Estava estudando na UFSM, pegando o ônibus de volta pra casa. Estranhamente o ônibus passava pela paulista e dobrava na consolação e tinha dois pontos muito próximos, cerca de 20 metros um do outro. não consegui descer no primeiro e entre o primeiro e o segundo encontro a Cris.
Ela estava usando um moletom meu bem pequeno e velho que supostamente eu havia deixado na casa dela.
Ela ficou constrangida e falou que não tinha intenção de usar e que pegou sem querer e eu achei tudo muito engraçado e dei uma cheirada no moletom pra ver se tinha cheiro de guardado, ou de mim ou dela.
rio / li•
caminhava com DF e chegamos numa planície com um extenso rio onde em tempos antigos havia existido uma cidade. Andávamos e víamos pontes e casas abandonadas junto da natureza. Algumas vezes DF era uma mulher e eu seguia atrás. Pensava em como eu, que morava ali perto, nunca tive conhecimento do local. Seguimos por uma estreita e pedregosa margem do rio, sentia medo de cair e resolvi me segurar na parte de dentro da janela do prédio abandonado que ficava ali. Depois que passei percebi que tinha machucado minha mão, e imaginei que fosse perigoso tocar naquele prédio tão velho.
Tiros / Hannap•
Ganhei uma pistola do meu pai Eugênio. Um presente que, segundo ele, serve não só para a auto-defesa, mas para facultar as coisas na vida.
Meu pai, com uma certa impaciência, me mostra como usar o revólver.
Saímos, eu, ele e minha mãe. É de noite na rua. Eles se aproxima de um grupo de meninos de rua, que estão dormindo.
Ele demonstra como matar. Aponta a arma para a cabeça de uma criança e dispara com precisão. Eu tento praticar no mesmo garoto, já morto. Mas não sei atirar. O gatilho é duro e minha mão treme toda. Disparo mas erro o alvo.
Meu pai fica impaciente e diz pra eu praticar mais.
Acho absurdo aquilo. Nunca tinha pensado na possibilidade de matar ninguém.
Percebo que algumas pessoas fazem isso para tirar pessoas indesejáveis das suas vidas. Simplesmente matam as outras.
É estranho e doloroso. Tento praticar o tiro mas ainda não consigo ter a mesma frieza. Não acerto nenhum tiro.
Pra fora / li•
caminhava apressada pelas ruas quando encontrei LV, que me puxou pelo braço e me levou para dentro de um ônibus de linha. Não sabia aonde iríamos, mas não perguntava. Dormi um pouco na viagem e quando acordei vi que o ônibus passava por uma bonita estrada, que era uma zona rural no meio da cidade de Porto Alegre. Falei para LV que eu queria saber qual a linha daquele ônibus, pois queria trazer DF para conhecer. Chegamos em uma chácara administrada somente por mulheres e que recebia pessoas para passar o dia. Encontrei JP, vi ML e várias amigas de vários tempos. Havia uma casa de madeira, entrei e vi muitos tipos de pães. Abri a geladeira e no congelador havia caixinhas de gelatinas polonesas, com sabores de frutas silvestres que só existem na Polônia. Resolvi roubar alguns pães e algumas caixas de gelatina. Quando fui colocá-las dentro da minha bolsa começou a entrar pessoas na casa e tive que disfarçar, colocando os pães embaixo do meu vestido. Dessa forma eu ficava imobilizada na cadeira, pois se eu me mexesse veriam meu roubo. Sentada na cadeira, a porta em minha frente se abriu e era um quarto com SO, que andava apenas de cuecas e dançava enquanto via televisão. Pensei que SO não era tão estranho por ser muito velho e pensei que se tivesse filhos com ele, poderiam ser bonitos.
Na sala ao lado estava RP e amigos, que jogavam carta e comentavam que haviam jogado campeonatos nacionais e estavam super chapados nas vitórias que conquistaram. Fui jogar com eles e RT distribuiu as cartas, e nas minhas vieram quatro \'Ases\' e pensei que era muita sorte, sem saber como blefar ou jogar com aquele jogo nas mãos.
Saí da chácara e na frente encontrei minhas amigas e a dona da chácara, uma mulher ruiva, com longos cabelos, lindíssima. Resolvi tirar uma foto com algumas amigas e alguém decidiu que todas as mulheres deveriam estar na foto, nos posicionando em filas horizontais.
De repente eu estava em uma estrada de chão batido e a mulher ruiva estava sentada no chão, transando com outra mulher, e quando perceberam que eu estava perto, se esconderam em uma passagem secreta, como um poráo embaixo da estrada.
Elisa / Hannap•
Estava em uma festa na casa da Lu Steckel.
Acho que era aniversario dela.
O Vagninho e o Dimitre estavam sentados na mesa, conversando.
Eu fiz uma pergunta olhando pra Lu e pro Vagner: - Qual foi a última vez que vocês viajaram? Ficou estranha a pergunta. Por um momento eu achei que eles ainda namoravam. Mas rapidamente eu arrematei: - Isoladamente, é claro.
Eles riram e não tiveram tempo de responder pois apareceu na entrada da casa a Elisa Brugnara Soares. Ela veio na nossa direção e me deu um abraço muito apertado e saudoso que durou muito tempo.
Eu perguntei: - Quantos filhos você já tem?
Ela respondeu: - Ihh, mais de quatro!
O Júnior também estava, junto com um amigo. Os dois falavam em espanhol do México. Pensei que talvez eles morassem perto do México. O amigo do Júnior tinha um tablet no lugar do rosto. O rosto dele era um vídeo no tablet. Achei estranho aquilo.
Hóspede / li•
Estava em uma casa como hóspede. Percebia que a casa estava cheia de outros hóspedes. Comecei a conversar com um arquiteto e uma criança, falava para ele que eu pensava que em Curitiba os arquitetos pareciam não ter criatividade em decoração de interiores, pois tudo o que conhecia me parecia igual. Logo ele e a criança resolveram me ignorar. Entrei em outros cômodos da casa-apartamento e via muitas pessoas circulando por ali,pensei que estávamos ali em virtude de algum evento, como casamento ou formatura. Tinha a impressão que a dona do apartamento era IZ, mas não a via.
Fui ao quarto que estávamos instalados e DF tinha permanecido ali, mas vi que dividíamos o quarto com outras pessoas, e em uma cama havia um homem bem velhinho deitado e um padre dando uma benção á sua garganta, pois ele sentia dor. Logo vi DF conversando com AH e pensei que ele estava detestando estar ali no meio de tantas pessoas velhas. Perguntei por AF e ninuém sabia onde ela estava, pois havia dormido em um local e alguém foi trocando ela de lugar. Minha mãe apareceu e começamos a procurá-la. Olhei dentro de uma gaveta e vi um bebê dormindo ali. Fui para a cozinha, que era toda de azulejos cor de rosa e vi que o apartamento tinha uma área de serviço que eu não conhecia e fui ali procurar AF. Estava entrando na área e vi que ali tinha uma churrasqueira, mas percebi que a porta para passar era estreita demais e sufocava meu corpo.
Ankward / dmtr•
Estava em uma espécie de encontro, num casarao onde as pessoas estavam trabalhando em algo, havia misturado beliches, camas, malas de varias pessoas e equipamentos de iluminacao de show, nao sei precisar direito. uma bagunça.
eu tava fazendo algo indo de um lugar pro outro quando avisto uma moça, a E. Ela tinha um cabelo muito comprido e fino e estava usando uma roupa muito diferente. era como um macacão de lycra com cores bem vibrantes e cores geométricas. beleza exuberante.
fui conversar com ela não sabia se tinha me visto. ela nao queria conversar, ficava alternando entre fugindo mas quando eu chegava perto ela me dava um beijo na boca ou no pescoço.
Achava tudo muito estranho.
Encontro comigo mesmo / dmtr•
estava vendo uma foto na internet alguem mostrando. era algo engracado como uma ilusao de otica, um cachorro pendurado em um lugar que dava impressão q era muito alto, não sei explicar direito. havia uma viga baixa onde o cachorro estava e uma estrutura gigante atras da foto, onde o cachorro parecia estar.
era no computador e comecei a ver a foto com atenção e vi que era o prado, perto onde eu morava quando era criança.
a foto neste momento parecia o google street view, porque consegui ver pro outro lado da foto e fui me aproximando da casa onde eu morava pra mostrar pro amigo.
num momento eu ja me sentia caminhando dentro dessa cena. fiquei na dúvida se era tipo uma realidade virtual ou se eu estava realmente lá.
Ouvi um som de guitarra saindo de uma casa ao lado da minha e fiquei prestando atenção. Detectei que era algo que eu mesmo havia tocado há muitos anos atras. achei curioso eu cair exatamente naquele momento.
Fiquei com um pouco de receio de me ver e me assustar (o outro eu) mas vi que alguém havia entrado antes naquela casa e fui chegando perto.
o outro eu tava com a guitarra posta e me olhou e teve uma reação estranha. fez uma cara de surpreso e gritou pro outro cômodo \"mãe, quero te perguntar uma coisa\".
Soube imediatamente pela reação que o outro eu ficou tão surpreso que estava inventando uma explicação mais lógica, como se alguém estivesse esperando algum parente ou irmão perdido, mesmo sabendo que era eu mesmo. talvez ganhando tempo pro encontro.
Quando me dou conta o outro eu havia virado uma mulher. eu sabia que era eu mas era uma mulher muito bonita, com um vestido amarelo alaranjado, um cabelo castanho comprido um pouco tímida, bonitas pernas.
me abracei e saí caminhando com ela sentindo uma proximidade e sincronia sem igual. algo praticamente telepático. 2013-01-22 gráfica-cama / iwao•
estou alucinando gritos, quase-vômitos, refluxo e infecção na garganta, semi-acordado também, crescendos sem resolução, contrações violentas no estômago, febre, e a cama se agiganta, suor e edredon, cheirando cigarro mas matthias não parou de fumar (?), o colchão aciona uma gráfica, é parte da gráfica, há um lado privilegiado, mais calmo, o outro faz com que livros sejam impressos, resmas que se acumulam em algum lugar, e é só inclinar o corpo para a esquerda as pernas, os joelhos doem, são os livros, os relatórios em sulfite e encadernação espiralada, acumulando.
Minha casa vira uma pousada / ags•
O apartamento da Oscar Freire onde morei em 2011 virava uma pousada. Um dia eu acordava e tinha muitas camsa em todos os quartos, só o meu que era o menor do ape que ainda tinha só minha cama. A casa estava cheia de gente, a dona, que se chamva Natalie tinha parado de alugar ele para minha amiga com quem eu morava para ganhar dinheiro fazendo uma pousada. Tinha gente por todos lados, um exagero. No meu quarto tinha um chuveiro e quando eu ia tomar banho alguem pegava o chuveiro e levava ele para outro quarto, eu estava completamente invadida~por um monte de gente.