Sonhei que estava com o Marcus Molina. Caminhando em um campo onde havia uma plantação. A plantação criava corredores com paredes verdes, altas. Eu entrei em um deles e fiquei esperando o Marcus passar para fazer uma foto dele. Ele vinha segurando um quadro nas mãos. Pedi pra ele parar, fiz algumas fotos. A luz estava boa. Ele ficou à vontade e se deitou com o quadro. Se deitou pelado. Estava muito à vontade. Eu me espantei, mas não quis mostrar constrangimento e continuei fotografando ele. De repente passaram 3 pessoas por nós. Uma bicicleta com um menino dirigindo e uma menina na garupa. Outra menina passou correndo. A menina na garupa da bicicleta ia com a bunda pra cima. Ela estava de saia e sem calcinha. A buceta ficava exposta e iluminada pelo sol. Era um imagem do Milo Manara. Ficamos encantados com aquilo e fomos atrás deles.
Eles estavam felizes, namorando.
Eu disse: - Que cena mais linda, parece de uma história do Milo Mananra. Posso fotografar? Tentei fazer algumas fotos da menina bonita, mas não tive calma para conseguir. O casal resolveu ir embora de bicicleta.
Sobrou a amiga, que não era tão bonita, mas que estava nua ali, e mais disposta.
Perguntei o seu nome e ela disse: - Buana.
Eu respondi em um tom Marcelo Adnet: - Buana, Buana, você me salvou. (o Marcus riu). Vamos fazer estas fotos que o céu está lindo e você também. E começamos a dirigir a cena. The Waves / LaisP•
Minha cama é bem baixa e fica encostada na parede onde está a janela que é bem comprida e seu acabamento em madeira chega a encostar na cama.
Enfim, no sonho eu estava meio lúcida e estava deitada com uma das folhas da janela aberta de forma que a brisa da madrugada batia no meu rosto. Era uma típica madrugada de verão de noite abafada brisa refrescante. Eu estava com o rosto voltado para a janela e conforme a brisa batia no meu rosto ela se mostrava em cores para mim. Como ondas, conforme a brisa chegava perto do meu rosto a cor ficava mais intensa e mais clara. Sempre em tons de azul ou roxo. Algumas vezes as ondas tinham bordas com tons mais escuros dessas mesmas cores.
Depois de um tempo as ondas cessaram e passei a ouvir um som metálico periodicamente até parar depois de alguns segundos.
Dragon / Kaneda•
Estava a beira de um lago, ambiente era bem desolador. O lago era escuro e havia um cervo que boiava, em meio a água obscura. Alguém o matara e pensei estar jogado lá sozinho, mas apareceu um dragão que estava submerso, junto com suas presas abocanhou o cervo e desceu novamente.
Eca / chuazinha•
cortava o cabelo com uma tesoura meio ruim. depois com uma bem pequena, prateada (as duas tesouras existem). meu coro cabeludo estava coçando e eu deixava uns buracos, perfurações capilares enquanto cortava. e no entanto, não queria. tentava corrigir e ia deixando bem curto, cada vez mais curto, até arrepiar.
2011-11-10 da separação dos elementos / iwao•
eu tinha de determinar a constituição de uma série de elementos pertencentes a um grupo. essa determinação envolvia a separação de dois componentes, um dos quais estava sujeito a um teste simples, que me permitiria aferir se o elemento era ou não consistente em relação aos outros do grupo, ou a um princípio (não declarado). nessa separação, eu via um conceito ficar embaixo do outro, e os critérios lógicos se ordenarem, como em uma estante, mas verticalmente.
o quinto elemento era uma banheira de ofurô, devidamente preenchida com água quente. dentro da banheira estava nina giovelli. eu via os braços dela, apoiadas nos bambus laterais, e do busto para cima: as partes emersas. usava um pano que tapava o conceito, que então não podia ficar devidamente separado. isto porque o pano era irreal e não continha conceito de cor, não sendo possível falar nem em cor nem em conceito, mas apenas em pano.
assim, disse: "tire esse pano nina", ao que ela olhou (a cara dela, no sonho, não era especialmente expressiva, sua expressão facial parecia ser sempre a mesma: bonita e agradável - atraente -, mas, ao mesmo tempo, normal, com um resquício do insosso rondando). e respondeu: "não posso, tenho vergonha. debaixo estou apenas de biquini". e: "tá, espere".
esperei. e de novo e o pano sumiu, e nina estava de maiô preto petróleo, e apesar da água, podia vê-la, por inteiro: sentimento de estrelinhas douradas se espalhando e sons de plin plin plin.
sonho com bichos perseguidos por dois entes malignos, que revelam-se um casal de seres humanos. depois de muito sobre e desce, escada, cozinha. pela escada, das sombras percebo - os humanos são bem maiores - e eis que um rato, um gato, doninha, etc (aqui há um salto, a narrativa é sugada por um buraco de minhoca) - e logo em meu braço sinto um gato, mas agora estou acordado, e ele é negro, sinto seu peso, com certeza está aqui, como entrou em meu quarto? e se agarrou tão firmemente ao meu braço.
***
tento tira-lo, minha mão sobre sua cabeça, estou virado para cima, meu braço é o direito, a cabeça, um focinho, seria um cachorro ou gambá, um ser ainda sem nome - e me morde, segura a mordida, meus músculos se contraem - nessa hora estou estupefato, de olhos abertos, minha mão doendo, meu braço tenso, e não há gato, nem ao menos uma almofada ou pelúcia.
2012-12-28 pós-espetáculo / iwao•
um evento num teatro antigo, grande, aparentemente tradicional - as poltronas vermelhas, dobráveis mas duras, veludo e pilastras de mármore - mas cujo proscênio se estende como um galpão de fábrica abandonada. algo estranho, ruídos, passagens, talvez uma peça monumental de mauricio kagel ou peter ablinger. de cima, vê-se que não há palco senão um espaço visível, mas que continua no não visível. cenas disformes, pequenos acontecimentos, olhando para baixo, agora de pé, caminhando, há uma escada e corrimões. paro. por fim, um apagão e grande silêncio. o tempo passa. não há mais músicos ou atores. a luz de serviço é ligada, tênue, e a música recomeça, desta vez algo trivial, de espírito barroco, um som de clavicórdio - só reconheço depois de um tempo. o sujeito toca de pé. penso: "seria isso um final verdadeiramente radical, após o blackout, uma música, um ambiente enorme preenchido por uma tênue música, trivial mas bela, evocando uma nobreza perdida, e uma experiência do banal após o aturdimento do estranho?". a escada é de madeira e umas pessoas sobem conversando, um produtor preocupado (um alterego) e outro, e o rapaz do clavicórdio toca de pé, um sujeito moreno com pinta de descolado e moderninho, no fundo um músico indolente. estou em baixo e ouço: "será que deveríamos avisar a todos que acabou?". aquele rapaz era da platéia. estava a tocar porque, sem ter algo melhor a fazer, achara um clavicórdio. a música é incoveniente, decerto, a continuar, e aquela banalidade não vai aglutinar um sentido maior. o camarim é branco, com azulejos brilhantes. deveria ser expressamente proibido de tocar qualquer instrumento no após espetáculos.
Casa de pássaro e o vizinho comunista / LaisP•
Estava montando uma casa de madeira para meus passarinhos. A casa parecia aquelas de boneca e tinha 3 andares. Eles faziam arte ao meu redor se pendurando no meu cabelo enquanto eu tentava pregar as peças da casa e arrumar os móveis nos quartos.
Notei que a casa dos pássaros tinha uma casa vizinha que pertencia a chineses. Eu sabia que aquela casa era uma espécie de comunidade comunista onde grupos se encontravam e recrutavam mais gente. Todos que entravam lá ou já estavam uniformizados ou saíam de uniforme novo.
Nesse dia eles ligaram para a casa dos meus pássaros e eu atendi o telefone. Eles falavam em chinês e eu ficava tentando imitar os sons que entendia no telefone. Quando cansei de brincas eu desliguei o telefone.
moradas / li•
Eu iria viver em uma grande casa antiga, de dois andares, dividindo a casa com outras pessoas da minha idade e alguns artistas. De repente fiquei sabendo que eu era acohida ali na casa por PW, e que dividiríamos o mesmo quarto. Estava feliz e ao mesmo tempo chateada por estar tendo esse favor de PW. De repente chega FB, ela havia sido moradora da casa e voltava de uma viagem, mas foi expulsa da casa, restando apenas mais uma noite para ela ficar na casa.
Ela andava pela casa, usando roupas exóticas em tons de azul e gritava pelos corredores da casa. Sennti medo dela ir dormir no mesmo quarto que nós ou que ficaria braba por eu estar dividindo o quarto com PW.
Logo eu via MV entrando em um prédio no centro de Santa Maria, que era o local mais perigoso da região. Fiquei sabendo que ela morava ali, sozinha com sua irmã. Entrei pela porta do prédio, e ninguém mais morava ali. o corredor era estreito e sem nenhuma ventilação. caminhava-se bastante até avistarmos a porta do apartamento, que também dizia-se que era sem janelas, apenas vidros que davam para o corredor e a garagem do prédio.