Era uma casa no campo, com outras casinhas, como um hostel. Eu dividia o quarto com CC, de repente vi que eu não tinha levado comida, como os outros hóspedes, que levavam comida para todos. Mesmo assim eu comia a comida dos outros, como pastéis e biscoitos, prometendo providenciar muita comida para compartilhar.
No quarto com CC ela escrevia na parede o nome 'Alho', dizendo que era o nome do seu pai, um famoso dentista.
Íamos sair, mas ao falar, via rádio-amador, com um conhecido que estava em uma cabana mais distante de nós, soubemos que neste local chovia muito.
Logo eu caminhava por corredores estreitos, alguns trechos eram cemitérios, as paredes eram túmulos, me senti sufocada e fui para outro lado, onde as paredes dos corredores estreitos eram jaulas com animais, muitos cachorros ferozes que conseguiam colocar suas patas em mim. Senti medo e percebi que eu havia morrido e uma mulher com macacão vermelho veio me conduzir para um quarto, onde eu descansaria por um tempo. O quarto era com cinco camas, e a minha ficava no centro da peça. A mulher me deitou na cama e logo trouxe outros companheiros de quarto, um homem com síndrome de down, um outro mendigo e uma outra mulher que eu não distinguia bem. Pensei que meus colegas de quarto poderiam ser mais legais, mas eu me sentia feliz.
Ameaça do tráfico / Hannap•
Sonhei que tinha pegado um taxi pra ir pra barra.
Eu levava um bloco de papel de desenho.
Passei pelo Itapuã, andando de skate, dentro do túnel do elevado do Joá, com o Ravi Porã no colo e filmando tudo com uma GoPro. Atrás, noutro skate, vinha a mulher dele.
Achei perigoso. Ele ia no meio da pista, os carro passavam com velocidade.
De repente um carro na nossa frente abre uma janelinha e coloca pra fora do buraco um cano de uma arma enorme. Eu fiquei assustado e me recolhi no banco. Achei que íamos tomar tiro.
Depois eu vi que era um carro do BOPE e e fiquei mais tranqüilo.
Chegando na barra existia uma favela gigantesca, tipo a rocinha, só que muito perigosa. O taxista foi mudando de assunto. Começou a falar de drogas. Começou a falar de um jeito meio malandro e foi entrando com o carro na favela. Como eu não conhecia o caminho achei normal. De repente percebi que ele estava na entrada do morro. Ele me intimou perguntando se eu não queria subir pra comprar umas paradas. Eu disse que não. Estava com muito medo.
De dentro do carro ele ia conversando com um monte de gente. Policiais e bandidos. Todo mundo entendia que íamos comprar droga.
Eu resolvi descer do taxi. Ele me perguntou se tinha algum problema e eu disse que estava tudo bem, mas que tinha que ir. Ele perguntou se eu tinha religião. Eu disse que era evangélico, budista, católico, que respeitava todo mundo. Ele me chamou de cuzão e me ameaçou dar um soco na cara.
Desci do táxi e fui andando bem nervoso. Queria ir para a avenida e pegar um outro táxi, mas eu estava num labirinto e não sabia por onde sair.
Fui andando e perguntando. Ninguém me respondia. Me olhavam feio.
Em algum momento entrei em um canto escuro, embaixo de uma ponte, vi no final um cara muito mal encarado. Ele começou a gritar e pediu pra eu levantar a camisa e dar uma volta. Fiz isso e congelei. Resolvi dar meia volta e sair dali, mas ele jogou em mim uma espécie de foguete sinalizador. Saí correndo mas vieram outros jovens bandidos atrás de mim. Eram quase todos crianças. Tentei explicar que só estava procurando a saída, mas eles não queriam saber e vieram me bater com pedaços de pau. Alguns jogavam um foguetinho menor e mais rápido que era disparado na altura da minha cabeça, eu desviei de uns 3 que quase me acertaram.
Corria entre umas barracas de lona, as crianças me cercavam. Consegui avistar a avenida no longe. Estava desesperado. Corri muito.
Lembrei que já não tinha o bloco da papel de desenho comigo.
Mas cheguei na beira da avenida e consegui pegar um outro táxi. Flight to Victory! / Kaneda•
Estava decidido. Era isso o que desejava. Num passado não muito distante, fora imaturo, despreparado e incapaz de distinguir o que dentre as decisões erradas, era a menos errada.
Percebi ao olhar para minha adolescência já vivida, que os caminhos que escolhera, eram entãoo desemboque da minha atual situação. Como um rio que tem que escolher o caminho pelo qual deverá percorrer sem nunca ter visto o mar, mesmo sabendo que é ali o seu destino final.
Destino. Esse era o meu: "Encontrar Arayan".
Peguei o primeiro voo, sem saber com que expressão no rosto, sem treinar os gestos ou as frases. Após tantos anos, só desejava encontrá-la.
Encontrei com Iram que levou-me para sua casa e recebeu-me de braços abertos. Senti-me confortável e apartado num território conhecido que mais parecia desconhecido. Sai em frente a piscina que mais parecia um mar, tomei um martini, depois um conhaque. Acreditei que alterado pelas bebidas, sentiria coragem maior para encarar a realidade e dizer tudo que tinha entalado.
"Esse é o tipo de certeza que só aparece uma vez na vida", ouvi em "The Bridges Of Madison County", era isso que queria poder dizer. Se fosse pra ir embora, com o coração partido e seguir a vida sem Arayan, essa era minha escolha de a vida que imita a arte.
Acendi um cigarro, de dentro da piscina avistei a mãe dela que vinha em minha direção. Dei-lhe um abraço, conversamos muito sobre os acontecimentos. Dizem que conversar amansa o coração. Contamos acasos da vida como ela é, um imenso gerador de improbabilidade infinita e de como havia parado ali.
O sonho terminou e não encontrei-me com Arayan.
carteira de identidade / Huan•
encontrei um amigo num show, o Gui Nascimento, pedi pra ele me ajudar numa foto que precisava fazer. Fomos num lugar que era tipo uma praça mas para entrar precisava carteira de identidade. Os policiais nos barraram na entrada e disseram q eu não poderia pois eu não tinha CI. Falei que já havia pedido mas que não havia retirado ainda, eles disseram que eu deveria ir naquele momento ou não poderia entrar. Fui. Era no final da santo amaro depois do largo 13, depois de horas caminhando cheguei no local que era um prédio imenso mas a retirada era logo na entrada num corredor comprido e estreito que tinha uma mesa tipo de escola no final do com um cara. pedi minha carteira e ele começou a procurar numa caixa; todas as CI vinham numa embalagem plástica estilo de bonequinho de brinquedo mas a minha já estava aberta e com o numero errado. ele falou que não tnha problema mas eu contestei dizendo que teria pois todos meus documentos diziam outro numero de carteira de identidade. ele então foi ao outro lado da rua numa espécie de livraria e voltou com um carimbo que imitava a CI. olhei pra ele e falei que aquilo era ridículo, que qualquer um podia fazer. ele debochou de mim e começei a me irritar com ele pedindo pra falar com um superior pra resolver aquilo. nisso chegou uma amiga, a Joana Cambeses, que tb disse que aquilo era inadimissível. o cara falou que não, então coloquei ele contra a parede ameaçando bater nele, nisso já havia um monte de gente no corredor fazendo coro: bate bate bate... olhei pra eles e pro cara mas fiquei com pena do sujeito que não sabia nada mesmo sobre o processo pois apenas entregava as CI. saí dali pensando que o Brasil é assim mesmo, imenso como o prédio público mas completamente sem organização ou alguém que possa resolver o problema. Ainda encontrei o Gui Nascimento novamente que havia capturado 2 cobras dagua num aquario redondo e estava olhando de perto, falei q elas podiam pular nele mas ele me disse que o Andre Meyer já havia dito que elas não pulavam. De repente uma pulou e grudou no nariz dele que ficou puto e dizendo que iria falar com o Andre pra reclamar da informação errada.
Mão vinda do buraco / LaisP•
Sonhei que acordei sem motivo de madrugada e ainda estava um pouco escuro, mas eu via as coisas ao meu redor sem problemas. Logo a frente do meu rosto um buraco se abriu no ar, parecia feito de graxa ou petróleo. E dele saiu uma mão de um homem.
Eu peguei imediatamente meu estojo de aquarela e comecei a pintar a mão começando pelos dedos. Quando ela estava quase completamente coberta com tinta, a mão me agarrou no punho com muita força e violência. Embora a mão estivesse me machucando, me segurando com firmeza, quilo não me assustou, eu fiquei surpresa por ela se mover tão repentinamente.
possiveis vizinhos / Huan•
estava com o portão da garagem aberto e uma mulher com cinco boxers foi entrando, segurei meu cachorro mas minha cachorra já estava lá socializando com os outros, o marido dessa mulher entrou e me perguntou como era possível conviver com os vizinhos tão perto e porquê. eu disse que era uma casa que foi dividida no meio por isso éramos tão colados, ele ainda tinha mais 3 cachorros diferentes. fiquei pensando que se ele se mudasse podíamos montar um negócio pois eu já estava com mais 9 da ninhada que havia nascido no mundo real ontem
Mundo subaquático / Mussi•
Eu tinha 13 anos, saí para a rua, e o mundo era subaquático, era 1999 e eu tinha um celular daqueles "tijolão" e eu conseguia falar nele embaixo dágua. Lembro que eu estava andando e de repente dei um pulo e comecei a nadar. Daí cheguei na cozinha da minha casa, onde não era embaixo dágua, e tinha uma escada pra laje, e no pé da escada estava a atriz Rosi Campos, vestida de branco, com pancake na cara, falando que minha hora de "subir" tinha chegado, olhei pra cima e vi nuvens super coloridas e agitadas com luzes saindo entre elas. Mas desisti e voltei pra água.
Como chocar ovos de dinossauro. / Renata Xu•
Ganhei um ovo de dinossauro e fui tomar um café com a Daenerys Targaryen para aprender como "chocar" o ovo.
Ela disse "Você sabe que era uma série, e além do mais eram dragões...", eu respondi que "Tudo bem, isso é um sonho."
Cheguei a conclusão que era sonho porque ela estava vestida com as roupas de Khaleesi, e eu pensei "É um sonho, essa temporada já passou."
De Frente com Ronaldo Esper - antigo recorrente / Renata Xu•
Vou para uma consulta ao dentista na Trash 80's, chegando lá descubro que quem vai me atender é o Ronaldo Esper que está nu com uma broca na mão.
...
Estou na cozinha da minha casa sentada comendo de uma pilha de sanduíches do McDonald's, enquanto Ronaldo Esper está nu e me conta sobre sua relação com Clodovil e Dener Pamplona de Abreu.