pensei que estava de férias então seria bom conhecer outra cidade e passear.
Levava comigo meu computador e dois livros.
O metrô finalmente parou no ponto final, depois de muito tempo sem parar.
Desci do trem e sai pela cidade. Estava atravessando a rua e vi dentro de um carro uma mulher ruiva. Reconheci. Era Lisele Taufer. Ela sorriu pra mim. Pensei que estava em Caxias do Sul.
Neste instante percebi que havia esquecido meu computador dentro do trem.
Voltei correndo para a estação e desesperado comecei a pedir aos guardas que impedissem o trem de andar.
Eles riam de mim. Eu continuei correndo e cheguei até o trem, que estava fechando as portas para andar.
Pedi a outros guardas para pararem o trem. Expliquei que havia esquecido meu computador lá dentro. Um disse que isso era impossível, com uma expressão que fazia pouco caso do meu desespero.

Havia uma plataforma que ficava na altura do teto do trem. Onde estavam os guardas e outras pessoas. De lá saltei sobre um vagão e impedi assim que o trem saísse da estação. O trem começou a mover-se lentamente e eu comecei a argumentar com os guardas.
Dizia que era simples, simplesmente queria perguntar se haviam encontrado meu computador. Todos os guardas debochavam e faziam pouco caso.

Contei um drama. Disse que todo o meu trabalho estava lá. Que eu era desenhista. Não teve efeito. Menti. Disse que sustentava a minha mãe. Que pagava o plano de saúde dela.
Vi um sujeito desenhando na estação e disse. Sou artista, como ele!
Este sujeito declarou. - Se eu estivesse dentro do vagão e entrasse alguém da empresa do metrô para buscar um objeto perdido, eu iria gostar e confiar muito mais nessa empresa. Eu como usuário do metro iria me sentir mais seguro e satisfeito.
Suas palavras fizeram muito sentido, inclusive para os guardas.

Este sujeito subiu junto comigo no vagão e fomos caminhando sobre o trem.
Eu lembrava que estava sentado bem na frente de um vagão. Resolvi descer e tentar entrar em um deles. Forcei e abri a porta. O trem estava lotado. Perguntei: - Foi achado aqui um laptop e dois livros. E todos responderam como no colégio: - Siiim! Me apontaram uma criança que havia encontrado os objetos. Fiquei muito feliz e lhe agradeci. Perguntei ao menino se queria ficar com algum livro e ele me apontou um deles. Dei o livro, um beijo no menino e sai feliz da vida.
Agradeci também o sujeito artista que foi a única pessoa que me apoiou na empreitada.
Sai feliz pela cidade.
Pregnant / Kaneda

Via Nerak com uma barriga gigante, numa foto que alguém virou e me disse que era para mim. A foto se transformou num vídeo em que ela dizia: \"- Isto é para você\" E havia um \"M\" escrito na barriga, que foi quando me dei conta de que estava grávida. Logo pensei que tinha ficado grávida de mim e não havia me contado.
assassinato / gnight

eu e uma das minhas irmãs, a Letícia, matamos duas pessoas e as enterramos dentro de uma casa, esperando que ninguém pudesse sentir o cheiro dos cadáveres.
ficamos esperando a reação de todos sobre a ausência de quem matamos, se a polícia procurava ou suspeitava de alguém. aparentemente, nada nos incriminava e nada havia mudado. tentávamos continuar nossas vidas com tranquilidade, pois sabíamos que fizemos a coisa certa ao matar aquelas pessoas. só tínhamos medo de ser presas. lembro de alguém me respondendo que se me prendessem, ficaria na cadeia pra sempre. tentei imaginar uma vida boa na cadeia.
Pão / Cris

Morava numa casa muito grande em Londres e tinha um forno de pão igual ao da casa dos meus avós. Comecei a tentar a fazer pães e queria fazer um pão de milho igual ao meu tio, mas não conseguia. Nisso, tinha que procurar meus primos e parentes para saber se alguém sabia a receita, mas meu pão sempre ficava muito seco.