Drömma

aisling . dream . rêve . sogno . sonho . sueño . traum . śnić
Drömma Dreaming Logger — Coleção de Sonhos — Sonhário
restos de unhas bem guardadas / li

Ia viajar, mas tinha que ir de ônibus parte do trajeto. Encontrei conhecidos, uma turma que iria junto. Começamos a reclamar do preço da passagem, e MK começou um protesto sobre o alto valor da passagem. Como manifestação, nós caminhavamos zegurando parte de um fio de linha vermelho, dentro do ônibus. O dono da empresa chegou e nos concedeu um desconto. Logo descobri que MK guardava todas minhas unhas cortadas, por estar apaixonado por mim.
Fomos dormir, todos juntos, e percebi que eu ainda estava grávida. MK deitou ao meu lado e fez carinhos na minha barriga.
a caça de diana / chuazinha

estava espionando meu vizinho quando percebi que algo estava diferente. geralmente eu conseguia ver da minha janela apenas sua silhueta, seu rosto ficava na escuridão na maior parte das vezes. dessa vez, eu o observava e o via muito claramente, nítido e uma imagem grande. parecia que quando eu olhava para a janela dele já olhava pela câmera em um zoom de altíssima qualidade, que me permitia editar o meu olhar.
vi que meu vizinho era uma mulher, estava nua e abriu as pernas, sua posição me lembrou o " A origem do mundo". vi então que ela tinha um pênis. foi nesse instante que ela levantou de forma brusca e me encarou. finalmente o momento tinha chegado. ela me olhou com raiva e ultraje. " o que você está fazendo?!", "eu sei que você faz isso há tempos, eu vou descobrir quem você é!" ela gritava.
chamou um rapaz e eu só podia observá-los de longe agora. percebi que ele contava janelas para descobrir meu andar, meu apartamento. entrei em pânico, a vizinha gritava que queria vingança. luzes começaram a entrar pelas janelas do meu apartamento, antes no escuro total. olhei pela janela e vi holofotes apontados na minha direção. eles iluminavam minha casa para poder olhar dentro.
resolvi apagar todos os arquivos que já tinha feito sobre a vizinha. eram muitos e estavam espalhados. comecei pelos vídeos do vímeo. os holofotes acendiam e apagavam, alternando me permitindo ver e me deixando na escuridão. no pânico não conseguia encontrar onde nem como tirar os vídeos da internet. comecei a deletar os arquivos de computador. os holofotes tinham parado, mas agora as luzes da minha casa se acendiam e apagavam. o rapaz da vizinha tinha encontrado uma maneira de controlar as minhas luzes, escolhendo se eu ficava no claro ou no escuro. pensei que esta invasão era desproporcional, comparada à invasão que eu tinha feito em relação a minha vizinha.
Strange laptop / dmtr

sonhei que havia comprado um laptop diferente mesmo sem precisar. era obra de um artista famoso em uma galeria mas mesmo assim o preço estava bem abaixo de um computador normal.
Era como um macbook pro embaixo mas a tela era muito maior, tipo 24 polegadas, o computador nao fechava direito e na tampa vinha coladas algumas esculturas de ouro muito detalhadas.
Ligando ele entrava em uma versão muito moderna do windows, meio arroxeada e logo começavam a aparecer arquivos do computador do meu pai. pensei que era alguma forma de backup online funcionando.
workshop da funai / ariel lamim

eu morava num casarão muito grande com vários quartos e miniapartamentos abertos que eram divididos por várias famílias. era muito bonito, num lugar arborizado e um pouco rural. tinha um monte de gente relativamente jovem morando lá, e tava rolando um encontro ou workshop da funai, acho que era pra estudar linguística indígena, e eles iam contratar algumas pessoas que se saíssem bem. uma das senhoras que estava organizando me conhecia, ela sabia que eu tinha estudado grego porque foi colega da minha mãe no instituto de educação da ufrj, e achava que eu era uma excelente filóloga. ela manjava muito de xamanismo também. havia uns dias que eu tava observando um pai e um filho que moravam na mansão comigo e que estavam fazendo uns rituais suspeitos de magia. um dos rituais tinha dado errado e atingido um dos outros meninos, que estava aparentemente *possuído*.

uma noite a gente sentia que a coisa tava ficando feia, o pai e o filho tinham feito um círculo na terra dentro do qual não chovia (e estava chovendo em todos os outros lugares do terreno) e o menino que tinha sido possuído tava cada vez mais esquisito, se arrastando pelo terreno gemendo e tal. mas a gente meio que achava graça nas coisas, e acho que só eu estava realmente preocupada, pelo menos dentre os outros integrantes jovens do grupo -- os amigos dele ora pareciam em pânico, ora ficavam rindo da cara dele. decidi seguir a senhorinha que manjava dos xamanismos porque sentia que ela saberia lidar com qualquer coisa que acontecesse.

então começava um corre-corre, porque o menino possuído começava a falar com uma daquelas vozes de diabo de filme, meio O Exorcista, e começavam a cair uns raios do céu. tinha uma hora também em que um monumento feito de galhos brotava espontaneamente dentro do círculo.

eu estava num quarto com alguns jovens e a senhorinha, e o rapaz possuído entrava lá e eu conseguia desfazer o sortilégio abraçando ele, dando uns beijinhos, pegando ele no colo. fiquei um tempão ali abraçada com ele e percebi que gostava dele, mas eu tinha de levantar e ajudar o pessoal a reverter os rituais de magia negra, senão ia ficar caindo raio ali no terreno pra sempre.
Laboratório / Laura

Estava saindo de um exame o qual eu fui anestesiada.
Acordei ao lado da minha cachorra . Ela me protegia. Estávamos em um jardim .
cachorro-bebê / apta

Eu tinha que resolver um problema na rua mas precisava ficar em casa para cuidar do meu cachorro que era uma especie de meio cachorro meio bebê ser humano.

Enquanto eu ficava em casa meu cachorro latia e chorava como uma criança e eu não sabia o que fazer exatamente com aquele ser.

Lembrei que precisava aplicara a insulina na minha outra cachorra, quando injetei a dose (ela era cor de rosa neon) o meu cachorro-bebê se transformou em um cachorro 100% cachorro deixando a forma humana.

Muitos likes pras paisagens lunares / Hannap

Sonhei que eu tinha viajado pra visitar minha família no sul.
Logo comecei a tirar fotos e postar.
Comprei um prosecco numa promoção que vinha com uma taça.
No Facebook vários likes das fotos que eu postava.
Fiz uma viagem dentro da viagem pra visitar o Índio e o Molina.
Peguei um ônibus espacial e desci na lua.
É linda a lua. Tem um morro onde fica sentada a galera mais hippie, pra ver a terra nascer.
Um visual de deserto cinza e um horizonte lindamente curvo…

Encontrei o Índio num bar. Tomamos uma cerveja. De repente vem o Molina, caminhando ao lado do seu filho, de uns 6 anos. Ele se surpreendeu em me ver. Nos abraçamos e ele me convidou pra jogar video-game. Logo dispersou entre tantas pessoas que ele cumprimentava.

Fiquei feliz. Eram lindas as paisagens lunares.
Eu queria voltar logo pra casa. A viagem era muito cara e ficava cada dia mais cara, tipo Fernando de Noronha. Era pouco comum viajar pra lá. Um turismo recente, de menos de um ano. Mas o Molina morava lá.

Pensei em tirar muitas fotos. Pensei na quantidade de likes que iria ganhar. Pensei que talvez não desse pra postar naquele momento porque provavelmente o 3G não funcionava.
Pensei que a foto mais bonita devia ser a da terra no céu da lua.
eu era linda / li

Anoitecia e eu chegava correndo em um clube. Entrei em um escritório e fui informada que tinha perdido o prazo para inscrição no concurso de beleza. Fiquei desolada, tirei um espelho da bolsa e me olhava e percebia que meu rosto era perfeito e lindo, tinha cabelos loiros e lisos e traços delicados.
Purple Haze / cauli

A Nai tava me mostrando um video da década de 80, que não era pra eu mostrar pra ninguém, do PQ nos Estados Unidos. Ele por algum motivo estava cuidando do Tã bebê (mas minha mãe não sabia, ela tinha deixado o bebê com uma amiga dos Estados Unidos do mesmo jeito que ela faz as coisas só porque não tá nem aí, e então ela tinha emprestado ele pro PQ por pura coincidência).

No video, de baixa qualidade, dava pra ver um jardim, o PQ cuidando de um bebê, e no fundo uma fumaça roxa que era um tipo de maconha que vaporizava no ar e era famosa na época, Purple Haze.

Ele estava abaixando o bebê numa cadeirinha, eu acho, quando salta um revolver por cima da cerca de madeira. o PQ nao tinha visto nada ainda. Então pula um policial pela cerca, pega o revolver e provavelmente manda ele deitar. Ele levanta a mao mas não deita. Pula a cerca outro policial e eles atiram várias vezes nele
where is my hotel? / chuazinha

meu sonho foi todo em inglês. eu estava em um bar com amigas, fora do país, esperando para ver se reconhecia/era reconhecida pelo cara que estava ficando. ele não aparecia, então eu ia embora. estava ligeramente frio e eu não encontrava meu hotel de volta. entrei em uma recepção de outro hotel para pedir direções, mas percebia que nem o nome do meu hotel eu sabia direito. me sentia terrivelmente despreparada, no estrangeiro, sem saber pra onde ir.
de o lado de dentro dessa recepção avistei o cara, alto de boné e bigode, ele me via também sorria e começava a correr. eu corri atrás e chamei "ei! vocês não está hospedado no mesmo lugar que eu??" o que até mesmo no sonho me pareceu estranho, pois estávamos ficando, ele era local, não estava hospedado em hotel algum. mas ele pareceu entender e ainda correndo respondeu "sim!" e caiu no chão. a coisa toda acontecia meio em tom de brincadeira.
eu chegava perto dele e ao longe via minhas amigas. ele ainda deitado no chão, me olhava de baixo. ele me disse que tinha me visto no bar mas que eu não tinha reconhecido ele então, por isso, ele não pode ir falar comigo.