Drömma

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Drömma Dreaming Logger — Coleção de Sonhos — Sonhário
fantasmas e casa de bambu / Avê

Sonhei que eu e minha mãe tínhamos uma casa de férias de bambu e vime. A casa tinha uns 4 andares não muito altos, parecia mais aqueles labirintos infantis com piscina de bolinha. Eu tentei subir até o quarto andar com um elevador também de bambu e vime, mas não estava funcionando direito e só ia até o segundo andar, então comecei a tentar escalar e me pendurar nas coisas. Daí minha mãe chegou com a as minhas primas pequenas, a minha vó e a minha tia falecida. A minha vó está viva mas no sonho ela era um fantasma igual a minha tia que ficava andando junto com a minha mãe. Só eu e ela víamos os fantasmas da minha tia e da minha vó que ficavam andando como se tivessem vivas, mas elas não tinham expressão nenhuma, parece que ficavam alí do lado sempre só sem saber o que fazer. Aí eu cheguei pra minha mãe e disse triste: Você ainda tá vendo elas né? Ela disse que sim. Eu disse que eu também. E nós não sabiamos muito conviver com isso.
r/cet-ddnd / lupino

eu sabia que você tava dentro daquele prédio na frente da galeria olido e eu queria te encontrar. alguém me falou que eu demoraria um dia todo pra chegar até o topo. subi mesmo assim. era dia fora mas o interior era escuro, a luz parecia não conseguir passar pelo vidro. cheguei, você tava lá, mas não me viu chegar. permaneci parado olhando você de costas e pensei que estávamos num lugar muito alto. fui até você. a luz mudou muito.
A Lua e mais algumas / Luisa Z. Ritter

Era noite e observava o céu com alguém.
Falei que era um momento especial, pois todas as fases da lua estavam se mostrando para nós.
E isso só poderia ser visto hoje.
perdi os dentes / luizaso

fui falar com o thomas sobre a grana que ele nos deve a tempos, era uma casa meio de praia aquelas grandes com uma arquitetura de novo rico do braseel tipo condominio fechado do litoral que é tudo meio iguale laranja sei la ele tava sentado e eu cheguei la comecei a falar de toda a merda q tava rolando pq ele nao pagava as pessoas e ele começou a se inflamar e eu sabia q ia ser assim esse confronto, eu chorei falei da fome da imobilidade ele só olhava enfurecido. meus dentes começaram a cair minhas mãos seguravam os dentes e cacos como muitas conchinhas do mar muito frageis eu saí com elas na mão, a boca meio banguela com dentes pontiagudos pela metade quebrados pedaços de gengiva uma sensação horrorosa.
ruídos / mar

Não lembro muito bem, eu estava em um ônibus... haviam dois funcionários no, o cobrador e mais uma mulher, que não sei o que fazia, mas no ônibus do meu sonhos era uma profissão, algo importante do ônibus, como o cobrador...
Lembro de ter uma recepção não cordial... passei na roleta, ela era grande, as pessoas acho que eram maiores que eu, como adultos para uma criança... os pés dos funcionários na minha cara quando eu passo: lembro do diálogo, uma conversa franca, pouco me escutam, não estão nem aí, nossas classes não se compreendem... quando falei que respeitava seu trabalho, que entedia que era uma merda, alguma resposta surgiu...
Algum momento de tensão e mistério, como em todos meus sonhos, lembro de alguma sala de aula, nada muito além disso...
CASA / gruszka

sonhei que tinha 4 irmãos, todos com suas vidas encaminhadas, e que minha mãe havia nos abandonado quando éramos crianças. nós vivíamos com meu pai, um quadrinista numa cadeira de rodas.

em certo ponto no sonho, ele comprou uma casa para morar comigo e com meu irmão mais novo, que não aparecia, mas eu tinha consciência da sua existência. a casa era uma herança do século XVIII, pé direito alto, grandes janelas, adornos nas portas e no teto. os móveis originais ainda estavam lá, móveis de madeira maciça, talheres e louças de porcelana com contorno dourado. a pintura da casa também era original, embora já estivesse descascada.

como a casa estava caindo aos pedaços, vivia uma equipe de reformas conosco e a restauração demoraria cerca de seis meses (estimativa leiga). a casa toda tinha um cheiro muito forte de mofo e apesar das janelas grandes, faltava luz.

quanto mais eu andava por lá, mais estranho e assustador tudo parecia. o único cômodo que me lembro com nitidez era esse salão gigante, desenhado em cima.

era um salão de mármore feito de vestiário, aparentemente. à esquerda e direita, um bloco de mármore com várias cubas de pia. no meio, outro bloco de mármore que servia para sustentar vários divãs de couro branco.
cartomante inesperada / luísa h

fragmento do sonho: era um casarao com varias pessoas diferentes, sentei numa mesa e uma mulher me perguntou: vamos saber sua sorte hj? e nisso pensei em perguntar, mas na mesma hora ela falou: vamos saber como vc esta no amor. seguido de um gesto de assimilacao do meu campo energetico... usando a mao esquerda ela brincava com os dedos no ar. ela me disse: vc esta com o campo emocional muito intenso, vibrando, agua.
Vermelho e branco / cau

Hoje, dormindo aqui no sofá no apê do meu amigo em Istanbul, sonhei que tava numa festa da galera da arquitetura. Não sei se era só gente do meu curso, mas eu conhecia um bocado deles e apesar d'eu não lembrar a cara deles, a consciência do meu sonho me dizia que eram conhecidos sim. Era noite, estávamos em uma casinha antiga bem simples com luzes amarelas penduradas e varanda com uma cobertura de folha seca de palmeira. A rua era de pedra e tinha só casas ao longo dela. Não lembro se estava tudo bem no começo, mas que em certo momento fui fazer algo nos fundos da casa - provavelmente buscar cerveja - e enquanto atravessava os cômodos, três caras me pararam. 'Ei, o que você tá indo fazer?' 'Nada', respondi. Então eles mencionaram um outro cara, que eu não gostava, e disseram que ele tinha autorizado eles brigarem. 'Pra que brigar aqui na festa? Cês não tem motivo nenhum. Fora que esse sujeito não tem que autorizar nada não.' 'A gente não liga' um deles disse, e tentou me atacar. Eu escapei deles, sem entender o que tava acontecendo. Fui buscar minha cerveja ou sei lá o que, quando ouvi uns gritos. A galera começou a ficar agitada e correr. Voltei pro interior da casa e vi que tava rolando uma briga generalizada. Copos, garrafas, mãos e pés atingindo os corpos bêbados. Aparentemente, dois grupos que nem eram rivais de nada, só gente que não se falava muito, começaram a se atacar porque um deles queria. Vieram pra cima de mim. Quebrei a garrafa de vidro que segurava e tentei me defender. Tinham uns caras com facas e pedaços de vidro quebrado. Tentei atravessar, ir pra outro cômodo e tentar entender tudo aquilo. Chutei, corri, tomei vários cortes nos braços. Fui até um quarto da casa onde tava esse cara que falou que eles 'podiam' brigar. Quando cheguei, ele e mais uns quatro que tavam no quarto pararam e olharam pra mim. Antes de eu perguntar qualquer coisa, ele disse: 'peguem esse cara ai'. Só consegui soltar 'má que porra é essa' e saí correndo. Ia empurrando gente pra passar e vendo conhecidos tomando porrada e caindo no chão, cheios de sangue na roupa, como eu também estava. Fui até a varanda na frente da casa, onde as coisas pareciam até normais, pulei pra rua. Lembrei que minha bolsinha de encontro de estudantes tava lá dentro ainda, com minha câmera, caderno e carteira. Hesitei em voltar praquela loucura, pensei em seguir sem documentos, sem câmera, mas com vida. Olhei pro lado e um amigo cabeludo tava dando em cima de uma ragazza que passava pela rua, como se não houvessem preocupações na cabeça naquele momento. Fiquei olhando, vi também uma garrafa de vodca num canto. Catei ela, quebrei ao meio, empunhei como se fosse minha espada e voltei lá pra dentro. Por sorte, vi minha bolsa no primeiro quarto que entrei, numa mesa perto da porta. Corri, empurrando mais gente que se matava. Pulei de novo a varanda, vi o cara transando com a menina num canto escuro. Os dois em pé virados pra parede não pareciam estar no mesmo mundo de sangue que eu tava. Segui andando pela rua, pensando em nunca mais voltar pra essa cidade. Iria mandar emails pedindo transferência pra outro lugar, na primeira oportunidade que tivesse. No caminho, passei por uns brinquedos de rua, umas estruturas pra se pendurar pelos braços, uns pneus e esse tipo de coisa que tem em parques e praças pra se exercitar. Resolvi me adentrar e macacar um pouco, pendurando-me nas cordas. Pra minha surpresa, um amigo que achava ter perdido na confusão estava ali, sentado nuns pneus. Perguntei se ele tava bem, ele disse 'ah, aquilo tava muito doido, não curti não, vim pra cá quando deu', com aquele típico desinteresse de Lucas, como se a gente estivesse só numa festinha da sala. 'Ow, eu vou continuar indo pra mais longe possível disso ai, se você quiser vir também pode vir', eu completei. Ele acenou que sim com a cabeça, mostrando uma expressão de 'não tou fazendo nada mesmo'.
Continuei andando sozinho pela rua, ele vindo mais atrás. Avistei a uns cem metros a casa do meu bisavô. Já era dia agora. Fui andando em direção à casa, vi o pé de goiaba branca carregado com aquelas frutas gordas e suculentas. Como de costume, o velho magrinho tava lá na varanda, esperando alguém pra trocar uma conversa casual. Subi os três degraus de escada, fui falar com ele. Dei bom dia e pedi 'bença', beijando a mão que parecia a versão velha da minha. Ele sorriu, me deu bom dia também. Conversei um pouco com ele, até meu amigo chegar. Quando chegou, vi que não era o mesmo de antes, mas o Nilton, o amigo moçambicano. Naquele mundo, eles eram o mesmo cara, pra mim pareceu normal na hora. 'Aí, esse aqui é meu vô, ele tem 102 anos'. 'Uau'. Velho Maia riu e disse: 'é, ano que vem eu vou ter 103'. Dei uns tapas de leve nas costas do véio. Fiquei feliz em conversar com ele e vê-lo lúcido, ali no meio das goiabas brancas que flutuavam e da luz do nascer do sol.
Me despedi, catei umas goiabas, fui andando pela rua. Olhei pra minha mão cortada e sangrando, segurando a goiaba branca meio comida. Acordei.



movediça / lusca

viajo como quem sonha, nessa noite acordei dentro do onibus prestes a chegar em algum lugar desconhecido, ao descer com pressa e atordoado, caio em um pantano arenosos que me puxa para baixo, aos poucos sito anzois fincando meu corpo e me puxando para fora de mim, paralisia, tento gritar mais o ar seco e o vento me impedem de ouvir meus pensamentos, segundos que parecem horas, acordo com uma caimbra na perna e chorando
Navegando na noite / li

Estava em Porto Alegre, perto do rio, onde fica o Shopping Praia de Belas, e todo o local era um descampado deserto e arenoso. Era noite e entrei num barco com meu marido, para passearmos na noite com lua brilhante.O barco passou por lugares bonitos, meu marido deitado vendo as estrelas, quando percebi que havíamos chegado em Capão da Canoa, em uma espécie de rótula fluvial, com ilhas para contornar e voltar. Vi que a direção do vento não permitia a volta e tentei pensar como fazer para voltar.